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Entrevista: Ferreira Fernandes

José Joaquim Ferreira Fernandes, nascido em 1948 em São Paulo, Luanda, é cronista e repórter. Emociona-se quando fala da infância em Luanda, e da Luanda de hoje. Tenso quando diz que não gosta do que pensou e fez nos anos de 1974 e 1975

EXCLUSIVO: Salman Rushdie sobre García Márquez

«Ele era jornalista e nunca perdia os factos de vista. Era um sonhador que acreditava na verdade dos sonhos. Era também um escritor capaz de momentos de uma beleza delirante e por vezes cómica.»

Joaquim Leitão: um gajo atado à cama

A sua cinefilia não nasceu com a Super 8, mas nas cadeiras dos «cinemas de reprise». Nos anos 60, estas salas eram uma espécie de clube de vídeo dois filmes por cinco escudos. Foi assim que chocou de frente com «o primeiro par de seios». E assim se fez um cinéfilo. Por Henrique Raposo.

Terça-feira, 22 de Julho de 2014
25 livros-25 anos. Uma lista: entre o pó e a posteridade
22 Julho, 2014

  

 

 

Por José do Carmo Francisco

 

«Ser conhecido não é o mesmo que ser importante, nós aqui fazemos simples notas de leitura mas só o tempo pode distinguir o pó da posteridade.» Mais palavra menos palavra, foi esta a recomendação que Jacinto Baptista me fez em Agosto de 1978 no velho Diário Popular. Hoje como ontem existem muitos equívocos na História da Literatura Portuguesa. Há cem anos Augusto Gil era mais conhecido do que Camilo Pessanha tal como tempos antes Pinheiro Chagas era mais popular do que Eça de Queirós enquanto, por outro lado, Cláudio Nunes era muito mais divulgado pelos jornais da sua época do que Cesário Verde.

Por todas as razões e mais uma («somos um país pequeno, toda a gente se conhece») é um risco muito grande a elaboração de uma lista deste tipo mas se os leitores perceberem que se trata apenas de uma lista pessoal, tudo se torna mais simples. No meu caso é ainda mais pessoal pois o meu percurso nas Letras é um pouco atípico. Em primeiro lugar porque não passei pelos bancos da Universidade, os meus bancos eram outros e à hora de almoço na velha Parceria A. M. Pereira conheci autores como Romeu Correia, José Palla e Carmo, Natália Correia, Ruben A. e Luiz Pacheco. As coisas aconteciam de modo informal, havia em 1966 Suplementos Culturais nos diversos jornais vespertinos e matutinos, tornei-me assinante da Seara Nova, cujo director-adjunto era o meu colega Vasco Martins.

Uma descoberta espantosa foi o romance A Torre da Barbela de Ruben A. com um prefácio/ensaio de José Palla e Carmo. As Páginas V, as primeiras que li, foram um abalo sísmico para quem vinha de uma Escola Comercial e conhecia apenas os escritores dos livros obrigatórios. Ruben A. não vinha na Antologia oficial mas só muito tempo depois soube porquê. Pois um dos livros que poderia ter entrado nesta lista é a Obra Ântuma de José Palla e Carmo mas a sua data é de 1986. Para quem não se esquece do refinado humor das suas crónicas no Jornal de Letras com o nome civil de José Sesinando, pode fazer uma ideia do conteúdo deste livro que, apesar de tudo, não entra na lista.

Outro livro que poderia ter entrado é o Vida e morte dos Santiagos de Mário Ventura mas é do ano de 1985. Vinha a calhar um livro que é uma revisitação da História no sentido total do termo: a vida de uma família dentro da vida de uma província portuguesa – o Alentejo. Entre o universo pessoal e o espaço político, o herói é a própria terra que salta dos mapas e suja de pó as botas dos homens. Poderia falar de Nenhum olhar de José Luís Peixoto que pisa os mesmos terrenos (Planície) de Levantado do chão de José Saramago mas os heróis do segundo voltam à vida depois da morte enquanto os do primeiro voltam à morte depois da vida.

Sem esquecer Os putos-contos escolhidos de Altino do Tojal numa edição de 2009 da Bonecos Rebeldes mas trata-se de uma reedição com uma selecção do autor, daí ter sido colocada fora do inventário. Já o mais recente livro de poemas de Liberto Cruz tem o problema de ser uma edição de 2012, por isso não pode integrar a lista. Ernesto Rodrigues e Fernando Venâncio são autores das excelentes antologias Crónica Jornalística do século XIX e XX, respectivamente, uma de 2003 e outra de 2004 e também poderiam ter entrado na lista mas já não havia lugar. Tal como não houve para Orlando Neves (Parábola da inocência) de 2002 da Editora Notícias e Fernando Grade, a festejar 50 anos de vida literária em 2012, com Poemas de Natal (2005) da Editora Mic.  Nem lugar para livros de autores tão diversos como João Camilo, Alexandre O´Neill, António Osório, Maria Velho da Costa, Manuel Tiago, Vergílio Alberto Vieira, Maria Ondina Braga, Nuno Júdice, Helder Macedo, Teresa Horta, Manuel Frias Martins, Francisco Bugalho, Joana Ruas, José Saramago, Valter Hugo Mãe, Maria Alzira Seixo, Emanuel Félix ou Teolinda Gersão. Uma lista como esta pode dar origem a outra lista e assim sucessivamente.

Mas não vale a pena prolongar a discussão. O que está feito está feito, tudo nas escolhas é absolutamente relativo e daqui a 25 anos outras listas com outros nomes surgirão nesta ou noutra Revista. A vida é um mistério, não um negócio. Se fosse um negócio os ricos compravam a saúde e morriam mais tarde que os outros. E quem diz saúde diz talento para escrever – que não é coisa que se compre na vida de todos os dias. E ainda bem.  

 

 

Já não gosto de chocolates. Álamo Oliveira, Salamandra, 1999

A cidade do homem. Amadeu Lopes Sabino, Sextante, 2010

Matar a imagem. Ana Teresa Pereira, Caminho, 1989

Exortação aos crocodilos. António Lobo Antunes, Dom Quixote, 1999

Lisboas. Armando Silva Carvalho, Quetzal, 2000

Ilha grande fechada. Daniel de Sá, Salamandra, 1992

Obra poética – 1948/1988. David Mourão-Ferreira, Presença, 1988

Os meus sentimentos. Dulce Maria Cardoso, ASA, 2005

Trabalhos e paixões de Benito Prada. Fernando Assis Pacheco, ASA, 1993

Tendências dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50. Fernando J.B. Martinho, Colibri, 1996

Contos, fábulas e outras ficções (org. Zetho Gonçalves). Fernando Pessoa, Bonecos Rebeldes, 2008

A cova do lagarto. Filomena Marona Beja, Sextante, 2007

Longe de Manaus. Francisco José Viegas, ASA, 2005

O último cais. Helena Marques, Dom Quixote, 1992

Lillias Fraser. Hélia Correia, Relógio d´Água, 2001

Gente feliz com lágrimas. João de Melo, Dom Quixote, 1988

Vou-me embora de mim. Joaquim Pessoa, Hugin, 2000

De Profundis, Valsa Lenta. José Cardoso Pires, Círculo de Leitores, 1998

O cemitério de Pianos. José Luís Peixoto, Bertrand, 2006

De mãos no fogo. Júlio Conrado, Notícias, 2001

O vale da paixão. Lídia Jorge, Dom Quixote, 1998

Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto. Mário de Carvalho, Caminho, 1995

Os objectos inquietantes. Nicolau Saião, Caminho, 1992

Domínio Público. Paulo Castilho, Dom Quixote, 2011

O livro do sapateiro. Pedro Tamen, Dom Quixote 2011

publicado por Ler às 09:29
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
João Ubaldo: a voz
18 Julho, 2014

João Ubaldo Ribeiro no programa Roda Vida, da TV Educativa.

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Adeus a João Ubaldo
18 Julho, 2014

Morreu João Ubaldo Ribeiro

 

«Não posso conceber consagração maior do que ser reconhecido pelos povos que usam nossa língua, pelos povos que de certa forma partilham a nossa alma. É bom saber que enquanto escritor da língua portuguesa pude cumprir a minha obrigação com seriedade e amor porque é desta língua que vivo. E nada mais me enaltece do que imaginar que esta língua me agradece.»

João Ubaldo Ribeiro na cerimónia da entrega do Prémio Camões,

na tarde de 23 de Stetembro de 2008, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

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Quinta-feira, 17 de Julho de 2014
Finalmente num só volume: Smiley e uma das guerras com Karla
17 Julho, 2014

 

O Ilustre Colegial é a parte que faltava nas histórias de George Smiley e da sua inimizade com Karla, o fatal inimigo soviético. Para quem leu aos pedaços O Venerável Espião, aqui está a oportunidade para reler tudo em conjunto num volume de 656 páginas (edição Dom Quixote).

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Um cartão do clube de e-books — a nova arma da Amazon
17 Julho, 2014

 

Sim, trata-se de uma experiência a concretizar: a Amazon oferece acesso a cerca de 600 000 títulos (em inglês) de e-books e de audio-books pelo simpático preço de 9,99 dólares por mês. Como a história tem avanços e recuos, aqui está o essencial.

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Paixão pelos livros, sim senhor; mas há limites para a estupidez (diz o Agent Orange)
17 Julho, 2014

O blog do Agent Orange (um agente literário cuja identidade é apenas conhecida de muito poucos) regressa para colocar questões importantes aos editores: 

«It’s all very well banging on about the “passion” for books that people in publishing have, but if that isn’t backed up by courageous and clear-sighted leadership, talk of passion increasingly seems like code for stupidity—or the sort of thing you tell the children.

It is easy to point the finger at the big, bad wolf. Publishing needs to take a longer, harder look at its own complicity in its troubles and direct some of that blame inwards as well as outwards.»

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Terça-feira, 15 de Julho de 2014
Geoff Dyer sobre a fenomenologia e estratégia da dentadinha
15 Julho, 2014

Fotografia de Tony Gentile

 

Aí está: Geoff Dyer sobre Luis Suárez, o grande mestre. Nesta imagem, Dyer (o autor de Mas É Bonito e de Ioga para Pessoas que Não Estão para fazer Ioga) vê Suárez a tocar harmónica e Chiellini a fazer uma saudação a Mussolini. É ler, é ler. 

 

publicado por Ler às 15:45
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Nadine Gordimer: as leituras [act.]
15 Julho, 2014

 

Cinco livros imprescindíveis, no The Guardian. O excelente obituário do The Daily Telegraph, do The Guardian e do The New York Times — artigo no The Los Angeles TimesNadine Gordimer: How books fostered a critic of apartheid», de Carolyn Kellogg), 

E um texto da escritora na New Republic («Morals are the husband and wife of literature»).

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Uma boa ideia para ver quem tem unhas para tocar guitarra e vender livros
15 Julho, 2014

Na capital do Illinóis toda a gente ficou contente com o Chicago Independent Bookstore Day: “It was like Book Christmas in July.” Reportagem na Publishers Weekly.

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
Chandler aos nossos pés
27 Junho, 2014

Chandler na sua única aparição no cinema:

uma curiosidade fatal. Sentado, em Double Indemnity

 

 

Hollywood presta homenagem a Raymond Chandler: o autor de The Big Sleep vai ter uma estrela no «passeio da fama».

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
Simona entre os jacarandás
16 Junho, 2014

Depois de vários anos na Civilização, Simona Cattabiani transita para o grupo Presença, onde dirige a nova chancela Jacarandá. A partir de Outubro, atenção a este catálogo, onde brilham os nomes de Hilary Mantel, David Nicholls — ou Keith Richards, de quem Simona publicará o seu livro para crianças. 

 

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Já nas bancas!
16 Junho, 2014

 

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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014
Egípcio pede indemnização a Israel pelas sete pragas. (Nada de desculpas: está na Bíblia.)
09 Abril, 2014

Ahmad Al Gamal é um colunista popular que escreve no Al Ahram e no Al Masri Al Yawm — e acha que o governo egípcio deve pedir a Israel uma indemnização pelas 10 praga que, através de Moisés, Deus terá enviado ao Egipto para obrigar o faraó a libertar os judeus do estado de escravidão. Já foi há milénios? É indiferente. Ahmad Al Gamal escolheu justamente esta data — a véspera de Páscoa, Pessach, a 14 de Abril — quando se celebra a libertação. «Devemos ser indemnizados pelas 10 pragas que foram dirigidas contra nós como resultado das maldições que os antepassados judeus lançaram. Os egípcios não mereciam pagar pelo mau governante desse tempo, o faraó.» Está no Livro. 

publicado por Ler às 15:42
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Marc Augé: entrevista
09 Abril, 2014

No Clarín, de Buenos Aires: «É mais fácil falar do passado, porque todos temos coisas a dizer. Mas falar do futuro é difícil. E por que é que não falamos do futuro, quando a ciência vai à frente e progride? Há muitas razões, a primeira delas é o fracasso das utopias do século XIX e do século XX, principalmente o marxismo. Aliás, acho que estamos a viver o fracasso da última grande utopia liberal, com Fukuyama e o o fim da história. Por um lado, as ditaduras acomodam-se muito bem no mercado liberal; e, por outro, vemos que a diferença entre a franja mais rica dos ricos e a mais pobre dos pobres não pára de crescer, quer dizer, não há nenhuma realidade correspondente à utopia do fim da história.»

publicado por Ler às 15:26
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Eutopia: uma nova revista para uma ideia assim-assim
09 Abril, 2014

Uma revista europeia — a ideia não é propriamente original, mas o projecto mobilizou quatro editores além da francesa Seuil: a Editorial Debate (Espanha), Fischer Verlag (Alemanha) e a Laterza (Itália) – sem mencionar o patrocínio da Telecom Italia. Porquê esta empresa? Porque a sede da redacção será Roma, e o director é o correspondente do Liberation em Itália, Eric Jozsef. Todos os artigos serão publicados na língua original do colaborador — e em inglês. 

publicado por Ler às 15:18
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A inveja, parte um: o Hay Festival de 2014
09 Abril, 2014

O actor Richard Burton em Milk Wood, lugar do Hay Festival — enquanto

gravava um documentário sobre Dylan Thomas.

 

Está já disponível o programa do Hay Festival deste ano, entre 22 de Maio e 1 de Junho, em Milk Wood, Gales. Além dos cem anos de Dylan Thomas, haverá Niall Ferguson, Stephen Fry e Judi Dench para falar de Shakespeare, cozinheiros da moda para preparar refeições de primavera — e a belíssima-belíssima-belíssima Livraria do Festival. Roam-se de inveja (podem comprar ingressos aqui). Depois enviamos fotos. 

 

Entretanto, juntamos algumas imagens do Hay do ano passado:

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Ler às 14:58
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Olha, a CIA lambém leu o Doutor Jivago
09 Abril, 2014

Durante a Guerra Fria, a CIA publicou várias edições russas de Doutor Jivago, de Boris Pasternak — como arma de propaganda anti-soviética. O livro esteve proibido na ex-URSS até 1989. A primeira edição do livro foi publicada em italiano, em 1957, e só em 1958 foi impressa a edição americana. 

publicado por Ler às 14:44
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014
'Pins' para fanáticos de livros
08 Abril, 2014

Pequenos pins para quem não dispensa os clássicos que ama:

 

 

 

 

 

 

publicado por Ler às 19:21
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Como não escrever um romance de sucesso
08 Abril, 2014

Cinco conselhos úteis: 1) procrastinar; 2) investigar sobre os personagens do livro; 3) não se interessar pelo ‘plot’; 4) complicar até arruinar tudo; 5) ter medo da rejeição. O autor do artigo seguiu todos eles.

publicado por Ler às 19:19
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2014
Cyberbullying na Amazon
07 Abril, 2014

Anne Rice é uma das principais assinaturas numa petição para que a Amazon deixe de permitir críticas de livros anónimas dos seus utilizadores — um combate, dizem, contra o cyberbullying a autores.

publicado por Ler às 14:21
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Terça-feira, 1 de Abril de 2014
Ler faz mal à saúde e é prejudicial para os que nos rodeiam
01 Abril, 2014

 

 

© Joost Swarte

 

Artigo de Leo Robson na New Statesman em torno de três livros que tratam de livros e da arte da leitura — mas o título é mesmo este: «Reading Won't Make You a Better Person». Já sabíamos.

publicado por Ler às 09:25
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014
Bookshelfie: ilusão, pura ilusão
31 Março, 2014

 

 

Continuemos a aventura dos shelfies: Eis como se representa, também, o amor pelos livros no Museu de Arte da Bahia, em Salvador. À vista desarmada, trata-se de uma estante com arrumação perfeita — demasiado perfeita — de livros que gostaríamos de ter, de folhear e, depois, de ler. Bom, mas depois aproximamo-nos:

 

A beleza dos livros continua intacta, e apetece cada vez mais folheá-los, apreciando as lombadas de encadernações bem tratadas. Aproximemo-nos mais ainda:

 

 

Precisamente: não se trata de livros — mas de amostras de madeiras brasileiras, talhadas como livros, nas suas cores naturais ou preparadas com óleos naturais, e feitas para se parecerem com livros. Uma ilusão que não desfavorece os livros:

 

publicado por Ler às 15:01
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O retrato das leituras do «typical american»
31 Março, 2014

Foi já publicado o habitual estudo sobre hábitos de leitura da população americana, realizado pelo Pew Research Center,, em colaboração com a universidade de Princeton — desta vez especialmente centrado na evolução do e-book e das suas plataformas (tablet, e-reader, smartphone ou computador), dados que publicaremos em breve. Para já, dois dos principais quadros; o primeiro, sobre a percentagem de leitores (que leem pelo menos um livro por ano) que prefere livro em papel, e-book ou audiobook:

 

 

Depois, o quadro final sobre o «typycal american» e os seus hábitos de leitura:

 

publicado por Ler às 14:35
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Nova Iorque: «cidade literária», mas cada vez com menos livrarias
31 Março, 2014

Vejam como Sarah McNally, a proprietária da McNally Jackson Bookstore, 

ficou mais feliz depois de sair da baixa de Manhattan e fixar-se em Brooklyn.

© Deidre Schoo, The New York Times

 

No The New York Times («Literary City, Bookstore Desert»), histórias do despovoamento de Manhattan: os altíssimos preços do espaço estão a levar livreiros para a periferia. Algumas experiências resultam muito bem.

publicado por Ler às 14:23
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Ninguém escapa à violência doméstica
31 Março, 2014

 

 

 

 

 

 

 

Algumas das ilustrações de AleXsandro Palombo, no El Mundo.

publicado por Ler às 11:38
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Socialismo, Eliseu, traição e 100,000€
31 Março, 2014

 

Há rumores de que a editora Albin Michel terá proposto a Valérie Trierweiler um adiantamento de 100,000€ por um livro sobre a sua experiência como primeira dama no Eliseu. A ex-companheira de François Hollande, jornalista do Paris-Match, ainda não confirmou ter aceite a proposta. Mas ela sabe escrever — e não falta matéria.

publicado por Ler às 11:26
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Nenia Campbell é a nossa última contratação. Conhece-a? Devia.
31 Março, 2014

Nenia Campbell no intervalo da escrita de doze recensões

e de um romance de terror. ©bibliodaze

 

Nenia Campbell, 25 anos, 10 livros publicados (bebida preferida, limonada; comida preferida, japonesa e tailandesa — sabemos tudo) — fixe este nome: nos últimos doze meses escreveu 1461 recensões, uma média de 30 livros lidos por semana. Evidentemente, está no topo dos leitores do GoodReads (que, recorde-se, foi comprado pela Amazon). O Washington Post dedicou-lhe um artigo, mas ninguém lhe perguntou: aos 25 anos, o que é que ainda não fizeste, Nenia? 

publicado por Ler às 10:33
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Duras: 100 anos
31 Março, 2014

No centenário do nascimento de Marguerite Donnadieu, aliás Marguerite Duras (Saigão, 4 de abril de 1914 — Paris, 3 de março de 1996), as comemorações e edilções começam esta semana em França

publicado por Ler às 10:27
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Bertelsmann cresce
31 Março, 2014

O presidente da Bertelsmann, Thomas Rabe, anunciou em Berlim um lucro de 870 nas suas operações de 2013, e uma faturação prevista de 17 mil milhões de euros para 2014 (16,4M€ em 2013). Entre os principais ativos do grupo estão os negócios de edição (grupo Penguin Random House), televisão (RTL) e imprensa (grupo Grüne & Jahr). O negócio que mais cresceu foi o da área de educação (especialmente o de educação para adultos).

publicado por Ler às 10:19
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O saber não ocupa lugar. Hoje, segunda feira depois da mudança da hora, muito menos
31 Março, 2014

Um estudo de cardiologistas, apresentado no sábado passado, numa conferência nos Estados Unidos, revelou um aumento nos ataques cardíacos na segunda-feira seguinte à mudança para a hora de verão — o que acontece hoje. Leiam, descontraiam, deixem o dia passar.

publicado por Ler às 10:10
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1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço

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