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Novo romance de António Lobo Antunes.

 

António Lobo Antunes já entregou o original do seu novo romance, a sair este ano pela Dom Quixote. A sua nova editora no grupo Leya é Maria da Piedade Ferreira, que também fica responsável pela edição de Mário Cláudio e de Rui Cardoso Martins, além do catálogo Oceanos (que iniciou quando imprint no interior da Asa) e da ficção nacional da Asa.

As coisas que eu soube nas Correntes d’Escritas este ano (ou de como o zunzum é sempre de primeira ordem).

A editora ----------------- está em downsizing o que vai levá-la a publicar menos --- títulos do que no ano passado, apesar de o seu novo director comercial, ------------------------------, ter pedido um investimento suplementar de ------------------ euros. Murmura-se bastante sobre as livrarias ---------------------------- e a entrada do ------------------------- capital da empresa. A editora ------------------------------- vai deixar de «operar» no fim do mês, levantando um problema sério em termos de direitos de autor (pelo menos alguns autores estão preocupados). ------------------------------ , autor de ----------------------------------- e de -------------------------- , está em negociações para mudar de editor; o seu terceiro romance poderá já não sair com a chancela da ----------------------------, e sim da ----------------------------. O novo romance de ------------------------------ levará o título de ----------------------------------------------- , e é sobre ------------------------------------------ . Enquanto isso, também a ------------------------------------------, que no ano passado esteve na ------------------------------------------, vai passar para --------------------------------. O autor brasileiro ¬---------------------------------- e a colombiana ¬---------------------------------- gastaram duas longas horas no bar do hotel ----------------------------------, ao lado de ----------------------------------, que veio de --------------------. Murmura-se bastante sobre a mudança na direcção da ----------------------------------, o que poderá ter a ver com alterações na empresa, que tem sede em ------------------------, e cujos investimentos em média estão em risco. As próximas Correntes d’Escrita poderão contar com ¬----------------------------------, ---------------------------------- e ----------------------------------, que este ano não vieram, para não se encontrarem com ----------------------------------. Causou sensação a chegada de ¬----------------------------------, mesmo ao final da manhã, que acaba de publicar ¬----------------------------------. O editor ¬---------------------------------- não confirma nem desmente que ---------------------------------- poderá entregar o seu próximo romance já em Abril.

[FJV]

A banana e o desconhecido

Moacyr Scliar (n. 1937, Porto Alegre) é um grande contador de histórias. E contou mais uma (já repetida mil vezes, garantiu) no auditório principal das Correntes, poucos minutos antes das onze da manhã. Tema em cima da mesa: «O Medo ou o Fascínio do Desconhecido». Moacyr, repetimo-lo nós agora, quis contar uma história, a história (aqui resumida) da chegada do seu pai, aos 10 anos, a Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, depois de uma viagem de semanas no porão de um navio de carga. Magríssimo, despertou rapidamente a atenção de um gaúcho que esperava os emigrantes no cais. Quando recebe uma banana (nunca tinha visto tal fruta) lembra-se de que a única fruta que comia na Rússia (uma laranja a dividir por nove irmãos, em dias de aniversário) tinha caroço. Ali, no cais, o pai de Moacyr come a casca da banana e deita fora o «caroço».

«O escritor», conclui Scliar, «é alguém que olha para a banana e come a casca», que entra permanentemente num território desconhecido. Como aconteceu com o seu pai, aos 10 anos.