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LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

O retorno de Dulce Maria Cardoso

«Os retornados que conheço e de que posso falar foram os mais injustiçados. Os bem-sucedidos seriam bem-sucedidos em qualquer parte do mundo porque eram pessoas muito fortes e capazes. A maior parte não foi muito bem-sucedida, só que dos fracos não reza a História. [...] Pensei numa proposta de reflexão sobre a perda, sobre o que terá sido o colonialismo, nas suas raízes mais subterrâneas. [...] Nunca deixei de ser uma retornada.»

Dulce Maria Cardoso, em entrevista a Carlos Vaz Marques, sobre o seu mais recente romance: O Retorno (Tinta-da-china). Obrigatório ler a partir de sábado. Fotografia de Pedro Loureiro.

Inéditos de Padre António Vieira

«Comecei agora a viver pela primeira vez.»

Excerto de uma carta inédita que revelamos na edição de outubro da LER (sábado nas bancas), onde se fica a conhecer mais em detalhe o maior projeto sobre a obra do «Imperador da Língua Portuguesa». Trinta volumes de uma «arca» monumental trabalhados por uma vasta equipa coordenada pela Universidade de Lisboa. Os investigadores Andreas Farmhouse e Carlos Seixas Maduro explicam, em primeira mão, qual o caminho a trilhar nos próximos anos.

Projeto Leitura Digital

«Iremos em busca da perceção do que é a leitura digital, mas tentando encontrar uma maior diversidade de práticas que também sabemos que existem. Leitura digital para nós pode ser aquela que é feita num desktop ou aquela que pode ser feita num telemóvel, não apenas num tablet ou num ereader. O nosso enfoque neste trabalho são as pessoas e não tanto a tecnologia e a forma como a tecnologia é apropriada neste contexto.» Gustavo Cardoso, coordenador da equipa que, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, «estudará a realidade portuguesa em termos de leitura digital» nos próximos dois anos.

Dicionário Luís de Camões

«Para nós portugueses, Camões cria a única mitologia cultural digna desse nome ainda viva e, apesar das aparências, mais viva do que nunca como texto profético da nossa perenidade sempre em instância do naufrágio.»

Excerto do ensaio de Eduardo Lourenço, publicado em exclusivo na edição de outubro da LER, a propósito do grande acontecimento editorial de 2011: o lançamento do Dicionário Luís de Camões.

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