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LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

LER já nas bancas!

 

«A marca de um verdadeiro crítico é a conversão de opinião em conhecimento. Acho que faço isso, o que não quer dizer necessariamente alguma coisa, visto eu estar tanto na sombra de Johnson, Hazlitt e Walter Pater. No entanto, a verdade é que estou sempre na e sob a influência de Shakespeare, Hart Crane, Wallace Stevens e Walt Whitman. Sobretudo esses quatro. São para mim os poetas entre os poetas.» O decano da crítica literária norte-americana completa 82 anos em julho e mantém a sua rotina de professor na Universidade de Yale. Após The Anatomy of Influence, publicado em 2011, escreve agora as suas memórias de leitor em The Hum of Thoughts Evaded in the Mind«Sou um dinossauro. Sou um retrógrado. Sou do século XIX e estamos agora no século XXI. Se alguém quisesse realmente apontar uma razão para ler The Anatomy of Influence, talvez dissesse: "Este é um tipo que podia muito bem viver em 1893".»

 

A mais recente tentativa de golpe militar na Guiné-Bissau apanhou Pedro Rosa Mendes de saída para Moscovo para investigar os arquivos soviéticos sobre alguns dos acontecimentos marcantes daquele país africano. Nesta edição publicamos o seu diário exclusivo de histórias, descobertas, cruzamentos e personagens da primeira viagem à Rússia, nos dias em que «Putin III» regressava ao poder. 

 

Se antes sintonizavam a antena nas séries Espaço: 1999Twin Peaks ou Verão Azul e em novelas como Tieta e Roque Santeiroo que veem hoje AfonsoCruz, Valter Hugo Mãe, Dulce Maria Cardoso, David Machado, Manuel Jorge Marmelo, João Ricardo Pedro e Patrícia Reis? E de que forma a televisãoainda os influencia? Respostas em formato 7x7.

 

Trezentos anos após o seunascimento, Jean-Jacques Rousseau permanece um dos mais controversos contribuidores da grande história das ideias. Com as comemorações, renasce o debate sobre a importância e atualidade dos pensamentos do cidadão de Genebra.

 

«Sei que algumas tribos da poesia não gostam nada de mim, mas devodizer que isso me é completamente indiferente. Já várias vezes vi textos deles que criticam muito negativamente a minha poesia. Julgo que isso é mais um complexo de Édipo do que outra coisa. A única coisa que eu tenho a dizer a esse respeito é que vão chamar pai a outro.» Nuno Júdice, entrevistado por Carlos Vaz Marques, a propósito do seu mais recente livro de poesia, Fórmulas de Uma Luz Inexplicável.

LER no Chiado

 

A LER no Chiado evoca Vergílio Ferreira através de um debate com Hélder Godinho, coordenador do grupo que trabalha o espólio do autor de Manhã Submersa, Virgílio Kasprzykowski, psiquiatra e filho de Vergílio Ferreira, e Paulo Ferreira, consultor editorial e leitor apaixonado da obra do escritor. Dia 1 de junho, sexta-feira, às 18h30, na Bertrand do Chiado. Moderação de Anabela Mota Ribeiro.

Quem é o próximo entrevistado da LER?

«A marca de um verdadeiro crítico é a conversão de opinião em conhecimento. Acho que faço isso, o que não quer dizer necessariamente alguma coisa, visto eu estar tanto na sombra de Johnson, Hazlitt e Walter Pater. No entanto, a verdade é que estou sempre na e sob a influência de Shakespeare, Hart Crane, Wallace Stevens e Walt Whitman. Sobretudo esses quatro. São para mim os poetas entre os poetas.» A entrevista há muito esperada pela LER de um outro «mestre do nosso tempo» (a par de George Steiner). Sexta-feira nas bancas de todo o país. Verdadeiramente imperdível.

Participe no debate!

Um dos leitores da LER pode fazer parte da mesa «A LER POR QUEM A FAZ. A LER POR QUEM A LÊ», ao lado de João Pombeiro (diretor da LER), Dina F. da Silva (livreira da Poetria), Manuel António Pina (escritor) e Guilhermina Gomes (diretora editorial do Círculo de Leitores), no dia 3 de junho, às 17h30, na Feira do Livro do Porto (auditório da APEL). Para tal, deve enviar até sexta, às 13h, um texto curto sobre os 25 anos da LER (máximo de 1000 caracteres) para o e-mail ler@circuloleitores.pt, acompanhado de nome, morada e número de contacto. O texto escolhido será lido no dia 3 e o vencedor participará no debate.

LER na Feira do Livro do Porto

Convidada pela organização da Feira do Livro do Porto, que decorre de 31 de maio a 17 de junho na Avenida dos Aliados, a LER marca presença com duas mesas:

 

Dia 2 de junho

18h, Auditório APEL

OS LIVROS E A REVISTA LER

Bruno Vieira Amaral, Dóris Graça Dias, Filipa Melo, José Mário Silva

Moderação de João Pombeiro

 

Dia 3 de junho

17h30, Auditório APEL

A LER POR QUEM A FAZ. A LER POR QUEM A LÊ.

João Pombeiro, Dina F. da Silva, Manuel António Pina e Guilhermina Gomes

O detalhe de Dalton Trevisan

 

No Brasil, Dalton Trevisan é a grande referência de isolamento, tornando-o um quase mito – recusa até mesmo a fala com seus editores. Envia os originais impressos e só os contata por meio de faxe ou faz telefonemas breves para tratar de questões muito práticas. Fotografias do autor são de uma raridade ímpar − dele, em evidência, fica apenas a literatura, resistindo de todo a associação de seu ofício à ideia de espetáculo.

Nascido em 1925, em Curitiba, região Sul do Brasil, Dalton Trevisan raramente é visto em público, o que lhe valeu o apelido de O Vampiro de Curitiba, título do seu livro publicado em 1965. Veste-se comumente e só tem como particularidade o uso de boné. No mais, felizmente, é sua literatura, que desde o fim dos anos 1950 vem se destacando pela inquestionável inventividade e por um rigor inabalável, ambos lhe garantindo em 2012 o mais importante prêmio de língua portuguesa, o Camões.

Sua obra se caracteriza sobretudo por narrativas curtas, muito bem engendradas, por vezes de intensa violência, mais relacionada ao estilo cortante do que à reprodução de cenas da vida urbana. As frases de seus contos não deixam margem alguma para a dispersão dos leitores e revelam uma perspectiva inquietante e feroz, como «No fundo de cada filho dorme um vampiro» ou «Toda família tem uma virgem abrasada no quarto», ambas do conto «O vampiro de Curitiba».

Incluído na antologia O Conto Brasileiro Contemporâneo, organizada pelo professor Alfredo Bosi, da Universidade de São Paulo, encontra-se ao lado de nomes consagrados, como Clarice Lispector, João Guimarães Rosa e Rubem Fonseca. Para Bosi, o minimalismo de Trevisan «faz de cada detalhe um índice do extremo desamparo e da extrema crueldade que rege os destinos do homem»

 

Excerto do artigo de Eduardo Coelho publicado na edição de junho da LER, brevemente à venda.

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