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  <updated>2011-03-05T18:57:46Z</updated>
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    <issued>2011-03-05T18:55:45</issued>
    <title>Something Else Capítulo 3 - Queda Assustadora (by Sophie) Parte II</title>
    <published>2011-03-05T18:57:46Z</published>
    <updated>2011-03-05T18:57:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; Parte II&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Os inúmeros vultos desapareceram e só ficou um: Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Como ‘tás, So? Fiquei muito assustado quando começaste a cair das escadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Papel… lápis… - pedi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele encontrou um bloco e uma caneta. Eu escrevi “‘Tou melhor. Obrigada por te preocupares.”. Ele demorou algum tempo a decifrar o que tinha escrito pois estava tudo tremido devido à pouca força e às muitas dores que sentia. Quando acabou de ler, ele disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sempre me irei preocupar contigo. – ele olhou pela janela e acrescentou: - Aposto que queres saber o que aconteceu antes de caíres…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Sim” escrevi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele começou a contar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Foste à minha casa, lembras-te? – eu afirmei com a cabeça – Eu ‘tava com a Alexis. Ela ‘tava-me a dar explicações para o exame de Alemão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele parou porque eu comecei a escrever. “Sim, pois. Explicações.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - A sério. Tens que acreditar em mim. – olhou para mim e, rapidamente, olhou para a porta – Erik, o que não percebeste da parte do “queremos falar a sós”?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Um vulto apareceu por debaixo da ombreira da porta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Como sabias que era eu? – perguntou Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Intuição. Podemos falar a sós? – perguntou Darius, apontando para mim e para ele próprio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Risquei o que tinha escrito no papel, visto que recuperara as forças, provavelmente, devido aos medicamentos que os médicos me teriam dado. Escrevi “Daqui a pouco falo contigo. Agora vai. Por favor.” Virei o bloco para ele para poder ler.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK. Vejo-te daqui a pouco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele desapareceu do quarto e, por coincidência, comecei a ver melhor. Olhei para Darius e ele chorava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Porque ‘tás a chorar? – perguntei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Notei que a minha (melhorada) voz assustou o Darius porque ele olhova para a janela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Desculpa por te ter assustado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não faz mal, So. Eu devia ‘tar a olhar por ti e não a pensar que podias ter morrido por minha causa…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ei! – sentei-me e ele ajudou-me a encostar à parede, pondo uma almofada atrás das minhas costas. - Eu não caí por tua causa! Nem penses em pensar nisso!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele soltou uma gargalhada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Que frase, So! Foi tão esquisita!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu sei que foi. Mas foi o que me saiu. Agora, não quero que te culpes por eu ter ficado como fiquei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A culpa até foi minha. Pois se…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele tapou-me a boca com a mão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Só te lembras até saíres do apartamento, correcto?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Tirei a mão dele da minha boca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Correcto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Depois saíste do apartamento, começaste a descer as escadas, viraste-te para trás e, ao desceres o degrau…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Caí…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Pois…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vês!? A culpa não foi tua!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Acabou por ser minha, sim, senhora. Se eu não tivesse planeado deixarte sozinha com o Erik, tu não terias ido à minha casa, não terias caído e não estarias aqui!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Visto desse ponto de vista… Até se pode dizer que… - abanei a cabeça e emendei-me: - Não!! A culpa não foi tua!! Porque, se não, o Tyler também seria culpado! Por isso, não!!, tu não és culpado!! Percebido??&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Percebido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Agora quero falar com o Erik. – abracei-o – Não te esqueças que és muito importante para mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não sabia que era assim tão importante para ti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Afastei-me dele, encostei-me à almofada e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Bem… Até amanhã, Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele levantou-se e começou a dirigir-se para a porta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ah… E não faças nenhuma merda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele não se virou, mas afirmou:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não há problemas com isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Adoro-te!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Quando eu disse isso, ele virou-se. Brindou-me com o seu sorriso fanfarrão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu também te adoro, So!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Saiu do quarto e desapareceu no corredor do hospital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Passados alguns minutos, o Erik entrou no quarto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Finalmente! – frustrei eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Desculpa. Eu estava a falar com a tua mãe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E o que ela disse?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Que, em princípio, depois de amanhã já podes sair do hospital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Fixe!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Nai lances foguetes antes da festa! Sabes muito bem que também podes ter que ficar aqui uma semana ou mais!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ‘Tá bem! Mas neste momento só quero sair deste quarto horrível. Sabes muito bem que odeio os hospitais!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim, sei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele sentou-se na berma da cama e pegou-me, cuidadosamente, na mão, onde estava enfiado um tubo com soro. Não me doeu, mas tremi com a suavidade do seu toque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele interpretou mal e pousou-me a mão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ei. Podes pegar-me na mão, não doeu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Mas tremeste…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não ligues a isso! Às vezes dá-me uns tiques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele voltou-me a pegar na minha mão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Posso ficar aqui contigo o resto da noite?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O resto da noite!? Faltam mais ou menos vinte minutos para amanhecer. – informei-o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Qualquer segundo contigo é precioso, Sophie.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Corei. “Ele é romântico. Muito romântico!” pensei eu. Comecei a lembrar-me do dia em que começámos a namorar. Tínhamos ido sair eu, o Erik, o Darius, a Anne (Sim, ela era minha amiga!) e a Joanne. As raparigas reinaram naquela saída. Pediamos qualquer coisa aos rapazes e eles faziam. Pedimos para nos tirarem fotos de biquini e eles tiraram (esse álbum ainda está no meu Facebook; tem seis meses). Eu pedi ao Erik que me pusesse protector solar nas costas e ele pôs-me. Foi aí que o ambiente começou a aquecer. Eu e o Erik ficámos, sozinhos, na praia, enquanto a Anne, a Jo e o Darius foram ao café. Começámos a meter conversa. Falámos sobre várias coisas: onde vivíamos (naquela altura practimente não nos conhecíamos), o que gostavamos de fazer no tempo livre, o que queríamos seguir no futuro… Tínhamos muitas coisas em comum… Eu gostava dele à algum tempo. E foi quando os nossos telemóveis comçaram a tocar (a mesma música):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   We don’t need no education&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   We don’t need no thought control&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desviámos as cabeças para os telemóveis e, ao voltarmos a olhar para a frente, o nosso olhar cruzou-se. Aproximamo-nos e… beijamo-nos. Quando no separámos, ele perguntou-me “Queres namorar comigo?” e eu respondi “Claro! Não sabes há quanto tempo estava à espera que tu me perguntasses isso!” e abracei-o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sophie… Sophie… Sophie!!! Desce à terra, se faz favor!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Deixei as minhas recordações e desci à terra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Em que pensavas? – perguntou-me ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Relembrava o dia em que começámos a namorar…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele sorriu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Por isso é que estavas a sorrir…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E não posso??? Que eu saiba são boas memórias…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Muito boas memórias, acho eu…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E achas muito bem! São muito boas. De certeza, muito melhores que estas últimas…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Se ‘tás a falar do que aconteceu na quinta, acho…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, não te precoupes com isso. Esse assunto já ‘tá arrumado. Eu ‘tou a falar da minha fantástica queda…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não te preocupes com isso. Vais melhorar, vais ver, ok? É melhor descansares. – eu detei-me e ele continuou: - Dorme um pouco. Vou ‘tar sempre aqui ao teu lado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK. – fechei os olhos e disse: - Amo-te, Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele deu-me um beijo na testa e começou a cantar. Reconheci a música. Ou melhor: a nossa música.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - I don’t wonna lie… I’m feeling so grow… So take me away… So take me with you… Ei, mistery girl… I’m falling for you… I’m living tonight… The last dejá vu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Depois adormeci.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-03-05T18:50:50</issued>
    <title>Something Else Capítulo 3 - Queda Assustadora (by Sophie) Parte I</title>
    <published>2011-03-05T18:55:20Z</published>
    <updated>2011-03-05T18:55:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; Capítulo 3&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Parte I&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Estou feliz! Perdoei o Erik. E hoje vou sair com ele, com o Tyler e com o Darius. It’s gonna be fun.” pensei, mal acordei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fui tomar banho. Estiquei o cabelo. Vesti-me. Fiz a cama. Tomei o pequeno almoço. “Chiça! Parece uma lista de compras!” Depois, dirigi-me para o carro, entrei e fui para o local combinado para o encontro. Ainda só lá estava o carro do Erik. Bati na janela do condutor e ele abriu-a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Onde ‘tão os outros? – perguntei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não sei. – respondeu – Obrigado por teres respondido ao e-mail.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não foi difícil. Qualquer dia teria que que te perdoar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Obrigada, mesmo. – disse-me ele, fitando-me com os seus lindos olhos côr de avelã.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - De nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Pedi-lhe se podia entrar no carro e sentei-me no lugar do passageiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Estivemos cerca de vinte minutos à espera deles. Não ia esperar mais. Disse ao Erik:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vou ligar ao Tyler.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E eu ao Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Quando acabámos de falar com eles, dissemos, ao mesmo tempo, surpreendidos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Cortaram-se!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Eu continuei:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu não acredito! Já devia ter previsto isto! Com aqueles dois, já deveriamos saber que nos iriam tentar deixar sozinhos! Fogo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Até parece que é assim tão mau!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ei! Eu não disse isso! Grrr… Eu vou matá-los!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O meu telemóvel começou a tocar. Era o meu primo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vou lá fora atender.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Saí e atendi a chamda&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “- Ainda ‘tás com eles?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não. ‘Tou com ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “- Como assim?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O Tyler e o Darius cortaram-se. Planearam isto para me deixarem sozinha com o Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “- Ah…”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Porque ligaste?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “- Só para saber como ‘tava a correr.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Como ouviste, podia ‘tar a correr melhor!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “- OK. Xau.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Xau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Guardei o telemóvel e voltei a entrar no carro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Quem era? – perguntou o Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O Phill.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O teu primo ‘tá cá!?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya. Veio ontem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vêm aí mais problemas para nós dois…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ah, pois vêm… - concordei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; No caminho para a minha casa, fiz um pequeno desvio para o apartamento do Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ai, que ele vai ouvir tantas… - murmurei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Entrei no prédio, subi as escadas e toquei à campainha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ‘Tou ocupado! – gritou ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Que sorte que eu tenho as chaves…” pensei. Abri a porta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Preciso de falar contigo, Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Foda-se! – ouvi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele apareceu na sala, saindo pela porta do seu quarto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não sabias dizer que eras tu??&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Por acaso, sabia. – levantei a minha mão para ele poder ver as chaves – Mas é mais giro entrar com as chaves.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vais demorar muito, Darius? – perguntou uma voz feminina vinda do quarto dele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Calma, Alexis. – disse ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Alexis Cole: ex-namorada do Darius. Ou pelo menos era ex-namorada dele. Agora já não parece ser ex, mas pronto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vocês não tinham acabado?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, nós acabámos. Ela só me veio dar explicações para o exame de Alemão. – respondeu Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E para ‘explicações’ apresentaste assim!? – disse, apontando para ele – Em tronco nu!?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, também ‘tou em tronco nu para falar, certo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ‘Tás. Mas a isso já eu ‘tou habituada. Fazes sempre isso quando ‘tou contigo. O que me faz pensar… - disse eu, pensativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ei, nem penses nisso! Não penses no que eu acho que ‘tás a pensar!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Como é que sabes sobre o que eu ‘tou a pensar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu não sei no que ‘tás a pensar. Mas acho que…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Achas que eu ‘tou a pensar que tu gostas de mim. – conclui, interrompendo-o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele corou e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Exacto…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ah!!! – disse eu, falsamente surpreendida – Tu gostas de mim!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não gosto nada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Gostas, gostas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não gosto nada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Abri a porta, saí do apartamento e continuei:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Gostas, gostas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele também saiu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não gosto nada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Comecei e descer as escadas e virei-me para ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Gostas, gos… Ahhh!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; E foi quando caí das escadas abaixo. Ficou tudo negro. Não sentia nada. Tinha desmaiado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Acordei numa cama do hospital. Vias tudo desfucado. Apenas via sombras. Só era capaz de distinguir três vultos que me pareciam pessoas. Sentia-me tonta e toda dorida. Havia um cheiro nauseabundo no ar. Era sangue. Pisquei os olhos devagar para tentar saber quem eram os três vultos, mas não resultou. Então concentrei-me no que diziam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Acho que ela ‘tá a acordar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Reconheci a voz. Tentei clariar a minha e disse, num tom muito baixo e rouco:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Erik…?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sophie! Acordaste!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Lembraste de alguma coisa?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não lhe faças perguntas, está bem, Erik? – foi a minha mãe que falou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não,… Erik… - voltei a clariar a voz – Só me… lembro… de… ‘tar… a… falar… com… o… Darius… Pergun…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Queres que eu lhe pergunte, Soph? – era o Phill.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Tentei mexer a cabeça. Ele pareceu entender porque um dos vultos desapareceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vamos deixá-la descansar. Ela esteve desmaiada durante vinte horas. – disse a minha mãe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Vinte horas?” pensei. Tentei levantar-me. Gemi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tens de descansar, So. Para isso tens de ‘tar deitada. Certo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Sim” pensei eu. Mas antes que podesse responder, o quarto encheu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sophie, ‘tás bem? Pregaste-nos cá um ataque cardíaco. Nunca mais nos voltes a pregar tal susto!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Rapidamente soube quem estava a falar. Tyler. Mas não queria falar com ele nem com ninguém, naquele momento. Há excepção de Darius. Queria falar com ele. Queria saber o que aconteceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Quero… falar… sós… Darius…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Queres falar comigo, So? – era Darius, tinha a certeza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim… - sussurrei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Anda lá, meninos. Ela deve querer saber o que aconteceu. – disse a minha mãe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Isto de ter uma mãe que trabalha num hospital é fixe!” pensei, sorrindo. Acho que sorri. No mínimo foi o que tentei fazer.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-02-26T22:46:41</issued>
    <title>Something Else Capítulo 2 - Acontecimentos estranhos (by Sophie) Parte II</title>
    <published>2011-02-26T22:50:15Z</published>
    <updated>2011-02-26T22:52:11Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Capítulo 2&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte II&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A meio do caminho até à casa dela, o telemóvel vibrou. A mensagem era de Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # já resolveste as cenas com o erik?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # já, darius. bem, +/-. logo conto-te. na lia, pode ser?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Continuei a caminhar e, quando cheguei à porta da casa da Joanne, recebi a resposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # ok, lá pás 6 tou na lia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # até logo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Subi os dez habituais degraus e toquei à campainha. Foi a mãe da Joanne quem abriu a porta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - A Joanne está?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim, Sophie. Querers entrar ou vão sair?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Prefiro entrar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Entrei em casa dela e algo parecia estar diferente. O ambiente parecia triste. O pai de Joanne não estava em casa. “Será que aconteceu alguma coisa?” pensei. Não perguntei nada, como é obvio. Subi para o andar de cima e bati à porta do quarto dela. Achei estranho, pois a porta costumava estar sempre aberta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Mãe, já disse que não quero falar contigo! – disse ela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Jo, sou eu. A Sophie.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Não ouvi nada, mas aporta abriu-se e ela abraçou-me enquanto chorava. Tentei acalmá-la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Acalma-te, por favor, Jo. Não gosto de te ver assim. – ela afastou-se uns centímetros mas não tirou as mãos das minhas costas. – Vamos para o quarto e contas-me tudo o que aconteceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Entrámos, ela contou-me tudo e eu não pude acreditar. Abracei-a por pura compreensão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Lamento tanto, Jo. Se eu soubesse, nem tinha vindo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, ainda bem que vieste, So. Senão, eu não saberia o que fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, não ‘tá nada bem eu ter vindo. Eu vim para tratarmos daquela merda do Erik. Nem sequer sabia o que tinha acontecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ah, não sabias mesmo nada, né? Pensei que já soubesses…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, não sabia de nada. Como aconteceu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ela desviou o olhar e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não me apetece ‘tar a falar sobre isso. Tu deves perceber, não, Sophie?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim, percebo-te perfeitamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Olhei para o relógio no ecrã do portátil dela. Faltavam quinze minutos para as seis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Jo, tenho que ir embora, OK?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ela também olhou para o ecrã.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Já??&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim, vou ter com o Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK. – disse a Joanne, encolhendo os ombros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Dei-lhe um granda beijo na testa, tal como fazia sempre que ela chorava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vai correr tudo bem. ‘Tá bem, Jo? Tens de ser optimista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, como queiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Levantei-me e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Voltaremos a falar amanhã. Xau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Xau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Cheguei à ‘Lia’ às seis em ponto e o Darius já lá estava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Chegaste cedo! – disse, admirada – Quando dizes seis, normalmente, chegas vinte minutos mais tarde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele levantou-se e abraçou-me. “Que é que se passa? Ele ‘tá estranho…” pensei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele afastou-se e eu perguntei-lhe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Darius, ‘tás bem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, porquê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Cheguei aqui e tu abraçaste-me…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Já não posso abraçar uma amiga que ‘tá a sofrer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu não ‘tou a sofrer. – pausei – Não se pode chamar sofrimento…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ah… OK… E então? – sentámo-nos e ele continuou: - Como vão as coisas com o Erik?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Iguais. Como ‘tavam antes de falarmos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não reataram?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Nem por sombras, achas mesmo? Nós só discutimos, excepto um pequeno promenor…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Qual promenor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ele beijou-me…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Depois do que te fez, ainda te beijou? Sinceramente…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, ele fê-lo… Olha, - ele olhou-me, sem desviar o olhar, como tinha feito até agora – eu queria pedir desculpa pela maneira como falei contigo. Não era minha intensão magoar-te, psicologicamente…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Desculpas aceites, So.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Suspirei pesadamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ultimanete, a minha vida tem sido um grande monte de merda! Acabei com o Erik, ‘tou-me a aproximar demasiado do Tyler (outra vez!), ‘tou meia zangada com a Joanne, ‘tou a discutir muito com o Alex… Fogo! Que porcaria!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Estivemos a falar, enquanto comiamos e, de repente, o Darius perguntou-me:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ‘Tás dividida?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A pergunta não me surpreendeu. O Darius é sempre assim. É directo. É uma das coisas de que eu gosto nele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sim, ‘tou dividida. Ainda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Isso não é nada bom, Sophie. Já ‘tás dividida à muito tempo. Não podes namorar com um e andar a comer o outro. Não te faz bem, So.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu não ando a comer o Tyler! Não ando com um e fodo com o outro! Não me chamo Erik!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele até pestanejou por causa da maneira como falei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK. Se tu o dizes, eu acredito. Não desconfio de ti, So.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Desculpa. Eu não devia ter falado assim. Vês!? Vês como anda a minha vida!?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tens que relaxar. Queres uma massagem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, obrigada, Darius. Já são oito horas. Tenho que ir-me embora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vieste de carro?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Queres boleia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Pode ser, se não te importares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, não me importo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Obrigada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Saímos do café ‘Lia’ e entramos no carro dele. O carro tresandava a álcool, mas não comentei ou disse algo. Estive calada metade do caminho e só falei porque ele me perguntou:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Gostas mais do Tyler ou do Erik?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Para dizer a verdade, não sei. O Erik é divertido, gentil e querido. O Tyler é muito amigo, amável e muito giro. É difícil saber de quem gosto mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele parou em frente è minha casa e eu agradeci:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Obrigada pela boleia, Darius. És um amigo fantástico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, eu sei disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Saí do carro, fechei a porta, comecei a abrir o portão do jardim e foi quando o Darius me chamou:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ei, So!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Virei-me, aproximei-medo carro e ele abriu a janela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Amanhã queres dar uma volta comigo, com o Tyler e com o Erik?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya… pode ser…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Então, vêmo-nos amanhã! Bye.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Xau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Entrei em casa e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Olá, pessoal!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O Alex e o Phill olharam para mim, surpreendidos pela minha (falsa) felicidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tu ‘tás bem? – perguntaram, em uníssono.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ‘Tou óp-ti-ma! Vou p’ó quarto. Tenho TPC’s para fazer. Bye-bye.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Subi as escadas, entrei no quarto, tranquei a porta e sentei-me na secretária, enquanto ligava o monitor do computador. Tinha três e-mails. Abri o primeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De: Erik&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para: Sophie&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assunto: Desculpa :(&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mensagem: Acredito que já previas receber um email meu. Eu tenho que te contar a verdadeira história do beijo da Anne. Quando se chega a meio da coisa, nunca se percebe nada mas eu vou-te contar tudo. Espero que acredites em mim e não naquela cabra galdéria. Foi assim: eu estava a air da escola e ela pôs-se à minha frente. Eu perguntei-lhe o que ela ‘tava ali a fazer. Ela puxou-me e beijou-me. Eu afastei-me e disse que não gostava dela. Ela voltou a beijar-me. E foi aí que tu me viste. Eu voltei a afastá-la. Fui atrás de ti mas não te encontrei. Desculpa e perdoa-me. Mas aceito que não queiras voltar a ver-me ou a falar comigo. Bjs. Amo-te para sempre, Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mandei-lhe um e-mail.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De: Sophie&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para: Erik&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assunto: RE: Desculpa :(&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mensagem: Eu acredito em ti, Erik. Perdoo-te, mas, depois de muito pensar no assunto, quero que me dês um tempo para mim. Bjs. Amo-te, da tua Sophie :) P.S. Não conseguiria passar muito tempo sem te ver e, muito menos, sem falar contigo. Só te peço: nunca, nunca mas nunca te esqueças de mim.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-02-22T19:57:19</issued>
    <title>Something Else Capítulo 2 - Acontecimentos estranhos (by Sophie) Parte I</title>
    <published>2011-02-22T19:59:46Z</published>
    <updated>2011-02-26T22:50:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Capítulo 2 - Acontecimentos estranhos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte I&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O dia acabou melhor do que pensava… Depois do grande passeio de carro com o Tyler, fomos dar um passeio à beira mar. Começou a cantar-me a música “Just the Way You Are” do Bruno Mars. Claro que tinha de corar, não é? Fomos ao cinema e depois fomos comer um gelado. Deixou-me em casa por volta das onze e meia da noite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Aproximei-me da porta e abri-a cautelosamente para os meus pais não darem pela minha chegada. As luzes da sala estavam desligadas por isso calculei que eles estivessem a dormir. Suspirei de alívio. Dei um passo em frente e as luzes ligaram-se. Estremeci e olhei em volta para ver quem as tinha ligado. À beira do interruptor da sala estava o meu irmão mais velho, Alex.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Que andaste a fazer, Soph?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Merda, Alex! Não sabes tossir ou fazer algum barulho antes de ligar a luz!? – resmunguei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Fala baixo! Os pais já ‘tão a dormir, ok?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ‘Tá. E tu não tens nada a ver com o que faço ou deixo de fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Então queres que eu diga aos pais que horas chegaste, maninha. – disse ele, com sorriso triunfal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Entrei na sala e deixei-me cair no sofá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Isso é chantagem!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - É pegar ou largar…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fogo! Conto-lhe e começa a chatear-me porque não gosta do Tyler. Não conto e os meus pais põem-me de castigo por ter chegado tarde a casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fiquei por volta de um minuto a pensar se dizia ou não. O meu irmão ligou a televisão na MTV e estava a dar “American Best Dance Crew 5”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não mudes! – disse eu – Adoro os Poreotix.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ainda a olhar para a televisão, o Alex disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Também é o meu favorito! – depois ele olhou para mim com ar desconfiado – Mas não penses que é assim que te livras da pergunta, Soph.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu sei! Eu sei!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Então diz!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele ficou a olhar-me nos olhos durante alguns segundos e voltou a fixar o olhar na televisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Alex… eu ‘tive… com… o Tyler. – gaguejei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele parou de dançar ao som da música que estava a dar e olhou-me estupefacto. Eu baixei o olhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Andas outra vez com ele!? Vocês não tinham acabado?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E acabámos… Eu disse que ‘tive com ele, não que voltei a andar com ele! – voltei a olhar para ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Estava furioso. Via-se bem que tinha gostado nada de eu ter chegado tarde por causa do Tyler. “Ops! Ele ficou mesmo chateado! Estou feita!!!” pensei eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu conheço muito bem o Tyler. Sei que posso confiar nele. – fiz uma pequena pausa e continuei: - Porque é que tu não confias?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Nunca confiei, não te sei dizer porquê…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sabes uma coisa?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Olhei para ele e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tens de deixar de ser tão protector.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sou o teu único irmão. E preocupo-me mesmo muito contigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Saí do sofá onde estava e sentei-me ao lado do meu irmão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu gosto que te preocupes comigo. Mas às vezes exageras. Eu gosto muito de ti. Tirando quando te armas por seres mais velho. Odeio ter de discutir contigo por causa disso – e por causa de tudo o resto, Alex.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu também odeio discutir contigo, Soph. – voltou a olhar para a televisão e perguntou-me: - Já vais para a cama?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ainda não. Vou tomar um copo de leite, vens?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Claro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fomos buscar os copos de leite, bebemo-los e voltamo-nos a sentar no sofá. Quando dei por mim, já estava a dormir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Na manhã seguinte, acordei deitada no sofá ao lado do Alex. Ele ainda dormia. Não: ressonava. Levantei-me, peguei no telemóvel e vi as horas. Era meio-dia e vinte e dois minutos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Comecei a abanar, levemente, o meu irmão:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Alex, anda lá! Acorda!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Hmm…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Acorda!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Hmm…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Anda lá!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Hmm…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Naquele momento, a minha paciência (pouca!, está visto) acabou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Levanta-te, estúpido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele deu um salto e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Quê? Como? Quando?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Explodi em risos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Que foi? – perguntou-me.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Nada. – parei de me rir, levantei-me e disse: - Vai-te vestir, o Phill deve ‘tar quase a chegar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Pois é. Já me tinha esquecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Pois. E se eu não te acordasse nem te lembrasse, estarias a dormir quando ele chegasse. Resumindo, ficarias mais metade do dia aqui, a dormir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Voltei a olhar para o relógio e acrescentei:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Por falar em tempo: falta mais ou menos meia hora para ele chegar. Vai trocar-te.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Até já, Soph. – disse, enquanto subia as escadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - See you later.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Preparei-me o melhor possível. Vesti os meus mini-calções; a minha T-shirt favorita, onde se podia ler na frente “I’m devil. Be careful!” e atrás “Dangerous!”; leggings pretas e as minhas Adidas brancas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Quando me acabei de vestir, ouvi um carro a buzinar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Anda, Alex. O Phill já chegou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Enquanto acabava de pôr os brincos, abri a porta da frente, atravessei o jardim  abri o portão que dava para a rua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O Phill já estava fora do carro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Oi, primo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Oi, Sophie. ‘Tás boa?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sou boa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E convencida. – disse ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Eu encolhi os ombros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Isso já toda a gente sabe. – disse o Alex, atrás de mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Pus-me a anlisar o meu primo. Tinha vestida uma T-shirt branca, o que deixava ver bem os seus músculos; as suas habituais calças de ganga e umas sapatilhas Depply. Mordisquei o lábio inferior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ai, o que eu fazia se não fosses meu primo…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E eu a ti, Soph..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O meu irmão olhou-nos e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Meninos, - nós olhamos para ele e ele continuou: - já chega.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Porquê? Somos primos. Não podemos fazer nada. – disse eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ela tem razão, Alex. – proximou-se de mim e meteu-me debaixo do seu braço. – Não podemos fazer nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Virei-me para o Alex e disse-lhe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Alex, podes ajudar o Phill com as mals? Eu tenho que sair.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O sorriso fugiu-lhe da cara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Vais ‘tar com o Tyler? – perguntou-me ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; O Phill começou a sorrir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Voltaste a andar com o Tyler? Finalmente deixaste o Erik?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, não voltei a andar com o Tylr. E não, não deixei o Erik. – tentei, em vão, suster as lágrimas e não deixá-las cair. – Decidimos dar um tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Bolas! E eu a pensar que o tinhas deixado! – olhou para mim e acrescentou: - De vez!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu não vou ter com o Tyler. – disse, olhando para o Alex; depois olhei para o Phill e continuei: - Nem com o Erik. Vou ter com a Joanne. Eu e ela precisamos de falar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Virei-me e comecei a caminhar. Acho que ouvi o Phill e o Alex a perguntarem, um ao outro, quem era Joanne.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-02-12T21:04:15</issued>
    <title>Something Else Capítulo 1 - Um dia confuso (by Sophie) Parte II</title>
    <published>2011-02-12T21:06:10Z</published>
    <updated>2011-02-26T22:51:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Capítulo 1&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte II&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A campainha tocou e nós separámo-nos. A sala começou a encher, eu sentei-me no meu lugar e ele sentou-se ao meu lado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Erik, vai para a frente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Porquê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ainda ‘tou zangada contigo. Aquele beijo não faz com que o que tu fizeste faça “puff”. Não vou esquecer isso…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não é para esqueceres, é para perdoares, So. As pessoas cometem erros. Até tu cometes erros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não cometo erros tão grandes, como o teu. – já me estava a irritar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Sim, eu queria esquecer o que vi. Sim, queria perdoá-lo. Sim, amo-o mais do que qualquer pessoa. Mas, não, não conseguia esquecer o que vi, não conseguia perdoá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A professora de Geometria entrou e estragou-me os pensamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Bom dia, meninos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Boa! Agora é que não vais sair daqui… - disse eu, frustrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Parece que vais ter de me aturar noventa minutos…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ou talvez não… - disse para ele. Depois virei-me para a professora e pedi: - ‘Stôra, posso passar para trás?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Porquê, menina Gomez?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A professora não costuma perguntar-me isso quando lhe pedia para mudar de lugar. Olhei para trás e vi que estava lá o Tyler e decidi dizer, só para fazer ciúmes ao Erik:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Gosto mais de ‘tar ao lado do Tyler do que ‘tar ao lado do Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tudo bem. Podes ir para trás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A professora virou-se para o quadro e eu, baixinho, disse ao Erik:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Pimba!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Obrigadinha! A sério, So.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - De nada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Peguei na mala e sentei-me ao lado do Ty. O Tyler é o meu melhor amigo. E o Erik tem mesmo muitos ciúmes dele. E até faz sentido: eu já namorei com o Tyler durante 10 meses e 15 dias. O que para mim é muito tempo…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Oi, So.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Foi ele que me deu essa alcunha. Depois o Darius, o Erik, a Joanne e a Leah começaram a chamar-me So também.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Olá, Ty. Como ‘tás?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Bem e tu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não, a minha vida é um monte de merda! – suspirei e conclui: - Pronto! Já disse!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Porquê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O Erik… - parei e acrescentei rapidamente: - Olha, não interessa! Falamos depois da aula, OK?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A aula de Geometria acabou e eu fui para um canto com o Tyler. Estivemos a falar do facto do Erik me ter traído. Eu costumo contar-lhe tudo… Pronto, quase tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E é só isto… - conclui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Só isso!? E achas pouco!? – ele pegou na minha mão e disse-me carinhosamente: - Eu era incapaz de te trair, tu sabes disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Tirei a minha mão da dele, abracei-o e sussurrei-lhe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu sei disso desde que te conheci. – separei-me dele e continuei: - Desde o quinto ano que sei que posso confiar em ti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Beijei-lhe a cara e despedi-me dele:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Agora tenho que ir, Ty. &lt;em&gt;Xau&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - &lt;em&gt;Xau&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Virei-me e, quando comecei a andar, ele disse-me:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Espera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Parei, virei-me e fitei aqueles olhos azuis. Aquele azul profundo ainda me paralisava. Porra! Porque é que fui deixar o gajo mais bom da escola? Nos olhos dele via-se tristeza e, se calhar, bem lá no fundo, uma centelha de esperança. Já estava a prever o que ele ia dizer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - So, eu… – ele aproximou-se de mim e olhou-me nos olhos: - Tenho saudades tuas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Neste momento só me vinha à cabeça a frase que ele me disse quando acabei com ele mas disse que ainda o amava: I’ll be waiting.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Coloquei a minha mão no ombro dele e disse, já a sentir lágrimas nos olhos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu também, Ty. Mas acho que não vai resultar outra vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Espero que esta coisa estúpida que acabei de dizer não destrua a nossa amizade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Envolveu-me a cara com as mãos e limpou-me as lágrimas que me tinham começado a escorrer pela cara, o que me fez chorar ainda mais. Não contive a vontade, abracei-o com muita força e a minha cabeça foi atraída ao peito dele como um íman.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Nada nem ninguém pode destruir uma amizade que demorou tanto a crescer, Tyler. – senti as lágrimas dele a caírem-me na cabeça. Olhei para ele e pedi: - Não quero que chores. Para chorona já chego eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele olhou para mim e começou-se a rir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Só mesmo tu para me fazeres rir neste momento, Sophie.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Olhei-o de sobrolho erguido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Podias ter dito “só mesmo uma miúda estúpida como tu para me fazer rir neste momento”! Ficava melhor…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Limpa-me essa cara que mais pareces a esfregona da minha mãe quando limpa o chão do quarto do meu irmão. Borrataste a maquilhagem toda. – disse enquanto me limpava a cara com um lenço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fui à mala e peguei no espelho:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Isto ‘tá mesmo mau. – tirei de lá de dentro o estojo de maquilhagem, sentei-me no banco e comecei a maquilhar-me.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Obcecada! – afirmou o Tyler enquanto cruzava os braços e abanava a cabeça em negação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Olhei para ele a pestanejar e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Já sabes como é que eu sou…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Obcecada por maquilhagem, por compras, por rapazes… Digno de uma cheerleader!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Primeiro: não sou obcecada em rapazes; segundo: é o que eu sou! – fiz uma pequena pausa e depois continuei: - Agora não tenho nada a ver com o meu aspecto da preparatória.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Dantes tinhas cabelo pelos ombros; - estremeci a relembrar o meu look naqueles tempos. – quase não usavas sapatilhas, ou eram sabrinas ou sandálias; muitas vezes de saia – engoliu em seco e continuou: - e pronto não me apetece recordar aquele visual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ya, já podias ter parado na parte do cabelo…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Podia, não podia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Acenei com a cabeça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Quando acabei, pedi-lhe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Podes levar-me a passear no teu carro? Há séculos que não ando no teu descapotável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Claro, porque não?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-02-12T20:08:47</issued>
    <title>Something Else Capítulo 1 - Um dia confuso (by Sophie) Parte I</title>
    <published>2011-02-12T20:10:50Z</published>
    <updated>2011-03-01T21:33:09Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; Antes de começar a escrever a minha história queria agradecer a algumas amigas que me ajudaram a escrevê-la: obrigada Joana, Sónia, Cátia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A minha inspiração para a personagem principal veio da minha melhor amiga, Dulce ♥ amo-te mesmo :)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; E queria também dizer que no nome dos capítulos tem (by... e o nome da personagem) porque vai haver mais do que um ponto de vista ao longo da história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kisses,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capítulo 1&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Parte I&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; É que o dia não me podia ter corrido pior!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Primeiro: a minha melhor amiga zangou-se comigo porque “descobriu” que gosta do meu namorado (eu cá acho que é tudo mentira, mas que se há de fazer…); segundo: apanhei o meu namorado com outra rapariga (logo a Anne; eu odeio-a!); terceiro: a porcaria da internet deixou de dar (e eu que sou uma agarrada ao &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;…).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Estava tão atenta que nem dei pela minha mãe entrar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sophie, despacha-te! A comida vai ficar fria, rapariga!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Dei um salto quando ela falou:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ai, mãe! Que susto!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Para a próxima não estejas tão atenta ao mundo da lua!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Mãe… eu vivo no mundo da lua! Lembraste?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Pronto! Eu confesso! A minha mãe está mais longe da actual adolescência do que a minha avó! Sim! Eu disse “do que a minha avó”! Só ela me dá ouvidos a mim e aos meus problemas de adolescente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Mãe, vai que eu já desço. Anda, sai do meu quarto. – disse-lhe, enquanto lhe dava leves empurrões para a porta. – Vai.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tens cinco minutos para estares lá em baixo. Ouviste, menina? – perguntou, já fora do meu quarto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Eu fechei-lhe a porta na cara mas respondi:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu não sou surda, ‘tá bem, mãe?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Decidi sentar-me na cama e não ligar ao sermão que a minha mãe estava a dar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Assustei-me quando o telemóvel começou a tocar &lt;em&gt;“Only Girl (in the World)”&lt;/em&gt; da &lt;em&gt;Rihanna&lt;/em&gt;. Mal olhei para o ecrã e vi de quem era a chamada, atirei o telemóvel para o chão. “Não falo com aquele cabrão traidor nem que a vaca tussa!” pensei eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Odeio-te! Odeio-te! – berrei tão alto que acho que os vizinhos do outro lado da rua me ouviram. Mas não me importei. Queria que toda a gente ficasse a saber o quanto o odiava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Senti lágrimas a escorrerem-me pela cara abaixo. Eu!? A chorar!? Oh meu Deus!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Depois deste berro, ouvi a minha mãe gritar na cozinha:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Que foi isso, Sophie?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; A limpar as lágrimas que ainda me escorriam pela cara, desci as escadas, sentei-me à mesa e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - O cabrão do Erik estava-me a ligar. Mais nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Uau! Cabrão!? Ele não era teu namorado??&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Era!, dizes tu muito bem… - acabei de limpar a cara e repeti: - Era..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Bem! Anima-te! Fiz a tua comida preferida! – disse. Depois de uma breve pausa que usou para ver a expressão da minha cara, acrescentou: - Empadão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - De carne? – perguntei, feita parva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Claro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Abriu-se-me um sorriso e consegui dizer, numa pausa daqueles soluços horríveis (consequência de ter estado a chorar):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Bem. Para quê ‘tar com esta cara, quando tenho uma comida fantástica à espera de ser comida?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Isso mesmo, meu anjo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Comi, fui para o quarto e adormeci na cama enquanto lia &lt;em&gt;“Romeu e Julieta”&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Nessa noite tive um sonho muito estranho. Eu estava perto da lagoa que costumava ir com o Erik. Tive a certeza que era essa lagoa porque eu estava lá, com ELE!! Eu zangada com aquele gajo mas sonho com ele. Boa! Sou mesmo estúpida! Estávamos a falar (já não me lembro sobre o quê) e eu empurrei-o para a lagoa! No sonho entrei em paranóia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Acordei e olhei para o relógio. Boa! O despertador já tinha tocado à quinze minutos! Entrei nos cinco minutos da maluquice. Ri-me de ter atirado o Erik à lagoa, ri-me de não ter acordado a horas. Mas parei e pus-me a pensar… Eram oito e vinte e eu entrava às oito e meia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Dez minutos para tomar banho, vestir-me e maquilhar-me!? É impossível!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Mas despachei-me a tempo de chegar apenas dez minutos atrasada. Tenho a vantagem de morar em frente à escola. A primeira aula foi a de Espanhol. Comecei a aula com um “Perdón por el retraso” muito culpado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Sentei-me no único lugar vazio. Atrás do meu ex-namorado, Erik Traidor. Coloquei a minha mala em cima da mesa, peguei no telemóvel que tinha lá dentro e vi que tinha uma mensagem. Abri-a. E para a surpresa das surpresas, a mensagem era dele. Tinha acabado de me enviar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # podes falar cmg?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Cheguei-me à frente e perguntei baixinho:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Achas mesmo? Só se for para discutir…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Recebi outra mensagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # então falo cntg lá fora. FALAR apenas, ok?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Respondi-lhe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # ñ falo cntg&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; E não tencionava falar enquanto ele não me pedisse mil e uma desculpas. Mas também não o conseguiria ignorar, nunca. Ele é a minha paixoneta de liceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Estes pensamentos foram interrompidos por mais uma mensagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # mas tas a falar. e eu preciso de falar cntg, és a única pessoa que tenho para desabafar…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ia responder mas fui atropelada por mais uma &lt;em&gt;sms&lt;/em&gt;. Fogo, que o rapaz é chato! Mas quando vi que a mensagem não era dele, lia mas só me apetecia atirar o telemóvel para a cabeça dela. A mensagem dizia:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # afasta-te do erik, miúda! by: anne&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Respondi-lhe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # ele é meu namorado, ñ teu, ouviste, cabra?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Voltei a chegar-me à frente e disse-lhe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - A Anne disse para me afastar de ti, Erik. Posso fazê-lo?, para teres mais espaço?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Logo a seguir recebi uma mensagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # nããoo, não quero que te afastes, NUNCA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Então respondi à Anne:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;   # ele não quer que eu me afaste, por isso, fá-lo tu! afasta-te do meu namorado!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Sophie, pode responder à pergunta?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Assustei-me com a voz da professora e só me saiu:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Hã? ¿Puede repetirlo, por favor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ¿Cual es la capital de España?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - La capital de España es Madrid, profe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - ¡Muy bien! – depois a professora deixou o sotaque e disse: - Está atenta, Sophie. Não queiras baixar mais a nota.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK, ‘stôra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Logo a seguir, a campainha tocou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Hoy no hay deberes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ouviram-se muitos “yes” e muitos “iupi”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Saíram todos a correr e eu também ia sair, mas o Erik disse-me:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Espera, Sophie.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Suspirei, virei-me para trás e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Que foi…?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Eu disse que ia falar contigo agora, não disse?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Reparei que Darius, um dos meus (muitos) amigos, estava com ele, mas, simplesmente, ignorei-o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E eu disse que não queria falar! – resmunguei, fiz uma pequena pausa e acrescentei: - Principalmente com traidores!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ui, meu! A So está mesmo fula contigo! – disse o Darius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não te metas, Darius. – rematei eu, virei-me para o Erik e continuei: - Se ele quer conversa, vai tê-la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Nessa altura sentia-me tão confiante que me esqueci por completo que ia falar com o Erik traidor e não com o Erik namorado. Pensei que aquela ia ser uma das muitas discussões que tínhamos enquanto namorávamos e que aquilo ia acabar bem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - OK, já nem ‘tou aqui… - virou-se e saiu porta fora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não precisas de ser assim. – disse o Erik.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Tu, por acaso, sabes o que é ser traída? – perguntei para o ver responder “não” feito parvo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele baixou o olhar e respondeu:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Por acaso, sei. Já fui traído.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fiquei chocada mas não o suficiente para parar a discussão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - E pelos vistos gostaste da sensação, para me fazeres o mesmo…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele levantou o olhar, olhou-me nos olhos e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Não tires conclusões precipitadas, So.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Já não tens o direito de me chamar So. E eu não ‘tou a tirar conclusões precipitadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ele deu um passo na minha direcção, acabando com o espaço que existia entre nós.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; - Ai isso é que ‘tás. - pegou no meu queixo e beijou-me.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Queria separar-me dele e dizer que nunca mais me voltasse a falar. Mas não consegui. Conhecia aquele beijo como ninguém: dizia “amo-te e não te quero perder”. Eu sabia que isso era verdade, mas também sabia que ele me tinha traído.&lt;/p&gt;</content>
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