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  <title>PRADOSVERDES</title>
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  <lastBuildDate>Sun, 12 Dec 2010 14:45:10 GMT</lastBuildDate>
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    <title>PRADOSVERDES</title>
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  <pubDate>Sun, 12 Dec 2010 14:42:44 GMT</pubDate>
  <title>ALMAS ERRANTES...IV..um texto de ANA</title>
  <author>bostadebovideos</author>
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  <description>&lt;table cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; width=&quot;100%&quot;&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;ALMAS ERRANTES... IV&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Decidiu fazer mais um curso, estava sempre envolvida com os estudos, embora fosse mãe e esposa. Tinha sua profissão, dava aulas, era difícil ás vezes sintonizar todos os papéis mas essa era a sua vida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Casou-se cedo e virgem, presa a dogmas e tabus, já não refletia mais suas questões internas, cansou-se da psicanálise, temia enlouquecer.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Vivia com o marido um sexo insípido, que a descontentava, fazia-lhe mal. O marido a possuía sem olhar para ela, a seco, machucando-a muitas vezes. E mesmo assim viviam o dia dia sem muitas discussões; ele insistia no sexo anal, mas Luciana negava, pois trazia o trauma de uma violência na infância; já lhe chegava a dor de abrir-lhe as pernas sem desejo ou emoção. Aceitava, assim ao longo dos anos a relação que tinham, com todos os desencontros, as traições, concentrando-se em seus afazeres e responsabilidades.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Conheceu Luis Henrique na faculdade, seu professor, um homem maduro,educado, e que se dirigia a ela de forma diferente, tinha algo no olhar que a perturbava sempre e que Luciana evitava questionar ou notar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ia ás aulas, sentia que ele &quot;lia&quot; seu ser oculto, aquele que ainda não tinha emergido, penetrava seus olhos, vendo o seu corpo explodir em curvas dentro das roupas. Percebia com o passar do tempo que algo acontecia quando ela chegava, quando se aproximavam, quando se dirigiam, se tocavam, como imans .&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sentia-lhe calcular o cheiro, a pele, o corpo, a alma. Luciana passou a tê-lo no pensamento, prestando mais atenção em seu cheiro, nos pelos, sorvia o perfume quando ele transpirava, mergulhava em sua voz, viajava em uma melancolia poética.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Luciana perdia-se...e penitenciava-se, pois havia tido uma educação rígida, patriarcal, conservadora e tais devaneios eram inconcebíveis, por sua formação.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Mas...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Chovia torrencialmente, era uma tarde quente e Luciana estranhou ao chegar á aula e encontrar o prédio vazio. Então deu-se conta de que esquecera completamente que não haveria aula.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Estava  encharcada, os cabelos desalinhados, a roupa colada pela chuva que apanhou...tomou-se de mau humor, brava consigo mesma, por sua falha. Afobada arfante, cansada, achava-se atrasada ainda. Decidiu então respirar um pouco antes de voltar para casa, arrancou os tamancos e sentou-se,tentando livrar-se um pouco de tanta água. Luis Henrique então entrou na sala, olhou espantado, perscrutando rapidamente a mulher pequena, de vestido colado ao corpo, erguido sobre as coxas, os seios em evidência sob a malha, os pés descalços...Luciana assustou-se, ajeitou desconcertada como pôde o VESTIDO, tentando esconder-se...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Luis perguntou-lhe o que ela fazia ali e a mulher perdeu-se num instante eterno em sua voz e respondeu-lhe que simplesmente tinha se esquecido. Sorriram, a proximidade perturbava a ambos, ele sentia-lhe o cheiro do suor na pele molhada da chuva, ela sentia-lhe o cheiro que aprendera a conhecer. Estavam sós por aquele momento e  apenas  se sentiam, como um dia haveria de ser. Nenhum alquimista poderia prever aquela combinação tão perfeita!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ele perguntou-lhe o que poderia fazer por ela e Luciana apenas respondeu que queria ir com ele, tomar um banho. Poderia arrepender-se do que disse, ter enrubescido, fugido, se hovesse tempo para responder, se dissesse o conveniente e não o que queria. Só que dessa vez não foi assim e sairam sob o guarda-chuva, o calor que os atraía faiscava no encontro dos corpos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Entraram na sala, Luciana parecia embriagada, entorpecida pela névoa densa e quente que os envolvia, invisível aos olhos, mas que lhes arrepiava.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Luis arrancou-lhe o vestido aos poucos, ela deixou-se imóvel, a respiração acelerada, uma umidade agradável entre as pernas, um tremor no sexo...Tirou-lhe a calcinha, alisando seu corpo, inalando como se fosse tragá-la toda, deixou-se despir também e foram ao banho. Explodiram sentimentos, desejos e sensações represados, ele tocava-lhe os seios, os bicos tesos, lascivos, as línguas adentrando-se, os corpos em bela coreografia. Chegaram à cama, tão nus, tão doces, tão plenos...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Luis beijava-lhe o sexo, sentia seus sabores e Luciana vibrava em seus lábios, nos dedos, nas carícias, trêmula, tomava-lhe o pênis nos lábios carnudos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sentia-se um vulcão, era como se saísse de si uma força desconhecida que lhe desequilibrava, enlouquecia...deixou-se levar por ele intensamente, sentindo-lhe penetrar a vulva em movimentos vigorosos que ela queria mais...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ajeitou-se sobre Luis Henrique deixando-se tomar toda, sentia que ele a segurava firme pelas ancas e parecia flutuar...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Beijaram-se, Luciana cerrou os olhos, exausta...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sabia que era outra mulher, outro ser, nada mais seria igual...a alma libertara-se...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;ana&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 17 Nov 2010 00:10:02 GMT</pubDate>
  <title>ALMAS ERRANTES...III</title>
  <author>bostadebovideos</author>
  <link>http://pradosverdes.blogs.sapo.pt/2175.html</link>
  <description>&lt;p&gt;continuação...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dia amanhecia majestoso, um sol cristalino que invadia a penumbra do quarto de janelas ofuscadas pelos densos reposteiros coralinos, quando Cristal despertou de um sonho ou vários dentro uns dos outros, salpicados de situações absurdas que lhe criaram alguma ansiedade...há meses que não tinha sexo, desde a separação acertada com Francisco César...sentia ânsias frequentes...sacudiu os longos cabelo..abriu e fechou os olhos que resistiam à luz brilhante da manhã e dirigiu-se para o banho matinal...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era um dia especial...tinha aceite o convite de Pedro Bandarra para almoçarem na casa dele e não queria atrasar-se...comeu uma laranja...e desnudou-se lentamente...o silêncio da casa...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixou que a água corresse pelo corpo...as gotas deslizando pelas formas harmoniosas do seu corpo...as mãos... percorrendo-se... voluptuosamente, como se de outro que a afagasse...os seios...os braços...as nádegas...primeiro o champô nos cabelos...o sabonete por todo o corpo...movimentos de fora para dentro..a sentir-se no relaxe do momento...memórias passavam alucinantes como há muito não lhe acontecia...de amores...de cheiros e sabores que a marcaram...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lavou o ânus e o sexo com preocupação acrescida...introduziu um dedo no ânus, friccionando-o, limpando resquícios e sentiu um arrepio lancinante...parou por momentos...amparou-se de uma vertigem súbita...um trauma que julgava apagado...desde a adolescência...ou que recalcara com firmeza e que agora irrompia da memória...um trauma só dela que embrulhara e enterrara bem fundo....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;viu a imagem do irmão gémeo, Frederico, tinham ambos 15 anos...estava a ver-lhe o rosto, os olhos baixos, implorando perdão...perdão...perdoa-me...como que lhe ouvia a voz rouca, entre-cortada de soluços, de arrependimento impossível...ela sabia que ele andava com companhias estranhas...que se drogava duramente...que prometia abandonar tudo de cada vez que ela o via cambaleando, os olhos exorbitados, a tez macilenta...espumando....naquele dia pedira-lhe que fosse fazer umas fotografias, para uma revista de moda...nada de nus...apenas umas roupas mais ousadas...tirando partido da formosura do seu corpo...os seios altivos que sobressaiam da blusa e eram cobiçados pelos olhos lascivos de homens maduros...não queria...Cristal era, ao tempo, de uma timidez própria das meninas mal amadas...a mãe tinha abandonado a casa e deixara-os pequenos entregues ao pai...foram...na casa havia 4 ou cinco rapazes de  vinte e mais anos...disseram-lhe que bebesse algo para descontrair...antes que tivesse tempo de perguntar onde estavam as máquinas fotográficas...os vestidos...a vencer o medo...a sentir-se mulher...bebeu...sentiu quase de imediato um efeito de perda da consciência...as paredes moviam-se em volta dela e ela no meio da sala...a rir-se... guardou a sensação de que se ria...e viu-os vir na sua direcção...rasgavam roupas...gritavam palavras ...rumores...ecos...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando acordou, sentiu um sabor acre e pegajoso na boca...atordoada...incrédula...o irmão estava caído um pouco distante...quis levantar-se e sentiu o corpo todo dorido...apalpou-se...os seios...o corpo nu...o sexo...sangue e aquela massa gelatinosa...ardia-lhe o ânus...mais sangue...mais nojo...gritou...gritouuuuuuuuuuuuu...qui&lt;wbr /&gt;sera tanto guardar-se virgem para o casamento, como era uso da educação que tivera...&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A água corria impetuosa da torneira, no máximo da força...sacudiu a cabeça vertiginosamente...a enterrar de novo...a sacudir a imagem angustiante que a perseguira por muitos anos...porquê agora? porquê?....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;autora: Patricia 8&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 07 Nov 2010 01:11:10 GMT</pubDate>
  <title>...ALMAS ERRANTES...II</title>
  <author>bostadebovideos</author>
  <link>http://pradosverdes.blogs.sapo.pt/952.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia, palatino; font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;continuação do post anterior ...Marta tinha uma figura de menina muito simples, que se evidenciava por si mesma, nas vestes clássicas mas concordantes, de fino gosto na cor e no feitio, no andar gracioso...leve....encantador...a formosura do corpo e a fala doce  e bem expressiva. Tem uns olhos grandes, cor de avelãs, raiados de um leve tom esverdeado...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia, palatino; font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A sua vida, até então, resumia-se a estudar...filha de pais abastados e convicta de melhor ser que parecer, formara-se em História e Filosofia e estava a terminar Humanidades...por estranho que possa parecer, a sua amiga mais intima era Rosália...sentia por ela uma atracção que não sabia explicar...tivera um namorado de que se cansara pela insipiência das conversas e as constantes tentativas para a seduzir sexualmente...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia, palatino; font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Era ainda virgem, por opção, quando se encontrou com Francisco César, naquele fim de tarde de emoções alucinantes...sentira necessidade de se evadir nele após o aparatoso acidente...e entregou-se à emoção crescente que a tomava em fogo..sentiu uma alma nova quando no fim ele a beijou, apaixonadamente, e disse que a amava... a sua sexualidade levitava entre a fantasia e os contactos que ia tendo com Rosália...um dia ela beijou-a na boca...Marta ficou presa naquele olhar de brilho mágico...tinha dúvidas...sentia-se diferente das outras mulheres...agora pensava na penetração...no gozo que sentiu...o estremecer do corpo de Francisco César...o aroma do corpo dele, suado do seu, de mistura com os seus próprios odores...em simultâneo um arrepio que a percorria ao lembrar os toques de Rosália...os sorrisos que trocavam em empatia crescente e gostos de estarem juntas...a delicadeza de Francisco César...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia, palatino; font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;autor:A.P.V.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 02 Nov 2010 12:30:44 GMT</pubDate>
  <title>CONVITE...para uma escrita colectiva...</title>
  <author>bostadebovideos</author>
  <link>http://pradosverdes.blogs.sapo.pt/527.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Tenho o prazer de convidar homens e mulheres que se sintam tentados a escrever, num ensaio colectivo de escrita criativa, à volta do tema &quot;ALMA&quot;, considerando que o homem é a expressão da sua alma...sendo a alma a substância do homem...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Editei um texto: ALMAS ERRANTES.... , como texto de ensaio sobre o qual há apenas a considerar a ideia de configurar o homem através da sua alma e não do seu perfil corporal...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada um  dos participantes é livre de pegar num dos personagens já enunciados...criar novos personagens...ir sugerindo um enredo...dar opinião e ser sensivel à opinião alheia...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;um abraço&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;jrg&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 02 Nov 2010 02:22:18 GMT</pubDate>
  <title>ALMAS ERRANTES...I</title>
  <author>bostadebovideos</author>
  <link>http://pradosverdes.blogs.sapo.pt/294.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Cristal tinha uma aparência fascinante...Francisco César não sabia se eram os olhos que o encantavam como os de uma serpente sobre a ave, se a formosura do corpo, se o sorriso que ela exibia de uma forma tão natural e havia ainda aquele perfume intenso que ela usava que se aderia a ele de uma forma estranha, ora lhe provocando um sentimento de carinho, de desejo...ora de repulsa.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Quando o pai ainda falava...lembra-se, dissera-lhe que toda a mulher tinha um odor natural, saído do interior dela e que se espalhava por todo o corpo, no sabor dos beijos...e que esse odor tinha um poder mágico sobre os sentidos do homem, ou não tinha..melhor seria partir para outra. Era o que fazia...ainda que o incomodasse o fracasso das relações...mas como falar disso com Cristal?..&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A questão da independência dela sempre o perturbara...aparecia-lhe como um resquício de adolescente. A sua recusa em esclarecer, ou simplesmente aflorar a questão do ser dentro da alma, o que se não vê e nem sempre se sabe se sente...partilhar os corpos a impulsos da vontade ou ousar entrar na alma e descobrir, despertando, novos caminhos ainda virgens? seria bem melhor que partilhar o corpo com amigos de falsa afectividade, que apenas cobiçavam a sua beleza exterior, exploravam as suas ânsias fragilizadas pelo não acontecer do sonho...ou ainda...apostavam sucessos sobre presas fáceis...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Ele, Francisco César,  bem sabia o que eles queriam dela...e as amigas...invejavam-na...a vida é uma constante de atracção e repulsa...entre bem hajas e palmadinhas de acalmia, insinuava-se a intriga...o desejo de a verem desfeita das suas conquistas...pedras no caminho que ela se recusava a ver...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pensava Francisco César que o problema das mulheres era a sua inconsequência...espalhavam em sorrisos, pretensamente naturais, sentimentos responsáveis, mas o que as unia era a intriga, a usurpação de identidades dentro da personalidade que eram ou sentiam ser.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Lembra-se de Cristal...as chamadas crises existenciais...deixando-o na praia com Rosália, após uma discussão, convicta que ela lhe contaria toda a sua reacção, dele Francisco César, perante a atitude tomada...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Rosália quando queria era terna, permissiva às fantasias dele e tinha um riso cristalino, desprendido...Francisco César  não a queria para uma relação duradoura porque ela lhe parecia algo estouvada...mas apreciava a sua ousadia...a malícia dos olhos...e o cheiro dela..do sexo...punham-no louco...naquela tarde tinham-se tido como cães no cio...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Francisco César  parou o carro no local que o arrumador lhe indicava. Por principio não gostava de partilhar os trocos com este tipo de arrumadores...via-se à distância que eram conflituosos...apanhados nas teias do mundo das drogas...era um mundo estranho que via de longe...e do qual não queria aproximar-se sem ter uma ideia formada... ou em vias de formação. Mas hoje até lhe convinha um lugar perto do &quot;Nuts&quot;, um local muito aprazível onde esperava encontrar Marta...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Marta era o tipo de mulher que o seduzia pela incógnita...muito arredada do convívio do grupo, os olhos dela, grandes, visivelmente assustados ante as palavras, as risadas despudoradas que atroavam a sal habitualmente sossegada...falava pausadamente, medindo cada palavra, o som...mas tinha um sorriso lindo que o fascinava e nunca a vira com namorado...ficara prezo de um olhar que ela trocara num momento em que se sentia fragilizado e esse olhar fora-se aprofundando dentro dele...um esplendor que iluminava todas as trevas na interacção dos olhos no sorriso...de dentro da alma dela&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tinha idealizado fazer-se encontrado, achado e convida-la-ia para um passeio...mas quando ia a entrar reparou em Cristal e Rosália ao fundo da sala...retraiu-se...voltou-se para sair e deu de caras, caiu nos braços de Marta que vinha a entrar...pegou na mão dela, a surpresa estampada naqueles olhos grandes tão lindos e ...disse-lhe:_Vamos...quero que vejas uma coisa muito bela...Marta deixou-se conduzir, entraram no carro que Francisco César acelerou compulsivamente...tinha pressa de sair dali...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Aconteceu tudo tão de repente....Francisco César  não sabia muito bem o que dizer, a que lugar ir...olhava de soslaio o rosto ruborizado de Marta...era linda...e enquanto passava as mãos dela pelos lábios, lembrou-se do velho convento sobre a falésia...era um local suficientemente romântico e solitário...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_lembrei-me dum sitio único...mágico...de onde se vê um fenómeno mágico que tu adoras... o pôr do sol...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_ E a Cristal?...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ficou embaraçado...não pensou que para Marta fosse importante...não tinha pensado na eventualidade duma pergunta deste tipo e não queria mentir-lhe....deixou que o silêncio se prolongasse e ao fim de um tempo... uma ultrapassagem louca foi o pretexto....sentiu as mãos de Marta no seu braço...um grito aflito...um aconchego ...do seu corpo...quente...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Olha para este tipo!, por pouco acabávamos aqui, sem história nem glória...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_ há pessoas que se testam por uma ninharia de auto estima...são fúteis...arriscam mais do que o ganho vale...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Olha, estamos a chegar!&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O Sol tinha agora uma cor alaranjada...o mar, de um azul cobalto salpicado aqui e ali pelo branqueamento das ondas encapeladas pela nortada... após um vislumbre sobre a paisagem, Francisco César segurou Marta pelos ombros e fitou-a nos olhos ...sentiu a emoção dela pela proximidade livre dos corpos e o odor intenso que lhe subia vaporoso e se espalhava em redor...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_A... minha relação com a Cristal acabou...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Estavam tão próximos os rostos...os lábios dela, róseos, humedecidos pela língua em movimentos nervosos...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A sério, Marta...quero que acredites..falei com ela e decidimos dar-nos algum tempo...se te disser que tomei uma decisão enquanto vínhamos para aqui...acreditas? preciso que me acredites...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Marta ficou estupefacta com a revelação, como que um contra golpe da razão em face duma evidência que se colocasse no eixo do... contraditório...conhecia Francisco César o suficiente, ou julgava conhecer, para pensar que a atitude...se a tomasse...seria uma revolução na sua mentalidade e cedeu...porque lhe apetecia ceder...sentir o desenrolar da fina teia...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;_Se não te olhasse os olhos...a emoção neles...hesitaria...assim fazes-me pensar...eu penso...ou julgas que sou como essas outras que conquistas facilmente? sentou-se no murete do miradouro, a saia curta, as pernas formosas entreabertas.. apeteceu-lhe brincar...fingiu que tombava pela ravina...fingiu um desequilíbrio...Francisco César, assustado, agarrou-a pelas pernas, de tal modo que, na atrapalhação, tombou o rosto sobre elas, entre elas e as gargalhadas cristalinas de Marta...ficou ali, por momentos, preso aos seus odores...as mãos dela segurando a cabeça dele, permissivas...penetrando os seus cabelos...se enredando nos caracóis&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ao rosto de Marta afluiu toda a expressão da sua timidez...ou seria a sensação de uma emoção nova...o toque da pele...sentia-se tremer...o seu corpo...como só ela o sabia sentir...o rosto de uma coloração em sintonia com o ocaso do sol...os lábios secos e um desejo dentro...a crescer...arfava o peito e estava linda...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Cristal  e Rosália ainda correram à porta do bar, mas apenas viram um vulto que lhes parecia Francisco César e uma mulher já dentro do carro que arrancou a grande velocidade...olharam-se nos olhos, os de Cristal, castanhos claros, como o cabelo que lhe caia pelos ombros...os de Rosália, verdes esmeralda, sobressaído do oiro louro dos cabelos...onde os caracóis formavam ondas perversas...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Encolheram ambas os ombros em sinal da pouca importância que se queriam manifestar...e Cristal prosseguiu a conversa...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_ Vamos mesmo separar-nos...não suporto mais a indiferença...às vezes sinto-me humilhada dos olhares dele para outras...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Rosália franziu o rosto...fingindo-se admirada...pouco lhe importava o que Cristal pensava fazer...no momento evocava uma das vezes em que ela e Francisco César se amaram...a violência dos sexos a tomarem-se...a forma alucinante como ele mergulhava a língua no sexo dela e a fazia sentir-e crescer...levitar em ondas turbulentas de inebriante paixão...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Francisco César  e Marta seguiam em silêncio...Marta pensava no entusiasmo que sentira nas revelações de Francisco César e na sua assunção por um compromisso... precipitara-se...Francisco César absorto num triângulo oscilante...a sentir Marta...mas com dificuldade em sentir nela que o sentia a ele como amante...de repente instalou-se a ideia de que ela era virgem...sim o cheiro dela quando por momentos a amparou atabalhoadamente...virgem...mal deram pelo ocaso...o que havia era sol a nascer de dentro deles&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;De súbito, na estrada pouco iluminada, no lusco fusco que prenunciava a noite, na distracção do silêncio, um estrondo quase os atirava pela falésia...Francisco César conseguiu imobilizar o carro a um tempo da derrocada...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Estavam longe de um lugar minimamente civilizado... Marta pensou em sinais cósmicos...tudo o que acontece é porque tem uma razão para acontecer...passou as mãos pelo rosto e pelo corpo...estava ilesa...assustada...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Francisco César estava tombado sobre o volante...os olhos fechados...a alma deambulando por tantos lugares...não estava morto...sequer desmaiado...Marta, após o momento de surpresa, em que a primeira reacção foi passar, como um relâmpago, as últimas imagens vividas...sentiu um frémito estranho de angústia...uma emoção vinda de dentro...que saiu como se fora um grito...suave e quente&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Francisco!?...Francisco!?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Debruçou-se sobre ele....beijando-lhe o rosto...os olhos...misturando salivas e suores...odores...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Francisco César sentiu os seios duros de Marta de encontro aos ombros...o aroma quente vindo do interior dos lábios...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;...as palavras dela...o seu nome de dentro dela... a alma...a sentir-se bem na inquietação de Marta...talvez até estivessem mortos e fossem as almas no êxtase da procura...mexeu-se...por entre lágrimas e salivas...os lábios de Marta...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;amaram-se como o vento na tempestade agita a ramaria...como o mar, na maresia, oculta o céu...como a magia que emana dos mistérios...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;***&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pedro Bandarra era um solteirão irreverente, moreno, os cabelos grisalhos, uns olhos inquietos, seguiam todas a movimentações de saias e pernas descobertas...apenas olhares...insinuações picarescas...jogava à defesa com a sua notoriedade...se o acusassem de assédio...poderia sempre escudar-se na sua formação eticamente irrepreensível ... tinha sido ele próprio que recomendara a transferência de Cristal para o seu departamento...jogava com as influências sem qualquer escrúpulo, desde que houvesse uma corrente a seu favor...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;é &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;verdade que ela, Cristal, se esquivava...e que isso o &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;intimidava...resolveu, por isso, usar outra estratégia na abordagem à sua &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;sensualidade...presentes...alguém lhe fazia chegar aos ouvidos os seus anseios...sonhos de mulher que se queria vistosa.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;..manter a formosura do corpo...e tal seria importante para as novas funções que estava prestes a oferecer-lhe...Agora &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;ali estava ela na sua presença, sentou-se com ar provocador, quase &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;lascivo...a saia curta...cruzou as pernas e disse...mexendo os lábios com &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;doçura...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;_Pedro...mandou-me chamar?...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;sentiu o efeito mágico dum sonho...o odor do perfume...os olhos dela dum brilho fascinante...a suavidade da voz...apetecia-lhe toma-la nos braços...beijar aqueles lábios carnudos...subir as pernas, onde adivinhava uma pele macia e deixar-se conduzir num sem fim da sua própria Utopia ...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Cristal, vamos começar a nova campanha, dentro de , sensivelmente, um mês e eu pensei que lhe faria bem preparar o corpo e a alma para a ampla maratona em que nos vamos empenhar...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;estendeu-lhe o voucher, sem nunca a deixar de fitar nos olhos, como uma ave encantada da serpente...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Para Cristal estava claro o assédio...olhou-o insistentemente...descruzou as pernas e sorriu ao ver os olhos dele apanhados na trajectória...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;era próprio de um homem de um tempo de aberrantes proibições...preconceitos absurdos...estendeu a mão...um sorriso que mostrava aquiescência...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Gostava que a nossa relação profissional fosse mais intima...no fundo a Cristal vai ter uma função de &quot;espia&quot; e engajadora do negócio...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Estou disponível....podemos almoçar...ou jantar...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Pedro Bandarra sorriu, agora ele, apanhado pela ousadia da leitura que ela fazia da sua sugestão...corou mesmo...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;_Onde...insistiu Cristal...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Já que se dispusera a jogar este jogo...iria até ao impossível...o &quot;velho&quot;, visto de tão perto nem parecia aquela imagem asquerosa que comentavam nas entrelinhas da camaradagem, nos intervalos do café..&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Podia ser em minha casa...faço uns bifes divinais...com molho de café e mostarda...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Adoro molho de café...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pedro Bandarra morava num local nobre da cidade...tinha vista de rio..ampla...até ao mar...a casa era grande...um quarto-suite, onde dormia....um quarto para pernoita de visitas... de amigos...um outro onde se dedicava a escrever, ler, congeminações de ideias e sonhos...e havia a sala...enorme...dissimulada numa autêntica floresta de plantas...por entre as quais gostava de se passear nu...roçar-se voluptuosamente pelas folhas...suspirar... sentar-se no sofá a fumar cigarro sobre cigarro...olhando-se ao pormenor...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Rosália ficou a pensar no velho de que lhe falara Cristal...ela gostava do risco...media ao pormenor e contava com o fracasso...não se dava nada mal...ficou a ver Cristal entrar no majestoso edifico de construção moderna...envidraçado...sobressaindo do que restava do anterior...apalaçado...de súbito viu Pedro Bandarra que subia apreçado o lance de escadas...e lembrou-se dele...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Rosália não se considerava uma prostituta de luxo...sabia que o diziam em surdina, nas suas costas...talvez uma namorada de aluguer...com Francisco César fora diferente...aconteceu num momento de carência bio-afectiva...Rosália não procurava corpos ou almas perdidas de amores...procurava situações que lhe proporcionassem o conforto a que sempre aspirava...de amor mesmo, gostava de uma mulher...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Encontraram os olhos um do outro, numa festa em que se sentia aborrecida...o seu companheiro do momento não largava uma figura feminina, vistosa, olhos grandes circundados de brilhantes...Pedro Bandarra sorria-lhe por entre os copos que se amontoavam na mesa...dançaram num pedaço da noite...roçaram os corpos..falaram ...de trivialidades obscenas...acertaram condições e foi com ele por uma nesga da madrugada...fizeram sexo por entre os vapores do álcool acumulados...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Rosália tinha aceite a proposta dele para ficar uns dias...a ver o que dava...ser sua namorada...ainda que estranhasse o hábito de Pedro se despir em casa e nu circundar as plantas...roçar o corpo nelas...o falo empertigado...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Ficou até ao dia em que algo sórdido aconteceu...ele quis que ambos se despissem e nus, como primitivos, acasalassem entre as plantas...estava a ser uma tarde fantástica...fora, a tempestade rugia nas esquinas dos prédios...a lareira acesa...havia odores no ambiente da casa que a inebriavam...tomou-a por trás, ela de gatas e fizeram sexo...à vez, na vagina e no ânus...sem conta do tempo...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sentiu um dos raros orgasmos desde que iniciara a sua vida sexual...os olhos dele febris da excitação...loucos....&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;_Agora chupa-me o resto...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Rosália sofreu um choque de indignação e asco...chupar o sexo dele depois de o ter introduzido no ânus!!!...vestiu-se e saiu da casa sem mais uma palavra...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sentiu um arrepio ao recordar a situação...não tinha preconceitos com o sexo oral...mesmo depois de ser introduzido na vagina..agora no ânus...que nojo...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Autoria dos textos: joão raimundo gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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