<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!---->
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos</id>
  <title>Sete Vidas Como os gatos</title>
  <subtitle>&#13;
More than meets the eye</subtitle>
  <author>
    <name>Rui Vasco Neto</name>
  </author>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/"/>
  <link rel="self" type="text/xml" href="http://blogs.sapo.pt/users/setevidascomoosgatos/data/atom"/>
  <updated>2013-01-14T00:18:35Z</updated>
  <link rel="service.feed" type="application/x.atom+xml" href="http://blogs.sapo.pt/users/setevidascomoosgatos/data/atom" title="Sete Vidas Como os gatos"/>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1805067</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1805067.html"/>
    <issued>2013-01-13T20:43:29</issued>
    <title>Crónica do Brufen </title>
    <published>2013-01-13T20:49:12Z</published>
    <updated>2013-01-14T00:18:35Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um espírito sofrido é como um corpo doente, atacado de forte e incapacitante virose (&lt;em&gt;como esta que por aí anda este inverno, por exemplo&lt;/em&gt;). Para um e outro, na circunstância, a maior e mais decisiva força curativa estará no passar dos dias, na famosa pomada do tempo que tudo cura, há tempos sem fim. Assim sendo há que confiar nesse trunfo maior: o poder regenerador dos dias que passam, cada um deles mais um passo seguro dado na direcção certa, a caminho da cura que é sabido morar no final de muitos e longos dias de sofrimento, cada instante uma batalha, uma busca contínua por todo e qualquer resquício de força que possa ser puxado e repuxado (&lt;em&gt;Deus, como é poderoso o desespero dos aflitos)&lt;/em&gt; até ficar chão, firme e pronto para o instante seguinte e assim sucessivamente, qual maratona de caracol.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tem uma questão, no entanto. É que não obstante ser real a possibilidade de um sucesso culminar todo este esforço de regeneração, a verdade é que a cura não vai aguardar indefinidamente pela reacção das nossas defesas, antes se trata de uma eventualidade com limite no prazo de espera, a partir do qual tudo se fica pela perspectiva, nunca além. É mais uma das muitas ironias do Divino, sempre pródigo em surpresas do género. Com a hora passada ou simplesmente não alcançada, a oportunidade morre na praia e na prática, com todo o capital de esforço e dedicação a esvair-se em cada uma das incontáveis fórmulas do &lt;em&gt;‘podia ter sido’&lt;/em&gt;, nas infinitas variações desse mágico ‘&lt;strong&gt;&lt;em&gt;se&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;’ que tudo pode, tudo serve e tudo permite, desde que no cercado da imaginação e não cá fora, no piso duro e áspero da realidade. E assim se escoam os dias, daí para a frente e para lado algum, deambulando sem direcção e sem sentido, numa ida sem volta e sem futuro. E sem cura possível, já, definitivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando e se chegado a esse ponto o tempo é de rendição, sabemos todos, mais ou menos no fundo de cada um. Assim descobrimos o limite de todos os limites e, na passada, assim somos descobertos pela nossa maior limitação enquanto seres humanos. Depois é uma questão de tempo e de feitio, varia muito de pessoa para pessoa. Por mim entendo que será hora de preparar um adeus de jeito e encomendar uma despedida decente, mais à medida do que gostaríamos de ter sido do que propriamente fazendo jus ao que fomos de facto, o derradeiro luxo de qualquer miserável que se preze. E logo deitar pés ao caminho sem o carrego inútil de culpas, arrependimentos tardios ou ervinhas milagrosas que já nada podem fazer... pois que mesmo sendo certo que um espírito sofrido é como um corpo doente, atacado de forte e incapacitante virose, a verdade é que pouca ou nenhuma utilidade prevejo numa mesma terapêutica anti-inflamatória aplicada ao tratamento de tosse e dor-de-corno, em simultâneo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sugestões, alguém?&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1804937</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1804937.html"/>
    <issued>2013-01-04T15:04:50</issued>
    <title>Eu, pombinha.</title>
    <published>2013-01-04T16:37:00Z</published>
    <updated>2013-01-04T21:39:30Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Face à real probabilidade de chumbo do Orçamento de Estado, Portugal entra em 2013 com o Governo &lt;span&gt;nas mãos do Tribunal Constitucional, com os portugueses nas mãos do Governo e com todos nós, governados e governantes, crentes e ateus, honestos e políticos, todos juntos nas mãos de Deus, de quem se espera (&lt;em&gt;por manifesta ausência de eficácia alternativa&lt;/em&gt;) o milagre do conserto das finanças públicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Ora eu, confesso, estou já farto e cansado desta sina de pombinha da catrina a que fui aparentemente condenado por esta matula de habilidosos em cujas mãos jaz a esperança de um país inteiro (&lt;em&gt;enfim,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;talvez só numa delas, já que a outra passa a vida nos meus bolsos&lt;/em&gt;). E agora, dizem, está tudo nas mãos do Tribunal Constitucional, assim o possível próximo culpado de serviço ao balcão da desgraça nacional. Dizem os jornais que &lt;/span&gt;PSD e CDS temem a ingovernabilidade, caso o Tribunal Constitucional chumbe o essencial deste Orçamento de Estado 2013. Dizem as televisões que vêem o risco subir com a assinatura do Presidente da República num pedido de fiscalização. E dizem e sabem todos que são 4 mil milhões de euros que estão em causa, embora Passos Coelho tenha pedido silêncio, dizem que para evitar conflito institucional. Afinal há quem fale de um cenário «&lt;em&gt;apocalíptico&lt;/em&gt;» em cima desse corte previsto de quatro mil milhões na despesa. Enfim, aos meus ouvidos o que soa é já o refrão do meu destino, por este andar infalível: &lt;span&gt;&lt;span&gt;"&lt;em&gt;Sem ter beira nem patrão, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;o voar é nossa sina, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;vão andar de mão em mão, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;as pombinhas da Catrina".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A questão é só uma, bem vistas as coisas: será que ninguém tem mão nisto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1804544</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1804544.html"/>
    <issued>2012-12-09T02:39:48</issued>
    <title>Falando com o meu cão</title>
    <published>2012-12-09T02:50:02Z</published>
    <updated>2012-12-09T09:17:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Esta tarde passeei &lt;em&gt;(eu &amp;amp; Gastão, claro, juntos como sempre)&lt;/em&gt;. Foram horas e horas a fio, passo por passo repassando um dos mais bonitos percursos da minha vida, um sítio alto e arejado de onde se avistam, lá muito ao longe, largos e importantes pedaços de caminhos que já percorri &lt;em&gt;(anos-luz&lt;/em&gt; &lt;em&gt;lá atrás, é certo, mas com que estranha nitidez se enxergam daqui)&lt;/em&gt;, como se no ar de repente fluísse uma qualquer dimensão intemporal onde por obra e graça da memória, apenas, tivéssemos a capacidade de visitar cada pegada deixada no chão há muito pisado, estradas antigas e não mais, nunca mais calcorreadas com a mesma intensidade de outrora… um verdadeiro milagre, digo-vos, até para um descrente empedernido como eu. Só que hoje a evidência calou-me a descrença com aquela força do que não tem discussão porque é e porque está, ali mesmo, entrando não apenas pelos olhos mas por todos e cada um dos cinco sentidos &lt;em&gt;(dos seis, que digo eu?!)&lt;/em&gt; para fazer prova de vida a cada instante, a cada passo em frente, sempre em frente como manda a lei do existir neste mundo de Deus ou do diabo... Gastão adorou, em suma, e eu então nem vos falo: que bem me fez passar por ali!&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Só para que me entendam melhor: imaginem uma estradinha sinuosa, linda na sua simplicidade, montanha acima, arvoredo a convidar à descoberta de um lado e falésia escarpada do outro, a pique cortando os ésses da subida e sugando do peito todo o oxigénio que cabe em cada respirar só de ver, só de olhar, só de mirar, mesmo de longe... Assim é este troço por onde passeei esta tarde e que faz como que um miradouro do lado da escarpa, como que um balcão com vista para o passado, o meu passado, o melhor da minha vida ali a uma distância segura, sem perigo de velhos e repetidos enganos… e lá muito em baixo, lá bem no fundo, lá muito ao longe, longe, longe, eis que se vê bem &lt;em&gt;(pese a distância de meia vida)&lt;/em&gt;, eis que sem engano se distingue cada milímetro dos incontáveis quilómetros percorridos em tempos que já lá vão &lt;em&gt;(e eu com eles, credo, e eu com eles&lt;/em&gt;!), toda a beleza irrepetível do branco por sujar, da alma virgem, toda a vida sem pecado ali ao alcance de um gesto, de um desejo, de uma recordação…&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assim foi a minha tarde, flutuando feliz no mesmo mar de memórias onde há muito me afundei, puxado para um fundo de culpas pelo peso daquelas que nunca consegui largar mas que hoje, por uma tarde apenas, consegui enganar, esquecendo. E foi assim que de regresso a casa, de volta à cave escura onde todos os dias me sonho varanda, soberba sobre o oceano, chamei o Gastão à parte e ofereci-lhe o desabafo sentido da minha inconfessável verdade como só um grande amigo se entrega a outro grande amigo, nessa união sagrada de almas gémeas que por mais que se entendam nunca se comunicarão no mesmo linguajar, por falha divina na organização das coisas. Foi assim que lhe disse, tonto de felicidade, alma estafada, pingando remorso mas verdadeiramente eufórico por esta nova descoberta de um velho e esquecido sentir: &lt;em&gt;«Cão: temos decididamente que fazer isto mais vezes!» &lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1804424</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1804424.html"/>
    <issued>2012-11-28T20:34:54</issued>
    <title>Chove, eu sei, mas tenho provas:</title>
    <published>2012-11-28T20:44:55Z</published>
    <updated>2012-11-28T20:53:13Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span id=":8m"&gt;&lt;a class="e" href="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=3209caeed5&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13b489aa7cc6d924&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=inline&amp;amp;realattid=f_ha2vp29o0&amp;amp;safe=1&amp;amp;zw" target="_blank"&gt;&lt;img class="hv" src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;amp;ik=3209caeed5&amp;amp;view=att&amp;amp;th=13b489aa7cc6d924&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=thd&amp;amp;realattid=f_ha2vp29o0&amp;amp;zw" alt="018.JPG" width="327" height="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: medium;"&gt;                há dias lindos de sol.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1804249</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1804249.html"/>
    <issued>2012-11-08T19:40:47</issued>
    <title>Maria da Solidariedade</title>
    <published>2012-11-08T19:50:18Z</published>
    <updated>2012-11-08T22:54:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="https://picasaweb.google.com/lh/photo/zzeqMHJ1PYwKYT91ir6dEMnyhCwX5H4ZlPvsevTTPcA?feat=embedwebsite" target="_blank"&gt;&lt;img src="https://lh3.googleusercontent.com/-Y7n4SjR7HUg/UJrcX0LFicI/AAAAAAAANrY/6l-1OUnows0/s800/Mafalda-caridade.jpg" alt="" width="555" height="703" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;sacado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt/2012/11/isabel-jonet-ja-chega-nao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, sem dó nem piedade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1803890</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1803890.html"/>
    <issued>2012-10-31T12:34:10</issued>
    <title>Hum, daí o meu dói-dói...</title>
    <published>2012-10-31T21:01:39Z</published>
    <updated>2012-11-02T16:23:26Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img src="http://sm1.imgs.sapo.pt/mb/R/v/n/GFlCdp0no4f6Zc-YVEETBi7w_.jpg" alt="Novos votos" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;(da arte de Henrique Monteiro &lt;em&gt;&lt;a href="http://henricartoon.blogs.sapo.pt/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; )&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1803585</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1803585.html"/>
    <issued>2012-09-28T00:08:04</issued>
    <title>Portugal sem acordo</title>
    <published>2012-09-27T23:32:33Z</published>
    <updated>2012-09-28T00:00:09Z</updated>
    <category term="portugal quase sem acordo de si"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Legisladores Impares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Pittaco em Mytilene, com cordura&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;livrou da tyrannia a lesbia gente,&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;foi Solon en Athenas egualmente&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;legislador de mão firme e segura.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Aqui na terra lusa tal figura&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;fazem agora sordida, indecente,&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;do povo os deputados, que somente&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;p’ra espedaçar carteiras teem bravura.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Em palanfrorio inutil gastam mezes,&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;consumindo ao paíz bom dinheirinho,&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;e em vez de leis dão piños entremezes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Um qualquer rachador de sobro ou pinho&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;usa servir melhor os seus freguezes&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;sem lhes dar grande rombo no bolsinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;in ‘&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Outomnaes’ &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;de João Patrocínio da Costa,  &lt;/em&gt;edição de&lt;em&gt; &lt;/em&gt;1892&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt; Typographia Eduardo Roza, Sucessores&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;em&gt;Sim, concedo, confirmo que concordo: salva-nos o Acordo Ortográfico, nunca pensei dizê-lo mas na circunstância é o que é, encontrei-lhe finalmente utilidade. Este &lt;/em&gt;paiz&lt;em&gt;, a &lt;/em&gt;terra lusa&lt;em&gt; destes versos tem 120 anos, é Portugal d’outros tempos, eram outros deputados, outro espedaçar, outros bolsinhos, outros rombos… e nada de Acordo Ortográfico, vê-se logo, é o que remove a dúvida por inteiro pois que no resto é Portugal da troika por uma pena, digo eu. Tal&amp;amp;qual, não?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;RVN&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1803303</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1803303.html"/>
    <issued>2012-09-04T16:36:24</issued>
    <title>Não fui eu que escrevi mas queria, podia, devia ter sido.</title>
    <published>2012-09-04T16:30:24Z</published>
    <updated>2012-09-04T16:55:48Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://aspirinab.com/valupi/semiotica-dos-hipocritas/"&gt;&lt;em&gt;'Os hipócritas adoram sinais. Adoram mostrar sinais. Possuí-los. Para si e para o seu clã. Os hipócritas precisam dos sinais para se reconhecerem. Reconhecem-se pelos sinais porque o sinal é tudo. Quão mais vistosos, mais hipócritas são os hipócritas que vemos a pavonear os sinais da sua hipocrisia.(..)&lt;/em&gt; '&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;(&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt; in&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;'&lt;em&gt;Semiótica dos hipócritas&lt;/em&gt;' &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Valupi. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Ler tudo &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://aspirinab.com/valupi/semiotica-dos-hipocritas/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1803205</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1803205.html"/>
    <issued>2012-08-29T20:42:23</issued>
    <title>Um dos</title>
    <published>2012-08-29T19:48:18Z</published>
    <updated>2012-08-29T19:48:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/rvn/fotos/?uid=I9TNmN8feP20bDyPpugm"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b1116dd/13621406_v1eVt.png" alt="" width="480" height="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1802940</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1802940.html"/>
    <issued>2012-07-18T17:14:18</issued>
    <title>Abençoados 94, Madiba!</title>
    <published>2012-07-18T17:17:50Z</published>
    <updated>2012-07-18T17:19:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a id="ttl_result_16_img" href="http://www.nieuwsmeteenglimlach.nl/wp-content/nelson-mandela.jpg"&gt;&lt;img src="http://ts1.mm.bing.net/images/thumbnail.aspx?q=4976948580254668&amp;amp;id=e6aa87aae495e2cd24199b8dc9b474a0" alt="nelson mandela" width="269" height="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Milhões de sul-africanos celebraram hoje o 94.º aniversário de Nelson Mandela fazendo trabalho comunitário, como construção de casas para sem abrigo ou tarefas diárias em infantários e lares de idosos para os mais desfavorecidos. De norte a sul do "país do arco-íris", brancos e negros viveram um dia intenso de solidariedade social, seguindo à risca a herança do primeiro presidente negro da sua história. Em todas as escolas do país, 12 milhões de alunos e alunas cantaram os "parabéns a você" exactamente às 08h00 (07h00 em Lisboa) e em muitas empresas a cena repetiu-se no início do dia de trabalho."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(fonte: Lusa)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1802567</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1802567.html"/>
    <issued>2011-12-17T20:44:41</issued>
    <title>Sôdade</title>
    <published>2011-12-17T20:46:09Z</published>
    <updated>2011-12-17T20:46:09Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/rvn/fotos/?uid=uhkfbWyYPlzqd5uEKmrw"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7507ff7d/9707248_yenIf.png" alt="" width="225" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1802493</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1802493.html"/>
    <issued>2011-12-03T01:25:56</issued>
    <title>Não vás as mar, Tòino... Não vás ao mar, Tereskov Yadyslav...</title>
    <published>2011-12-03T01:36:48Z</published>
    <updated>2011-12-03T15:02:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em Caxinas &lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=35311"&gt;a morte foi hoje batida por seis a zero&lt;/a&gt;, num desafio emocionante transmitido em direto pela televisão. Primeiro um naufrágio, depois sessenta horas perdidos no mar, seis vidas à deriva no capricho das àguas, numa pequena balsa, nas mãos de Deus. E depois o fim, mas feliz. Desta vez feliz. «&lt;em&gt;'O Senhor chamou todos para irem para a beira d'Ele', foi logo o que pensámos&lt;/em&gt;», diz uma das mulheres de Caxinas na hora do milagre. a fazer recordar outras mulheres nas palavras de Chico Buarque... '&lt;em&gt;mirem e sigam o exemplo dessas mulheres de Atenas, sofrem pelos seus maridos, bravos guerreiros de Atenas'..&lt;/em&gt;. Com voz tremida diz outra, já no autocarro de regresso a casa e com o marido ao lado: «&lt;em&gt;Obrigado nosso Senhor que me destes o meu homem de volta, querido Senhor..&lt;/em&gt;» É Portugal profundo, o tal país, o nosso país que ajoelha para celebrar a gratidão e vai tangendo o seu fado mais alegre, tocado numa das suas cordas mais sensíveis: a alma de homens do mar. Nada mais nosso, marinheiro, nada mais português.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portugal acompanhou pela televisão a tragédia que podia ter acontecido. Foi assim que fomos aos poucos tomando consciência da imensa dádiva destas seis vidas, que fomos passando de leve pela noção da possibilidade milagrosa. De como poderia não ter sido assim, como podia ter acabado diferente, mais igual ao que é costume, esta história tantas vezes já ouvida e cantada em português. &lt;em&gt;Não vás ao mar, Toino&lt;/em&gt;... Foi um barco de pesca que naufragou e desapareceu nas águas, e com ele desapareceram os seus pescadores, seis homens... um dia e nada, dois dias e nada, três dias e de repente, hoje a meio da manhã, depois de sessenta horas à deriva, no mar e na esperança, os seis homens foram encontrados e resgatados com vida. Fim. E um final feliz, para variar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portugal tem por isso razões para sorrir, hoje. Para rir e para chorar de alegria e para cantar o seu fado, agora de esperança renovada nessa benção divina que nos protege quando partimos para o mar, queremos muito acreditar. Hoje a coisa correu bem, muito bem mesmo. É que foi um dia e nada, dois dias e nada, três dias e de repente, hoje a meio da manhã, depois de sessenta horas à deriva, no mar e na esperança, os nossos seis pescadores foram encontrados e resgatados com vida, o país acompanhou pela televisão a tragédia que podia ter acontecido e teve a prova de vida dos nossos homens em direto e pela voz de um deles, o primeiro pescador a ser ouvido sobre o que aconteceu. '&lt;em&gt;Estamos todos vivinhos&lt;/em&gt;', disse ele, emocionado. E eu ouvi com igual emoção, senti o alívio genuíno na voz daquele homem resgatado à morte dos homens do mar, fixei a expressão do seu rosto que era o rosto do naufrágio do &lt;em&gt;'Virgem do Sameiro'&lt;/em&gt;, pescadores de Caxinas, gente da minha terra. Este chamava-se Tereskov Yadyslav, os outros não fixei. Ligo pouco a nomes se há vidas em risco, mas sinceramente prefiro Tòinos. São mais fado. &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1802137</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1802137.html"/>
    <issued>2011-11-22T16:54:07</issued>
    <title>Ofertas FNAC: pare, escute e olhe.</title>
    <published>2011-11-22T18:55:25Z</published>
    <updated>2011-11-22T19:13:09Z</updated>
    <category term="ler os outros"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;N'&lt;em&gt;&lt;a href="http://barbearialnt.blogspot.com"&gt;A Barbearia&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; pode e deve ler-se &lt;a href="http://barbearialnt.blogspot.com/2011/10/quando-equacionar-comprar-um-cartao.html#links"&gt;esta experiência&lt;/a&gt; do Luís Novaes Tito, contada pelo próprio com um rigor factual constatável, logo incontestável. O post em questão data de 26 de Outubro, tem volta à carga a 7 de Novembro e até hoje nada, nem uma carta, nem um postal, nem uma explicação, nem uma solução. Com o Natal à porta torna-se cada vez mais uma leitura oportuna, para não dizer obrigatória, especialmente aconselhada aos incautos que somos todos nós. E um aviso importante a pedir consequência para que a expressão '&lt;em&gt;defesa do consumidor'&lt;/em&gt; queira de facto dizer alguma coisa e não passe de um mero tique de modernidade no &lt;em&gt;marketing &lt;/em&gt;sempre igual do vale tudo&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1801851</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1801851.html"/>
    <issued>2011-11-20T16:33:33</issued>
    <title>Reflexão de domingo, pergunta do dia, conversa de café.</title>
    <published>2011-11-20T17:28:51Z</published>
    <updated>2011-11-20T17:30:58Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Notícia:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=34253" target="_top"&gt;«Assunção Esteves não tem ordenado pois optou por reforma de 7 mil euros»&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta notícia é notícia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta notícia reporta informação que tem relevância, importância e oportunidade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta notícia reporta factos para lá do facto que faz a notícia e todos eles se justificam, à luz de qualquer critério editorial de qualquer editor competente, que sejam levados ao conhecimento do público. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta notícia está redigida e apresentada de forma correta, objectiva, informativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É uma notícia que é o que é, é o que diz, vale o que vale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo nela é verdade, tudo o que reporta é correto e legal. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta notícia é apenas mais uma notícia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque nos choca, então?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que tanto poderá indignar e revoltar Portugal quando ler esta notícia?&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1801624</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1801624.html"/>
    <issued>2011-11-18T12:02:36</issued>
    <title>É preciso é calma, já se sabe. E estudos, ajuda muito.</title>
    <published>2011-11-18T13:19:53Z</published>
    <updated>2011-11-20T13:05:03Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Confirma-se: hoje é uma &lt;em&gt;sexta feira dezoito&lt;/em&gt; e não &lt;em&gt;treze&lt;/em&gt;, por isso atenção, não vale gritar &lt;em&gt;azar&lt;/em&gt; às notícias do dia que não cola nesta circunstância e que também dificilmente colaria noutra circunstância qualquer, convenhamos. Assim, o grosso da informação que hoje resume a actualidade das escandaleiras várias que fazem o grande escândalo que somos por estes dias não é mais que Portugal a ser Portugal  -  essa sim, a nossa crise maior. Só que desta vez é um Portugal particularmente sofrido e magoado quem reage, um país zangado e dorido, troikado e mal pago, sedento de uma justiça popular que fosse passível de ser aplicada a eito e num estilo &lt;em&gt;doa a quem doer'&lt;/em&gt; desde que num '&lt;em&gt;deles&lt;/em&gt;' e não apenas em mais um dos do costume. Estes alegadamente culpados que hoje vão a julgamento servem por isso muito bem para começar, na rua o que se ouve é já que este e aquele têm pinta de culpado e tudo, o que sempre ajuda, melhor ainda, mas se fossem outros também serviriam, teriam que servir que a gente já não aguenta mais tanto agravo sem resposta, tanta penalização sem culpa correspondente e ainda esta espécie de greve de lixo que sobra sempre para os de sempre, hoje como ontem, hoje como sempre. O facto é que Portugal está a rebentar de indignação debaixo da tampa, que tarda a saltar, felizmente. Felizmente? Bom, ter sido um dos &lt;em&gt;'eles&lt;/em&gt;' veio mesmo a calhar, a uns e a outros, cai que nem ginjas por cair com tamanho estrondo, o que já alivia parte da raiva de uns e sempre desvia um pouco o olhar posto fixo nos outros, com uma folga tão mínima que mal se dá pela sua existência no fragor da contenda. O que nos traz de regresso às notícias do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Duarte Lima é hoje o Carlos Cruz de serviço para os lados da Gomes Freire e do Campus de Justiça, a ele ninguém tira o &lt;em&gt;prime time&lt;/em&gt; da atenção nacional em todos os telejornais. Ninguém quer perder os pormenores mais gulosos, viste o carro da PJ? E a cara dele, viste? Então e a casa na Quinta do Lago, só aqueles portões, aquele jardim... Seis milhões de euros, ouvi eu, vê lá tu! É certo que ainda faltam falar o Cláudio Ramos e a Cinha Jardim, falta saber o que pensam a Maya, a Júlia e o Goucha, naturalmente, mas mesmo assim eu arrisco acreditar que o ex-deputado seja o culpado preferido dos portugueses, que juntam Rosalina e BPN no mesmo embrulho para não perder tempo com ninharias e ver a coisa resolvida. Mas hoje em Aveiro há mais, mais apelidos sonantes naqueles bancos de tribunal e ainda um brinde, promessa de melhor à espreita no fel da nação; pois que se é certo que José Penedo e Manuel Godinho serão as figuras do dia em tribunal, não é menos verdade que as escutas feitas a José Sócrates são simultâneamente cenoura de engodo e cereja de sobremesa, se calhar cair deste bolo repleto de fruta grada e suculenta, alguma podre para uns por isto, para outros por aquilo e para todos porque outros já nos foram ao bolso neste Natal deixando garantia de que váo passar a aparecer mais vezes e com factura em dobro  -  tudo regular, legal e habitual. Alguém tem que pagar por tanto sofrimento e tanto sacrifício. E quantos mais melhor, caramba, mais alivia. Zangados estamos todos, os que protestam e gritam e os que pagam e calam, por uma questão de educação, afinal há que ter maneiras, é preciso é calma, ou por pura cobardia, o que é preciso é calma, agora e sempre haja respeito. Eles é que mandam, a gente é mais para obedecer e comentar no café. E tudo passa, vão ver, tudo passará. No fundo cá se vai andando na graça de Deus, lá vai dando para o tabaco e para regar a salada, tudo se cria, melhores tempos virão. O que é preciso é calma, tudo se resolve.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eu é que ando para aqui a pensar há uns tempos, mais ou menos desde a recente coelhada fatal, a dos passos da crise, aquela dos impostos e dos subsídios e das borlas laborais e da dignidade nacional... É mais ou menos daí para cá que se me instalou esta dúvida histórica para a qual a minha ignorância não tem resposta que me elucide de vez. Ora digam-me, no antigamente, no tempo do pau e espada ou antes ou depois, assim exactamente como é que começavam as revoluções? Quando é que o povo se atrevia ao '&lt;em&gt;não&lt;/em&gt;'? Quanto aguentava sofrer até explodir, no limite do limite dos seus limites? Quanto era preciso engolir e sofrer até o povo rebentar, já feito em pedaços? Quanto tempo, mais ou menos? Quanta humilhação, já agora? Ignorância, é o que eu digo, ou eu próprio saberia a resposta, quem sabe senti-la-ia até, já, na pele. Lá diz o outro, pendurado pelos suspensórios num armazém até ao Verão. Pois, se eu tivesse estudado...&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1801159</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1801159.html"/>
    <issued>2011-10-14T13:06:57</issued>
    <title>Definição de sacrifício no país da austeridade</title>
    <published>2011-10-14T12:13:44Z</published>
    <updated>2011-10-14T20:55:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://desporto.sapo.pt/futebol/seleccao/euro_2012/artigo/2011/10/14/jogadores_ganham_112_mil_euros_c.html"&gt;«Portugal vai defrontar a Bósnia no play-off de acesso ao campeonato europeu de futebol 2012. Jogadores ganham 112 mil euros com a qualificação.»&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1800736</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1800736.html"/>
    <issued>2011-10-13T12:15:21</issued>
    <title>A questão</title>
    <published>2011-10-13T11:55:19Z</published>
    <updated>2011-10-13T11:55:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portugal perdeu com a Dinamarca, ontem à noite. Falo da selecção portuguesa, da equipa que nos representa a todos e à alma lusitana, juntos a suar aquela camisola que nos destaca no &lt;em&gt;mappa mundi&lt;/em&gt; do futebol de alta competição. Destaque de equipa, naturalmente, já que em termos individuais é o que se sabe, não são poucos os portugueses mundialmente reconhecidos como excepcionais na prática deste desporto que dizem rei e alucina milhões. São os nossos craques, as nossas estrelas emigrantes que ontem passaram cá por casa e vestiram as cores nacionais mas nem por isso nos salvaram dos dois quase secos que estávamos a embuchar até que um pingo de Ronaldo marcou a diferença com uma gota de génio, um golaço feito lágrima solitária sobre o que podia ter sido mas não foi, não chegou a ser, temos pena. Não aconteceu. E assim Portugal perdeu, dirão os títulos do que ficar escrito. Entretanto o Presidente da República promulgou a redução das compensações por despedimento para novos contratos de trabalho, o Primeiro Ministro prepara o país para o Orçamento de Estado para 2012, o Governo prepara novos cortes salariais para a função pública e é também anunciada a exclusão das despesas com a habitação nas deduções do IRS, entre muitas outras medidas de uma austeridade justificada pelo rigor e contenção que fomos todos forçados a assumir como obrigação nacional, face às circunstâncias do momento. Enfim, quase todos, que hoje também é notícia a incrível descoberta da remuneração ilegal de dois destacados membros deste Governo com 1.150 euros mensais de subsídio de alojamento, apesar de serem ambos possuidores de casa própria na capital. Ou seja, no geral é mais do mesmo: é Portugal a perder. Mas sabem, já nem é a questão dos números da derrota, ou das derrotas, que merece sequer a tinta do que aqui escrevo na ressaca de tanta marretada. A questão é outra, digo eu. Qual, alguém tem ideia?&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1800536</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1800536.html"/>
    <issued>2011-10-11T21:37:12</issued>
    <title>E pronto, eis que descubro...</title>
    <published>2011-10-11T20:38:24Z</published>
    <updated>2011-10-11T20:41:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;... vai quase meado, Outubro.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1800105</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1800105.html"/>
    <issued>2011-10-11T21:29:33</issued>
    <title>.......</title>
    <published>2011-10-11T20:34:52Z</published>
    <updated>2011-10-11T20:34:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="title"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="title"&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1799811</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1799811.html"/>
    <issued>2011-09-01T16:22:07</issued>
    <title>Bom dia. Se bem me lembro...</title>
    <published>2011-09-01T15:23:03Z</published>
    <updated>2011-09-01T15:23:03Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;... hoje começa Setembro.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1799459</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1799459.html"/>
    <issued>2011-08-30T12:49:54</issued>
    <title>O princípio do fim</title>
    <published>2011-08-30T11:54:19Z</published>
    <updated>2011-08-30T11:54:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1181301.html"&gt;«&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, declarou hoje  que “não é possível” manter a RTP Madeira e a RTP Açores a funcionar custando 24,7 milhões de euros por ano.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;»&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1799364</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1799364.html"/>
    <issued>2011-08-12T08:04:22</issued>
    <title>E, de repente.</title>
    <published>2011-08-12T07:14:20Z</published>
    <updated>2011-08-12T07:58:14Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/afoga-se-no-rio-tejo-para-salvar-a-filha"&gt;«Carlos e a filha de 11 anos estavam ontem à tarde a brincar na água, quando a menina sentiu que se ia afogar e gritou pelo pai. O homem, de 35 anos, não pensou duas vezes. Conseguiu salvar a criança, mas acabou ele por desaparecer nas águas do rio Tejo, em Valada do Ribatejo, no Cartaxo. A mulher e a filha mais nova, de nove anos, estavam na areia e assistiram à tragédia. Nenhum deles sabia nadar.»&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1799154</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1799154.html"/>
    <issued>2011-08-12T07:33:14</issued>
    <title>Um azar nunca vem só</title>
    <published>2011-08-12T06:55:41Z</published>
    <updated>2011-08-12T06:59:33Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=BF950E1E-0D79-44C4-BB67-BF8BABA048ED&amp;amp;channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021"&gt;&lt;em&gt;«Uma explosão de uma botija de gás num café em Estoi, no Algarve, deixou o proprietário do café Micks, de 50 anos, com queimaduras de 1.º e 2.º graus&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;a href="http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=BF950E1E-0D79-44C4-BB67-BF8BABA048ED&amp;amp;channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021"&gt; A vítima foi transportada para o Hospital de Faro.»&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1798759</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1798759.html"/>
    <issued>2011-08-05T18:33:58</issued>
    <title>Diz que é uma espécie de férias...</title>
    <published>2011-08-05T17:53:32Z</published>
    <updated>2011-08-12T08:09:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;... é o título não de um novo programa dos '&lt;em&gt;Gato Fedorento&lt;/em&gt;' (&lt;em&gt;sempre achei o nome do grupo... hum... sublime&lt;/em&gt;) mas sim deste post que faz o que faz falta, que é avisar a malta, naturalmente. De quê? Bem, que durante este mês de Agosto o &lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;7Vidas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; vai a banhos, enfim, mais ou menos, vai de passeio atrás do sol, digamos. Objectivamente a notícia é que a produção cá da casa entra no modo '&lt;em&gt;Verão&lt;/em&gt;', com tudo o que isso implica e que eu não faço ideia o que seja, aqui entre nós. &lt;em&gt;Diz que é uma espécie de férias&lt;/em&gt;, pronto, foi o que me ocorreu... mas eu vou aparecendo, hei-de ir passando e dizendo umas coisitas, o tal modo '&lt;em&gt;Verão&lt;/em&gt;'.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Que verão, prometo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:setevidascomoosgatos:1798404</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/1798404.html"/>
    <issued>2011-08-01T21:33:54</issued>
    <title>Força na buzina!!</title>
    <published>2011-08-01T20:48:16Z</published>
    <updated>2011-08-01T23:12:22Z</updated>
    <category term="mais sacanço não! é o que diz o buzinão"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer" style="float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/rvn/fotos/?uid=Y6Tzgbtf0t62VaTzj0Mz"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9b07d543/8890228_UqEH2.jpeg" alt="" width="300" height="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h2 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/protestos-duram-ha-duas-horas-na-ponte-25-de-abril_123846.html"&gt;Protestos na ponte 25 de Abril &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;  &lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/protestos-duram-ha-duas-horas-na-ponte-25-de-abril_123846.html"&gt;&lt;em&gt;«Depois de uma manhã de protesto tímido, milhares de automobilistas puseram ao final da tarde a mão na buzina &lt;/em&gt;&lt;em&gt;para dar força aos argumentos contra as portagens na ponte 25 de Abril e contra o aumento dos preços dos transportes.»&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;(&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;nota do autor:&lt;/span&gt; PiiiiPiiiiiiiiiiiiiiiiii)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
</feed>
