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  <title>Não desistas de mim</title>
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  <description>Não desistas de mim - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Tue, 12 Jul 2011 19:00:26 GMT</pubDate>
  <title>Porque tudo tem um fim</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Como já devem ter reparado pela ausência de posts encerra-se um capítulo. Voltei uma última vez, porque devia a todos os que me leram uma explicação. Este espaço serviu sobretudo para dar asas à minha imaginação e como uma forma de desabafar. Acaba por ser triste quando uma pessoa rodeada de amigos acaba por escolher o “papel” para ser o seu ouvinte. Porque ele está sempre presente, não reclama, não protesta e nem julga. Nem desiste de nós. Há sempre outros que desistem, que simplesmente nos ignoram apesar de todos os esforços. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sou uma pessoa igual a tantas outras que precisa de ser mais e melhor. E talvez não seja a pessoa certa. Sou mais a dúvida e a segunda escolha. Nunca me contentarei com isso. Prefiro não ser e simplesmente ficar sozinho. Prefiro viver cada dia, da melhor maneira possível, sem procurar ou pensar nos “e ses”. Vou lutar por mim próprio, pela minha felicidade, estando sempre disponível para os outros como sempre estive. Mas sem procurar alguém, porque desse alguém não depende a minha felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Obrigado a todos os que leram, aos que comentaram, ao que partilharam os sentimentos aqui descritos. Não desistam de vocês, sejam vocês próprios e lutem pela vossa felicidade. Não há só um caminho para ser feliz, há vários :)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 29 Mar 2011 19:30:55 GMT</pubDate>
  <title>As palavras que nos unem</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A rendição nunca fora a solução. Ele sabia que tinha de continuar o seu caminho longe da reclusão, afastado da sombra da solidão. A escrita envolvia-o no seu âmago, num abraço quente e reconfortante, e envocando a desejada união. Era tudo uma questão de tempo até encontrar a resposta para a sua interrogação. Continuaria a exprimir através das palavras aquilo que lhe vai na alma, a sua inquietação. E estas irão afirmar o seu devaneio, a sua dúvida, a sua realização. O seu desejo permanecerá descrito nas linhas que unem o presente ao futuro, ou seja, reflectido na sua intemporal ambição.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 23 Mar 2011 21:45:13 GMT</pubDate>
  <title>O abraço</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O abraço surgiu sem aviso. Suave e envolvente preencheu o aparente vazio com um sorriso. Um simples gesto que não deixa ninguém indiferente, um pormenor perpetuado pelo improviso. Um tesouro precioso que não deve ser escondido. E quando não é contido, é impossível alguém não ficar rendido. A sua importância extravasa a fronteira do exigido e a sua realização o anúncio de um paraíso prometido. A sua gratidão é do tamanho do mundo e a sua ternura e segurança um porto protegido. E quanto mais ele é oferecido, mais desejamos que permaneça nos nosso braços recolhido. Mas temos sempre de o preservar e cultivar porque ele nunca será um dado adquirido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 22 Mar 2011 20:05:33 GMT</pubDate>
  <title>A semente da dúvida</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A semente da dúvida invadiu a sua mente. Nunca fez parte dos seus planos, mas negá-la seria imprudente. Encarou-a de frente e tentou ser coerente. É dificíl quando a vida nos coloca numa incógnita permanente. Quando aquilo que sonhamos não se revela uma certeza consciente. É fácil pensar em desistir e ser levado pela corrente. Contudo, não vamos desaguar num futuro atraente. Temos de resistir e lutar todos os dias sorridente. O nosso destino é aquilo que escolhemos para o nosso presente. Não o conseguimos antecipar nem vale a pena ficar a pensar naquilo que poderia ter sido diferente. O passado não mudará, mas podemos mudar o nosso futuro, sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 14 Mar 2011 19:15:36 GMT</pubDate>
  <title>A sombra da incerteza</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A incerteza é uma presença constante, uma evidência vigilante. Encaro-a com o mesmo semblante de sempre e de uma forma hesitante. Não me rendo à sua sombra nem à sua recordação permanente. Não a interpelo pela vogal, sei ser paciente. Porque no fim encontrarei a sua fraqueza e (re)descobrirei a consoante da certeza. Terei de fazer uso da minha destreza para seguir o rumo certo com mais clareza. Não será fácil enfrentar esse dilema, mas é algo de importância extrema. Apesar de ser obscuro, vale sempre a pena lutar pelo nosso futuro. O nosso presente agradece e irá sentir-se mais seguro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 Mar 2011 11:11:10 GMT</pubDate>
  <title>Melodia do amor</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ouço a mesma melodia, de noite e de dia. Tento encontrar o sentido das palavras no ritmo incostante das lágrimas que escapam à rebelia. Sinto em cada som um desafio à tristeza e agonia. Recupero lentamente desta apatia e procuro em cada frase a minha alegria. Encontro-a no refrão, em forma de um coração. Decoro a sua letra com energia e devoção. Transformo-a na minha arte de sedução e ofereço-ta banhada em emoção. É o meu mais valioso tesouro, o sentimento que te dou repleto de paixão. E quando o aceitares serás a minha vida, terás o meu coração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 09 Mar 2011 11:10:29 GMT</pubDate>
  <title>De coração livre</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ainda consigo sentir a tua presença decalcada no lençol. Tacteio os seus contornos como que à procura de um farol. Mas a luz continua apagada e a tua ausência uma despedida anunciada. Não quero deitar-me com a solidão, prefiro antes o vazio do colchão. O teu perfume continua a perdurar, invadindo o meu indefeso chão. Os meus sonhos preenchem o coração, atenuando a suar dor e ilusão. Eles reinvidicam mais atenção, revoltando-se contra a implacável razão. Acordo para a realidade e rejeito o presente envenenado da emoção. Não ficarei mais refém da tua prisão. Retiro a chave da tua mão e liberto de vez o meu coração. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 05 Mar 2011 18:45:53 GMT</pubDate>
  <title>O amor</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O amor não é uma fogueira de vaidades, mas muitas vezes está envenenado por falsidades. A sua (re)conquista pode ser uma longa jornada. Contudo, não o devemos abandonar à primeira contrariedade. Porque no fim podemos ser recompensados e isso irá influenciar positivamente a nossa realidade. Até podemos ter outra opção, mas não será certamente a melhor para o nosso coração. Não o podes calar porque ele irá sempre se manifestar. E por muito que tentes, nunca o poderás evitar. Ele não pode ser recusado, mesmo que seja apenas um convidado. A sua dádiva deveria ser estimada em vez de ser usada e menosprezada. Nunca o devemos subestimar, nada é mais bonito do que ser amado e amar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 03 Mar 2011 21:05:57 GMT</pubDate>
  <title>Sinfonia Urbana</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A cidade despertou arrebatada por uma sinfonia descoordenada e desafinada. Lá em cima as cortinas deixavam transparecer uma ténue luz. Cá em baixo o maestro colocava-se em posição. O público aguardava impaciente, tentando colocar-se nos melhores lugares. Finalmente as cortinas cinzentas prestaram vassalagem à imponente luz que inundou o palco de um brilho intenso. O nevoeiro que antes parecia anunciar um caos aparente dera lugar a uma desordem presente. Uma nota estridente deu o apito inicial colocando o maestro em sentido. Observou a paisagem em redor e com o seu olhar fulminante deu início às hostilidades. Destemido, levou o apito à boca e abafou o ruído omnipresente. No palco os protagonistas protestavam, agraciando a plateia com uma amálgama de notas graves e agudas. O eco ressoava por todas as artérias, bombeando o som desde o coração da cidade. No seu palanque o maestro tentava impor as suas regras. Ninguém ficava indiferente à graciosidade dos seus gestos. Até as luzes da ribalta prestavam vassalagem ao seu canto de sereia. O seu controlo era total sobre a cadência da sinfonia. Os músicos renderam-se, estendendo a passadeira vermelha à perfeição do ritmo. A plateia assistia impávida e serena, subjugada pela imponência do espectáculo. Lá em cima as cortinas desdobravam-se ameaçadoramente. O concerto estava prestes a atingir o seu auge. Um som sibilante imortalizou o último gesto do maestro como uma fotografia. Todos ficaram imobilizados, extasiados naquele enredo. O mais absurdo silêncio imperou inusitadamente. De repente, e em câmara lenta, uma chuva de aplausos abateu-se sobre a cidade. A sua intensidade e força inundaram por completo o centro em poucos segundos. E em poucos segundos apenas o palco de todas as atenções despertava lentamente de um sonho. No horizonte uma panóplia de cores finalizou o espectáculo com um deslumbrante fogo de artifício colorido.&lt;br /&gt; Acordei submerso numa estranha harmonia. Reparei imediatamente no arco-íris que sorria para mim. Abracei o novo dia e envolvi ternamente a cidade nos meus braços. Não sabia onde estava. No entanto, olhei para o quadro que reclamava pela minha atenção. Um retrato urbano impregnado por uma plumagem aquosa transparente e tonalidades cinzentas claras envolto num clima de grande tranquilidade. Estranhamente o caos matinal normal de uma cidade era apenas uma miragem. Dediquei a minha atenção a um polícia sinaleiro que assobiava e gesticulava enquanto serpenteava à minha frente. Esfreguei os olhos tentando sair da tela do quadro. Mas era mais forte do que eu. Rendido, mergulhei naquele oásis.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 02 Mar 2011 21:05:36 GMT</pubDate>
  <title>Imaginar</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Sigo por um caminho incerto, assombrado pela incoerência. Não quero voar por entre a turbulência nem iniciar uma travessia no deserto. Não me rendo ao acaso nem dou ouvidos ao fracasso. Sou uma voz na multidão, uma chama no seio da escuridão. Não procuro uma revolução, apenas pretendo provocar alegria e emoção. Sigo esta doce ilusão de ser um cupido preparado para acertar num caloroso coração. Mas não cedo à fácil tentação, prefiro esperar por alguém que se entregue à conquista da sedução. Não há nada melhor que partilhar a  intensidade de um beijo, a volúpia do desejo e a ternura de um olhar. E é bem melhor realizar do que imaginar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 01 Mar 2011 21:00:43 GMT</pubDate>
  <title>A mentira da verdade</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A verdade é uma virtude. Conhecida por todos e muito valorizada, é por vezes mais preterida do que utilizada. Preferimos omitir a mentir, a diferença para nós é relativizada. Muitos apelam ao toque de midas para transformar a mentira numa realidade. Distorcida como um pedaço de papel, insistem em vestir a pele de anjo apenas para enganar a verdade. O resultado pode ferir a mais destemida sensibilidade. Porque a palavra proferida jamais pode ser retirada. A sua vocalização nunca será apagada. E a sua essência será eternamente preservada. É fácil agir de forma dissimulada. Porém, é difícil contrariar a maré propalada e seguir o rumo da sinceridade imaculada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 28 Feb 2011 22:00:19 GMT</pubDate>
  <title>Encruzilhada</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O vento envolve as folhas nos seus braços e espalha-as na sua vida. Uma mensagem anunciada e todavia evitada. Uma palavra mantida em cativeiro, evitando ser anunciada. Cada folha um capítulo. E tal como um discípulo ávido por aprender, ele erra sem se (a)perceber. Entra numa encruzilhada para encontrar o caminho do saber e perde-se no labirinto do seu ser. Tenta entender o porquê de tudo acontecer. A interrogação não responde, apenas exclama a sua indignação. Ele pretendia a sua afirmação, mas só obteve uma interjeição. Os obstáculos dominam o âmago da sua conclusão e questionam o sentido da solução.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 27 Feb 2011 20:18:16 GMT</pubDate>
  <title>Destino</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Espero no mesmo lugar de sempre, no coração da minha mente. Recebo a tua visita, tal como o céu aguarda diariamente pelo sol nascente. Ofereço o meu presente embrulhado num futuro sorridente. O passado tem memória, mas escapa a esta história. És o produto da minha imaginação, a soma das partes que compõem o meu coração. Não vou dividir a ligação que nos une, apenas subtrair a tua presença do retrato existente. Escolho novas cores para pintar algo diferente, para partilhar com alguém igualmente reluzente. Abandono a minha sombra e sigo para poente, é lá que espero encontrar um destino mais eloquente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 24 Feb 2011 21:05:20 GMT</pubDate>
  <title>Solidão</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;De vez em quando sinto a aproximação do abraço envolvente da solidão. Afasto-o quando tenho forças, mas por vezes sucumbo à sua invasão. Não há uma explicação, é somente a consequência da ocasião. O monólogo atravessa as angústias, as mágoas e as lágrimas. Sentimentos reprimidos, mergulhados no buraco mais profundo, regressam momentanemente à superfície. Esse é o momento para aliviar o fardo que carrego e tentar espantar o meu triste fado. Tento por todos os meios corrigir a minha situação e reinvidicar uma nova solução. Sei que não é fácil, mas cada dia é uma esperança renovada e uma promessa controlada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 23 Feb 2011 21:21:34 GMT</pubDate>
  <title>Reflexão</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Há alturas em que abrando o tempo para reflectir. Sei que não posso impedir o seu curso natural, apenas faço um desvio numa tentativa de me cruzar com o destino. Evito os atalhos repletos de promessas fáceis e prefiro os caminhos explorados e realizáveis. Sigo os meus príncipios e obedeço à minha consciência. Não sou fruto do acaso nem da sorte, procuro apenas alguém que me conforte. Prefiro não ser colocado num pedestal, até porque não sou um exemplo a seguir. Gosto do pormenor, de tentar ser alguém melhor, de fazer a diferença através das palavras. E na maior parte das vezes não é a imaginação que anda à deriva, é a motivação que necessita de salvação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 21 Feb 2011 21:10:29 GMT</pubDate>
  <title>A armadilha do sonho</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O sonho é uma receita mágica que envolve uma grande dose de ilusão. Apela à nossa imaginação e indisciplina o nosso pensamento. Somos arquitectos dos nossos sonhos e bebemos da sua ambição. Viajamos pela nossa mente à procura da perfeição, da tranquilidade e da emoção. O impossível torna-se acessível, a mentira uma verdade amnésica. Livramo-nos dos preconceitos, das utopias e alcançamos o oásis da realização.  A miragem contamina a realidade e deturpa a própria razão. Todos gostamos do efeito desta droga natural que lança o seu encantamento de sereia e de sedução. Mas não podemos cair na sua armadilha, sob pena de ficarmos reféns na sua prisão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 20 Feb 2011 20:53:31 GMT</pubDate>
  <title>Perdição</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Leio nos teus lábios as palavras que teimam em não acordar. Escrevo em cada passo uma esperança reflectida no luar. Folheio o teu olhar com uma expressão resignada e sem vontade para lutar. Observo uma vez mais a tua presença ao virar da página. Recordo-a com nostalgia e um profundo suspiro. Uma lágrima escapa-se e percorre um longo caminho até se espalhar no interior do livro. Fecho-a condenando-a à sua prisão, não desejo mais a sua aparição. Devolvo o livro ao seu local de origem, à estante do meu sotão. Percorro uma última vez os seus contornos e absorvo a sua essência. Sei que nunca mais serás a minha perdição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 Feb 2011 22:17:59 GMT</pubDate>
  <title>Sintomas</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Os sintomas são expressivos. Porém, o meu coração luta porque não quer reconhecer a dor. Procura escapar do rigoroso Inverno e alcançar a Primavera repleta de cor. Necessita de estancar esta hemorragia lacrimejada de tristeza e dissabor. No fundo, apenas tem sofrido um contratempo por ser demasiado sonhador. Mas a esperança ilumina o seu interior como uma vela acesa que jamais perde o seu brilho e calor. Ele quer voltar a ser proclamado como vencedor, a reconhecer aquilo que o faz mover com vigor. E sentir esses inquietantes sintomas que caracterizam o amor: o palpitar desenfreado, o pulsar descompassado, o bater arrebatador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 Feb 2011 21:00:07 GMT</pubDate>
  <title>Nunca desistir</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O carinho foi perpetuado pelo seu toque macio e envolvente. As suas linhas foram percorridas pelo olhar num registo eloquente. O desejo era permanente, louco e ardente. A reciprocidade tornara-se evidente, uma profecia do presente. Mas ela estava ausente. E num instante tudo se alterou. Ela já não estava onde ele a deixou. Tudo mudou, até a sua sombra o abandonou. Procurou no seu corpo a sua presença, no seu tacto a diferença. Porém a sentença não passara da simples indiferença. Esfregou os olhos e acordou. Afastou-a da sua mente e observou a imagem devolvida pelo espelho. &lt;em&gt;Não desisto de mim&lt;/em&gt;, afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 14 Feb 2011 21:18:16 GMT</pubDate>
  <title>Desabafo</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não vou dizer que estou derrotado, mas o facto de não ser amado é o principal culpado deste meu estado. Nunca andei de mãos dadas com o fracasso. Porém ele persegue-me como uma sombra do meu passado. Neste dia choro sozinho, sinto-me desiludido. Mais comigo próprio, ando muitas vezes escondido. Afogo-me nas minhas lágrimas por qualquer improviso do destino. E permito este castigo, deixei-me levar demasiado tempo pelo facilitismo. Não dou asas ao altruísmo nem a qualquer falta de realismo. Nem vou calar o meu inconformismo, lutarei empre pela minha felicidade. Usarei a verdade das palavras para no final fazer da vitória a minha realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 Feb 2011 16:55:14 GMT</pubDate>
  <title>Provocação</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O encontro fora uma provocação, apenas uma questão de retórica. Não faças das palavras aquilo que elas não são nem as condenes à reclusão. Elas também sentem a desilusão e não gostam de ser usadas ao sabor da ambição. Tu não entendes a sua insatisfação nem procuras corrigir a tua insensível exploração. Temos de as tratar com carinho e imaginação. E tal como elas não sou um fantoche que possa ser manipulado sem uma explicação. E apesar de nunca esconder a minha frustração, sempre estive presente nos momentos de aflição. Mas a presumível aproximação não fora mais do que um erro de interpretação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 Feb 2011 20:55:13 GMT</pubDate>
  <title>Talvez</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Misturo o amor com dor. O resultado é um veneno incolor e de amargo sabor. Derramo o seu odor sobre o meu ser. A minha opção é esquecer. Mas a sua embriaguez retira-me a lucidez. Aguardo impaciente pela minha vez, uma e outra vez. Sempre preferi a insensatez da estupidez. Uma escolha ingénua é pensar no condicional, no talvez. Isso só existe na minha mente, no meu pequeno jogo de xadrez. Nunca consegui ver com nitidez e pensava que seria somente por culpa da minha timidez. Retrato a nudez do meu coração como uma prova da minha incontornável escassez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 09 Feb 2011 21:00:01 GMT</pubDate>
  <title>A sentença</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Levaste o meu chão usando apenas uma interjeição. O abalo foi tremendo e as suas fendas feridas abertas demasiado profundas. Apesar de tudo, o tempo será o enfermeiro das cicatrizes. Mas por enquanto a dor assume o seu lugar como vizinha do coração. Uma vizinhança indesejada, uma falácia incoveniente. Porém, a sentença foi proferida no absoluto silêncio e o juiz negou o apelo ao recurso. A resignação foi apenas o culminar da desilusão. Nunca uma opção. Deixaste apenas as lágrimas e renovaste-as numa corrente ininterrupta e frequente. É difícil limpar os destroços e recomeçar de novo. Não será pacífico, mas o horizonte espelha um novo ínicio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Feb 2011 21:00:02 GMT</pubDate>
  <title>(Co)Existir</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O meu interior é tempestuoso e sombrio. Carrega um sentimento invísivel e vazio. Sinto-me impotente para travar o seu desatino. Procuro na solução uma interrogação para resolver a sua questão. Começo pelo fim para impedir o início de acontecer. A minha mente confunde o meu coração e impede a sua evasão. Não é uma simples prisão, é por vezes uma ilusão. O reflexo engana na mesma proporção e assume a sua intromissão. Lentamente o dilema trava a sua batalha entre a razão e a emoção. Desalinhado observo sem reacção. A omissão é por demais evidente e a acção renitente. Perdido, continuo a persistir sem desistir. Ou somente a (co)existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Feb 2011 22:28:18 GMT</pubDate>
  <title>Nas entrelinhas</title>
  <author>someone4u</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Por vezes ainda sou ingénuo, tenho dificuldades em ler nas entrelinhas dos outros. As pessoas continuam a preferir saídas de emergências e escondem as suas verdadeiras intenções. Através de subterfúgios, conseguem ser ilusionistas de uma realidade falsificada. Não somos aquilo que pintamos nem a moldura que tentamos vender. O nosso quadro é uma obra inacabada, que necessita continuamente de ser aperfeiçoada. Não devemos varrer os nossos defeitos para debaixo do tapete. O caminho mais fácil nem sempre nos faz vencer. Precisamos de ser mais humildes e potenciar a nossa consciência colectiva. De ignorar mais vezes o nosso próprio umbigo. Porque no final dar é sempre mais gratificante do que receber.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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