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  <title>My World</title>
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    <title>My World</title>
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  <pubDate>Fri, 26 Mar 2010 18:27:43 GMT</pubDate>
  <title>7º Capitulo</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/4743.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Katia corou levemente, detendo-se – Quero que sejas a minha madrinha. – Pedinchou, relutante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Queres mesmo isso?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Quero. Quero muito. – Pegou-lhe nas mãos, apertando-as. – Quero que a minha irmã esteja na minha vida ao máximo e sinto que esta é uma maneira para que tal aconteça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Muito bem, então eu aceito. – Afirmou, sorridente. – Mas! Então tens de me fazer um pequeno favor para hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Levar a Lila à rua. – Katia respondeu como se lesse os pensamentos. – E aproveito e fico a dormir em tua casa. Se não te importares, é claro. Não me apetece conduzir até Bremen, apesar de não me agradar muito a ideia de deixar a mãe sozinha. – Fez um esgar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não te preocupes, a mãe sabe muito bem tomar conta de si. – Reconfortou-a – Agora tenho de ir, antes que o senhor Hedwig me venha massacrar. – Beijou-lhe o rosto – Até logo. Hoje tenho plantão, mas somos capazes de nos ver por volta das 6h.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Katia anuiu com a cabeça e voltou para junto dos enfermeiros estagiários, os seus colegas, que estavam sentados no bar, a terminar o almoço.&lt;br /&gt;Rita deambulou pelos corredores e dirigiu-se aos quartos pares, terminando a sua observação, para escrever nos relatórios médicos os progressos ou recuos das situações de cada paciente.&lt;br /&gt;Assim, tomou alguma das suas horas, sempre notando o peso extra que tinha nos bolsos da bata. Tom deveria pensar que se havia esquecido dele, mas não. Ele, inevitavelmente, estava sempre presente na sua mente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após dar a análise de cada utente às enfermeiras específicas e limitadas a qualquer área da sua zona restrita, emergiu perto da porta do quarto do guitarrista, procurando o irmão e os amigos com o olhar aprofundado, mas, já não estavam ali.&lt;br /&gt;Olhou em volta para ver quem passava por ali e entrou, fechando a porta cuidadosamente.&lt;br /&gt;Voltou-se automaticamente e sorriu abertamente, ao notar Tom concentrado num aparelho electrónico que tinha nas suas mãos, falando para ele como se fosse uma criança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Trouxe comida. – Falou, ao qual o loiro colocou o jogo em pausa e encarou-a, com um semblante mais descontraído. Apesar de não conseguir movimentar-se quase nada, e nem sequer se lembrar da sua vida, sentia-se um pouco mais satisfeito. – Espero não ter interrompido o jogo importante. – Zombou, levando as mãos aos bolsos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O jogo pode esperar. O que trouxeste? – Lambuzou os lábios, esperançoso por trincar algo definitivamente comestível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Uma sandes e um sumo. – Avizinhou-se dele e estendeu-lhe a mão com o que afirmara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tom mirou-a de soslaio e fez falso ar importante, aceitando. Desempacotou o alimento e mordiscou o pão, gemendo de prazer com aquele sabor, muito melhor com o que lhe haviam proporcionado. Rita riu com aquele gesto e verificou se tudo se mantinha em ordem com os seus mecanismos medicinais. Enquanto isso, o guitarrista comia com um aprazimento notório, bebendo do sumo de fruta numa velocidade alucinante. Estava faminto e não podia escondê-lo.&lt;br /&gt;Ao terminar, a médica atirou o lixo para o caixote, pegando na sobremesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Melhor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Muito melhor. – Acrescentou o relativo de superioridade – Eu ia morrer senão comesse algo de jeito. – Dramatizou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Óptimo, porque há mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Há? – Arregalou os olhos, arfando – O quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A morena agarrou na caixinha e abanou-a no ar, mostrando-lhe o chocolate ali dentro. Tom estendeu o braço para a alcançar, mas em vão, não conseguiu, a falta de capacidade motora para se deslocar impedia-o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Isso não vale. Sabes bem que eu não me consigo levantar. – Ripostou meio amuado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Sim, é injusto. – Admitiu, oferecendo-lhe aquele pequeno presente delicioso – Mousse de chocolate. – Comunicou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O de rastas murmurou algo imperceptível e atacou a sobremesa, reluzindo os seus olhos castanhos intensos. Há medida que levava uma colherada à boca, originava sons de contentamento, como se descobrisse cada ingrediente daquela mousse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Gostaste de falar com o Bill? – Rita inquiriu, relutante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- É estranho falar com ele. Totalmente diferente de falar com o Gustav ou com o Georg. Ou até mesmo contigo. – A mais nova franziu a testa – Parece que me lê os pensamentos, que neste momento são opacos e vazios. Compreende-me de tal maneira, que chego a temer com tanta percepção. O pior é que me sinto em baixo e completamente aos pedaços, porque sei que está a sofrer tanto ou mais do que eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- A vossa relação deve ser muito forte, Tom. São gémeos, provavelmente os melhores amigos. Incapazes de viver um sem o outro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O guitarrista abanou a cabeça em sinal positivo e terminou de comer, fazendo pontaria para o caixote do lixo. Recostou a cabeça na cabeceira da cama e voltou a premir o botão da PSP, continuando o jogo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Nem sabes o que aconteceu assim que o Bill foi embora. – Principiou, acompanhando uma gargalhada sonora. Sem dar tempo para que a mulher respondesse, prosseguiu num tom de voz divertido – uma enfermeira esteve aqui para me levar para o banho. Bem, o interesse dela era outro. – Falou sem desviar a atenção do que tinha nas mãos. – Tinha mais vontade de me ver nu do que outra coisa. – Concluiu brincalhão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A de cabelos castanhos negros abriu a boca escandalizada com o que ele lhe dizia. Estava ali há pouco tempo e já andavam que nem irracionais atrás dele, invocando atenção a todo o custo. Nem que recorressem a atitudes ridículas e exageradas. Aquilo não podia continuar, nem devia. Tom Kaulitz era um paciente como qualquer um, merecia descanso e tratamento apreensivo como os restantes doentes. Ele não era mais nem menos dentro daquele hospital; era igual, independentemente da sua vida luxuosa e do seu sucesso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rita perguntou quem era a enfermeira e, Tom largou o instrumento electrónico, arqueando o sobrolho. Sinceramente não se lembrava correctamente do nome da enfermeira, mas também, se, se lembrasse, não a ia denunciar. Coitada da pobre rapariga, notava-se que era nova e de certo que inexperiente, não podia arruinar com a sua carreira sem mais nem menos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não me lembro. – Divagou por entre pensamentos – Neste momento só me lembro que não sei quase nada da minha médica. – Protestou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A própria soltou um riso e levou a mão aos cabelos, penteando-os. – O que queres saber de mim? Acho que não há nada para saberes. Sou a tua médica, é o suficiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não sei, amh… tens namorado? – Cortou a constatação da mais nova.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A morena esgazeou os olhos, sem saber o que responder. &lt;em&gt;Porquê aquela pergunta e não uma outra qualquer? &lt;/em&gt;Tom era tão directo que por vezes causava incomodo numa pessoa. Rita não estava habituada a lidar com pessoas tão frontais e perspicazes, apoquentava-a, atingindo prontamente o seu ser.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Não, não tenho. – O de rastas fez um trejeito em sinal interrogativo – Bem, ainda não calhou. – Completou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- E estás à espera que te calhe? – Gargalhou. – Aposto em como vives sozinha e com isso que me estás a demonstrar ser, não fazes o mínimo para mudar essa situação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O que queres que eu faça? – Indignou-se, detestava conversar sobre aquilo – Não ando propriamente como uma desesperada à procura de alguém que fique comigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Ou o problema está em ti, ou os homens são todos uns idiotas. – Comentou num sopro, notando as bochechas da média ruborescerem. – És bonita, atraente, tens um bom corpo, aparentemente bem definido e delineado, não entendo porque continuas sozinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi a vez da de cabelos negros sorrir de forma divertida. Ele estava a galá-la e de nenhuma forma indiscreta.&lt;br /&gt;Rita tacteou a testa e voltou-se em pleno centro do quarto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- É melhor eu ir andando. Perco demasiado tempo aqui. – Cambaleou tropegamente até à porta e abriu-a, escutando os grunhidos de gozo de Tom.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 18 Mar 2010 19:42:08 GMT</pubDate>
  <title>6º Capitulo </title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/4593.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;O moreno revirou os olhos e redimiu-se ao seu silêncio, levando com bocas vindas do loiro, que se ria a olhos vistos.&lt;br /&gt;Após a escolha do casal que faltava, os pedidos seguiram caminho, e, o silêncio que outrora existia quebrou, erguendo conversas sobre o mundo particular e o universal.&lt;br /&gt;Realmente, eles eram claramente diferentes daquilo que os &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; faziam deles. Aquela bolha de aparência ilustre e soberba não existia, era uma fachada eminente capaz de convencer e manipular qualquer ser à face do planeta.&lt;br /&gt;O almoço decorreu fora do previsto, em vez de ser um habitual e casual dejejuo entre duas amigas que partilhavam do mesmo emprego, fora acrescentado com mais três rapazes que eram no fundo, tudo menos a aura que os criava.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;Bill pedinchou para ver novamente o gémeo, apesar de não estar na hora expediente, ele sabia como convencer qualquer pessoa, com aquele seu sorriso infantil e sincero.&lt;br /&gt;Os seis seguiram para o hospital, após a refeição e conversa.&lt;br /&gt;Por sorte, não captaram a atenção dos paparazzis que ainda permaneciam naquele lugar esperançando por novidades do guitarrista de uma das bandas mais famosas de sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Vou primeiro avisá-lo. – Segredou Rita para os restantes, abrindo a porta e entrando no quarto de repouso. – Boa tarde. – Saudou, acercando-se do loiro, que assistia descontraidamente ao programa televisivo, tentando comer o que tinha no tabuleiro à sua frente. – Algumas dores? – Indagou retoricamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt; - Olá. – Sorriu-lhe, oferecendo-lhe a atenção necessária – Não. Apenas náuseas e pouca vontade para comer isto. – Apontou, fazendo um esgar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;A morena arremessou um riso abafado, analisando as expressões de Tom e os tubos presos ao seu corpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Quanto a isso, penso que não posso fazer nada. – Apontou com a mini luz para os olhos caramelizados, observando o movimento constante da retina para a adaptação. – Abra a boca. – Segurou-lhe o queixo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;O de rastas bufou exasperado e afastou os lábios, dando-lhe oportunidade de visualizar o interior da sua boca. Finalizou a análise e guardou o material no bolso da sua bata, escrevinhando no bloco que se encontrava junto da cama metálica do guitarrista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Bem, - Apoiou-se no rodapé – A minha inspecção relâmpago terminou. O seu irmão e amigos estão lá fora para o verem. Mas tem de ser rápido, porque a hora de visita ainda não começou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Tudo bem. – Encolheu os ombros – Rita. – Pronunciou o nome dela com cautela – Acho que temos de impor umas regras.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;O sangue da morena congelou. Talvez estivesse a falar demasiado à vontade com ele e Tom desgostasse disso. Não podia deixar que isso acontecesse. Não ia pisar o limite entre médico e paciente, não podia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Regras? – Apoiou a mão na cintura, franzindo a testa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- A primeira regra seria de facto a maneira como nos tratamos. Não me lembro da minha idade, mas devo ter perto da mesma idade que tu. – Quebrou a barreira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Tom, - Principiou Rita, meio embaraçada – eu não sei se é boa ideia. É meu paciente e eu sou sua médica e—&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Isso não impede que tenhamos uma relação para lá dessa. Por exemplo, a amizade. – Supôs. – Eu dou-me bem contigo e sei que também te dás bem comigo, senão obviamente que não vinhas ver como eu estava tantas vezes ao dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;As bochechas de Rita ruboresceram, ele tinha razão; passava demasiado tempo só para ver se ele estava razoavelmente bem, que se esquecia de tudo o resto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Por favor, Tom…&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Por favor, Rita. – Ele imitou o seu gesto, desviando o tabuleiro da frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;A mais nova fitou-o, sem se pronunciar, tal como ele, e, acabou por suspirar, desviando mexas de cabelo dos olhos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Tudo bem. Eu aceito essa tua primeira regra. Mas depois tens de aceitar as minhas, e sem refutar. – Alertou-o, com um sorriso matreiro nos lábios, enquanto balançava a cabeça para os lados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;O loiro esfregou as mãos de contentamento e trincou o lábio inferior, fazendo oscilar o seu piercing. Estava feliz, havia sido mais um ponto para si.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- De acordo. – Anuiu – Tenho mais uma norma. – Cruzou o olhar com o dela – Se não queres que eu morra à fome, eu peço-te que me tragas algo para comer. Nem que guardes uma sandes no bolso e me dês. Eu não consigo comer isto. – Indicou com o dedo – É nojento. Não sei como alguém consegue se alimentar com isto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Estás a pedir de mais, mas eu faço-te esse favor. – Mirou o lado de fora da vidraça – Vou chamar o teu irmão e comprar-te algo para comeres. – Precipitou-se para junto da porta, detendo-se com a voz grossa do guitarrista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Eu não o conheço, Rita.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Claro que conheces, Tom. Só não te lembras dele. Mas não esforces o teu cérebro com isso. É o melhor para ti. Deixa a tua mente fluir. – Aludiu. – Fala com ele. Vou ver o que te consigo arranjar para comeres. – Rodou a maçaneta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;Tom agradeceu, originando um sorriso néscio em ambos e viu-a sair, para que pudesse ir ter com o seu gémeo.&lt;br /&gt;A médica avisou os três amigos para entraram no quarto onde o Kaulitz mais velho se encontrava e afastou-se pelo corredor adiante, encaminhando-se até ao bar existente unicamente para os trabalhadores do hospital.&lt;br /&gt;Quando lá entrou, colocou-se na fila de espera, procurando o que comprar para Tom. Não sabia os gostos dele, por isso iria levar-lhe algo comum, provável de o agradar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Rita! – Uma voz feminina aclamou por si, fazendo-a olhar sob o ombro, para a irmã que terminava o café e avançava na sua direcção. Os braços finos da mais nova envolveram-na num abraço e, foi incapaz de não complementar aquele conforto. – Agora também comes por estes lados? Julgava que almoçavas fora com a Elly.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- E almoço, mas estou só a comprar algo para quando me der a fome, eu ter um suplemento. Hoje faço plantão, por isso é melhor estar prevenida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;Katia aquiesceu com a cabeça – Está certo. – Mordeu o lábio, retendo-se na questão que tinha vontade de atirar – Pronto. – Suspirou – É verdade que estás a tratar do caso do famoso?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Pelos vistos já toda a gente sabe. – Rosnou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Claro que sabe. Com a quantidade de jornalistas que estão lá fora a perguntar se conheço alguma Rita Hedwig, a médica de Tom Kaulitz. E só me apetece dizer-lhes: &lt;em&gt;Não, claro que não conheço. Não é minha irmã nem nada&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;Rita gargalhou com a cara enfurecida da mais nova. Sempre demasiado expressiva, Katia por mais que tentasse, não conseguia convencer alguém ou esconder qualquer sentimento e, por isso, a irmã já havia entendido que ela omitia outro algo e tentava contar a todo o custo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Quanto aos jornalistas só tens de os desprezar. – Aconselhou – Mas vá, podes começar a contar, Katia. O que me queres dizer?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;A mais baixa semicerrou os olhos, como que fulminando a outra. Não sabia como começar por contar que estava noiva de Nick, seria uma surpresa cativante para a mais velha. Então, elevou a mão esquerda, cobrindo a boca com ela, remexendo o dedo anelar para que o brilho do diamante despertasse a atenção de Rita.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Não! – A médica agarrou na mão da irmã e tacteou a sua pele, analisando o anel ao pormenor – Diz-me que não é verdade. Explica-te!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Estou noiva. – Riu, nervosa – O &lt;a href=&quot;http://i40.tinypic.com/r9luhd.jpg&quot;&gt;Nick&lt;/a&gt; pediu-me ontem em casamento. Obviamente que aceitei. Estou tão empolgada com tudo isto, a casa nova, o tio irá colocar-me como enfermeira oficial e finalmente poderei iniciar a minha família. – Sonhou acordada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;Rita sorriu forçosamente perante os relatos da Hedwig mais pequena. Ela era mais nova, deveria ser Rita a casar primeiro, a ter filhos mais cedo e a apresentar o seu marido, mas, infelizmente, tivera sido tudo ao contrário. Ela não tinha marido, nem filhos, nem uma casa em conjunto para gabar. Ela só tinha Lila, o apartamento delicado e unicamente seu e o trabalho como médica cirurgiã naquele hospital. Tudo isso a deixava devastada e nostálgica, afinal, não tinha nada de novo para contar com tanto entusiasmo. Não tinha informações proeminentes para aliciar os outros. O seu mundo era totalmente monótono e essa insipidez começava a assustá-la. Era jovem, mas mais velha que Katia e ela já tinha alguém. Rita também tinha necessidade de ter alguém que a amasse e segredasse palavras carinhosas antes de adormecer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Parabéns, mana. – Abraçou-a, congratulando-a do fundo do coração.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;Estava tão despedaçada, que por pouco as lágrimas que suspendiam nas pestanas, não se desenleavam e resvalavam pela sua pele facial. Era doloroso, cruel e lamentável.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Obrigada. E o que achas do anel? – Abanou freneticamente a mão à frente do rosto da idêntica. – Gostas?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Adoro. Nick tem bom gosto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- É. Eu também acho. É uma das razões pelo que estou loucamente apaixonada por ele. – Revelou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;A fila para o pré-pagamento adiantou; Rita pediu uma sandes empacotada, um sumo e uma sobremesa contida numa embalagem de plástico e pagou, levando a refeição de Tom, ao bolso largo da sua bata branca. Escutou afectivamente os relatórios de relações de Katia e foi com ela até ao corredor, tagarelando animadamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Quando é o casamento?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Daqui a quatro meses.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;A mais alta arregalou os olhos, quase se engasgando com a própria saliva. Tão pouco tempo para preparar um casamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt;&quot;&gt;- Já? Isso é que é pressa para te veres casada.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 14 Mar 2010 19:05:17 GMT</pubDate>
  <title>5º Capitulo</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/4263.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ao menos havia o cobertor e lençol a separá-los. Colocou-se de barriga para cima e pousou as mãos abaixo do peito, respirando com dificuldade cada vez que respiração quente e abafada de Tom emergia no seu pescoço. O seu nariz redondo e pequeno cobriu-se perto da clavícula da de cabelos achocolatados e ali abrigou-se do péssimo sonho, tal como o resto do corpo e mente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rodou a nuca para o lado e visualizou o gesticular de Eliana a avisá-la que ia seguir para a operação. Boa, estava totalmente enleada.&lt;br /&gt;
Tentou escapulir por entre os braços tonificados do guitarrista, mas em vão, ele estava a prendê-la de tal maneira, que quase a sufocava.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Tom, - Principiou, contorcendo-se &amp;ndash; eu preciso de ir trabalhar. &amp;ndash; Esquivou-se.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Fica comigo. Só mais um pouco. &amp;ndash; Sussurrou, tranquilizando-a.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ela não respondeu. Sujeitou-se àquela posição e fixou pontos imperfeitos no tecto, escutando o alento compassado e intenso do loiro, deixando-se embalar. Os seus olhos pesavam cada vez mais, aqueles suspiros punham-na sonolenta e com vontade de se enroscar no peito morno e esculpido ao pormenor do mais velho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O seu estado cambaleava entre o precipício, o ar cortava-lhe a pele, rasgando-a sem pudor. Já não estava ali, mas sim na incógnita horripilante, que fazia os seus olhos lacrimejarem ferozmente.&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O seu tronco rodou para encarar a voz que suspirava aos seus ouvidos e um grito soltou-se, desequilibrando-a. Estava prestes a cair, tão facilmente que, com um toque, ela tombou pela escuridão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os espasmos activos vindos do seu interior expandiram-se, abanando-a e estremecendo o corpo que a abraçava. Os olhos castanhos de cada um abriram-se num impulso e a respiração quebrou-se.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Doutora? &amp;ndash; O braço que envolvia a fina cintura deslocou-se para o colchão, soltando-a por fim. &amp;ndash; O que&amp;mdash;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Peço desculpa, Tom. &amp;ndash; Corou, levantando-se. Ajeitou a vestimenta e puxou-a para baixo, notando-a enrodilhada no traseiro. &amp;ndash; Vim ver como estava, mas parece que o seu sono era mais um pesadelo e o senhor acabou por me arrastar até si. &amp;ndash; Admitiu embaraçada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O quê? Quem tem de pedir desculpa aqui sou eu. Pelos vistos não tenho noção do que faço quando estou a dormir. &amp;ndash; Coçou a cabeça meio embaraçado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A médica inspirou fundo e olhou o relógio de pulso, arregalando os olhos. Tivera ficado ali mais do que esperava, mais do que uma hora. Mirou também o dispositivo clínico e deu-se por aliviada ao ver que não a haviam chamado. Era uma sorte, não terem dado por sua falta, ou então até tinham dado, mas a sua ausência de certo que tivera sido recheada por outro algo ou alguém.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Certo senhor Kaulitz. &amp;ndash; Concordou &amp;ndash; Mas agora preciso de ir. Uma enfermeira virá mais tarde.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ele nada disse. Aquela sua fisionomia indolente estava a fazê-la enlouquecer. Tom parecia ter o cérebro estagnado por certos momentos. Não reagia simplesmente e os seus olhos afincavam-se de uma forma tão intensa que afugentava qualquer um.&lt;br /&gt;
Momentaneamente, um sorriso formou-se nos lábios apetitosos do de rastas e, ele viu-a partir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;As pernas da morena tremelicavam como duas varas, com o medo a assombrar-lhe a alma. Não queria ser descoberta nem por nada. Um erro que fora cometido, mas em omissão.&lt;br /&gt;
Então, dirigiu-se para junto dos colegas, finalizando o trabalho até à hora do almoço. Terminou de fazer o seu turno pelos quartos que faltavam e organizou a sua equipa de trabalho para um ambiente coordenado e ambíguo. Trocou de roupa e colocou os óculos de sol com reflexos esverdeados para não ser reconhecida. Esperançava que ninguém tivesse pronunciado o seu nome como médica da celebridade que ali estava instalada aos seus cuidados, mas era retoricamente difícil e impossível.&lt;br /&gt;
Rita levou a mala ao ombro e encontrou-se com Elly na traseira do hospital, para saírem sem que ninguém as visse.&lt;br /&gt;
Os olhos castanhos percorreram tudo em redor de si, meio franzinos, desgostando do aglomerado de jornalistas e fotógrafos que por ali se encontravam. Era irritantemente verídico, toda aquela situação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vamos no meu carro. &amp;ndash; Ofereceu Elly, rolando as chaves do mesmo no seu indicador. &amp;ndash; Abriu há pouco um restaurante aqui perto, hoje vamos lá.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Estou para ver isso. &amp;ndash; Entrelaçou os dedos nos cabelos e puxou-os para trás, descobrindo o rosto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ambas deambularam até ao automóvel, parando a meio do caminho mal uma voz histérica chamou pelo nome da mais nova. E, nem tempo tiveram para agir, pois os paparazzis principiaram em virar as câmaras e microfones na direcção sorrateira, correndo atrás delas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Corre! &amp;ndash; Eliana berrou, esbracejando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu não acredito nisto. &amp;ndash; Rita olhou para trás, franzindo a testa com a multidão loucamente desequilibrada. &amp;ndash; Tudo isto por causa do Tom? &amp;ndash; Virou a esquina no parque de estacionamento interdito a funcionários do hospital de Hamburgo. &amp;ndash; Ou porque sou a médica dele? &amp;ndash; Alcançou a porta do automóvel cinzento, guinchando para que a amiga destrancasse o mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Elly sentou-se no interior do carro e observou Rita imitar o seu gesto, enclausurando o automóvel, recebendo gritos, batidas nos vidros, papéis esmagados nas janelas e flashs.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Arranca logo com isso! &amp;ndash; A de cabelos escuros rodou o volante, pressionando a amiga a seguir caminho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Eliana susteve a respiração e pregou acelerador a fundo, fazendo marcha atrás e indo adiante a uma velocidade estonteante, que fazia os pneus chiarem.&lt;br /&gt;
Fitou pelo espelho retrovisor a distância cada vez maior com os jornalistas e suspirou, desanuviando o ambiente com a música da rádio.&lt;br /&gt;
Viu Rita encostar a cabeça para trás e fechar os olhos; vontade que ela também tinha. Recompôs-se no assento e conduziu, então, para o restaurante novo que pretendia experimentar. Possivelmente ajudaria na descontracção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O caminho fora feito em silêncio, onde unicamente se ouvia as vozes sinistras provindas da rádio.&lt;br /&gt;
O automóvel em tons cinza estacionou no parking e as duas saíram, rompendo pelo interior do restaurante.&lt;br /&gt;
O empregado direccionou-as para uma mesa indiscreta, sentando-as lá. Pouco tempo depois, entregou uma carta de ementa a cada uma, aguardando pelos pedidos.&lt;br /&gt;
Porém, enquanto Rita escolhia o que iria comer, subiu o olhar, arrependendo-se de imediato, mal uns olhos foram igualmente postos na sua silhueta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Merda. &amp;ndash; Reclamou em surdina, todavia, Elly foi capaz de a ouvir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O que disseste? &amp;ndash; Fixou-a de sobrolho arqueado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu? Er&amp;hellip; nada. &amp;ndash; Cobriu o rosto com a carta de ementa &amp;ndash; Elly, prepara-te.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Mas preparo-me para quê?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Não obteve resposta. Segundos a seguir, a voz rouca e caricata de Bill Kaulitz ressoou bem junto dos seus ouvidos, fazendo-a estatelar. &lt;i&gt;O que estava aquele ali a fazer? &lt;/i&gt;Provavelmente estaria a fazer tempo para mais uma visita ao gémeo. O que de certa forma era bom para si, pois podia conviver um pouco mais com ele.&lt;br /&gt;
Nesse caso ela iria aproveitar. Impôs um dos seus melhores sorrisos e virou o rosto, contendo-se para não gorgolejar em gargalhadas. Se aquele era o seu presumido disfarce para não ser reconhecido, então estava muito enganado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Boa tarde. &amp;ndash; Elly e Rita retribuíram em uníssono.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Sentem-se. &amp;ndash; A mais velha aprontou-se a dizer, puxando da cadeira ao seu lado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os rapazes entreolharam-se e encolheram os ombros, acedendo ao seu pedido Georg contornou a mesa e sentou-se ao lado de Rita, enquanto Bill se sentava ao lado de Eliana e Gustav no local oposto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não queremos incomodar o vosso almoço. &amp;ndash; O loiro foi o primeiro a falar, meio embaraçado com aquela situação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não incomodam. &amp;ndash; Rita disse, estudando a ementa, divertida. &amp;ndash; Se foram convidados, por algum motivo foi.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Certo doutora, ma&amp;mdash;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Rita. &amp;ndash; Corrigiu &amp;ndash; Fora do hospital sou a Rita e não a doutora. &amp;ndash; Advertiu, escondendo o riso trocista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O que vão comer? &amp;ndash; Georg esfregou as mãos, espreitando para o que Hedwig segurava nos dedos. &amp;ndash; Já escolheu, Rita?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Salada mista. &amp;ndash; Admitiu, rindo-se com o trejeito marcado nos finos lábios do de olhos verdes &amp;ndash; É saudável, senhor Georg.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Primeiro de tudo: O senhor está no céu. Segundo, o que eu gosto de comer é tudo menos saudável. Comida de grilos não é para mim. &amp;ndash; Expirou fortemente &amp;ndash; Eu quero o maior bife que tiver. &amp;ndash; Fez sinal ao empregado, obrigando-o a anotar no seu boletim. &amp;ndash; Com tudo a que tenho direito para acompanhar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eh! Já pareces o Tom. &amp;ndash; Gustav gozou, calando-se de imediato mal se apercebeu do que havia dito. &amp;ndash; Desculpem. &amp;ndash; Baixou o olhar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Bill lutou contra as lágrimas que marejavam nos seus olhos e tocou no ombro do melhor amigo, tranquilizando-o que também tinha esperança na melhoria do irmão. Não ia desistir à primeira. Tinha a perfeita noção que Tom era forte, corajoso e lutador. Tom era um homem com H maiúsculo, que muitos poderiam orgulhar, congratular e cobiçar. Um homem que desde pequeno lutou para conseguir os seus objectivos e concretizar o seu sonho de um dia ser reconhecido pelo seu trabalho árduo, juntamente com os seus três companheiros, inclusive o irmão gémeo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Apressaram-se a fazer os pedidos, dirigindo o olhar a Elly e Bill que se mantinham indecisos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Já sabe o que vai comer? &amp;ndash; O Kaulitz indagou retoricamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O mesmo que si. &amp;ndash; Sorriu-lhe inocentemente, apreciando ao pormenor os vincos faciais da sua face. Era tão perfeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Formalidades à parte. Eu sou apenas o Bill e não uma pessoa mais velha que a Eliana.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- As palavras que disse são as que estavam na minha boca. &amp;ndash; Gesticulou com a mão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Entretanto, Rita, Georg e Gustav entreolharam-se, expelindo gargalhadas camufladas, com as atitudes daqueles dois. Estavam no mínimo a serem idiotas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Bill, não digas que fui eu que te ensinei essa forma de engate, estás a sair-te bem mal, amigo. &amp;ndash; Georg repreendeu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O de maquilhagem negra tossicou propositadamente e pregou os olhos nos diversos pratos escritos. &amp;ndash; Apetece-te comer o quê?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Já disse, um bife gigante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não estava a falar contigo, mas sim com a Eliana. &amp;ndash; Vociferou-o.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 12 Mar 2010 22:58:19 GMT</pubDate>
  <title>4º capitulo</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/4071.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Estava a deixá-la sem fala. E, de certa forma, isso estava a agradá-lo. Vê-la daquela maneira tão embaraçada, fazia surgir um calafrio no seu estômago, como se lhe desse prazer. Sentia-se mais poderoso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Mesmo estando neste estado caricato continuo a ser eu mesmo&amp;hellip; &amp;ndash; Meteu conversa. O silêncio infiltrado entre eles os dois numa fracção de segundos, incomodava-o. Vozes tinham de se fazer ouvir, ou ele enlouqueceria de vez.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu sei que sim. &amp;ndash; Concordou, rindo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- E onde está a piada? &amp;ndash; Arqueou a sobrancelha, meio desconfiado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Estou a ver que o senhor Tom é um guitarrista muito impudente. &amp;ndash; Comentou, não abandonando o sorriso trocista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Senhor? &amp;ndash; Ele cortou o clima cómico, desgostando daquele gesto. Já que tinham começado a falar daquela maneira, não queria mais aquela forma de falar, tão formal e distante. &amp;ndash; Eu sei que isto vai soar mal mas: que idade é que&amp;mdash;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vinte e quatro. &amp;ndash; Atropelou as palavras de Tom, suspirando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os músculos do guitarrista descontraíram. &amp;ndash; Eu tenho&amp;hellip; - Calou-se, sem saber o que dizer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;&lt;i&gt;Afinal que idade tinha ele? &lt;/i&gt;Não conseguia lembrar-se de nada. Não sabia quantos anos tinha. Se já era demasiado velho ou nem por isso. Se ainda era um jovem adolescente ou se estava na idade adulta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Toda a sua dor fora irradiada na sua expressão atemorizadora. O olhar de Rita caiu sobre Tom, assim que viu os seus olhos esbugalharem e a sua mão manejar em volta da ligadura que o estreitava e incomodava.&lt;br /&gt;
A morena inclinou-se para a frente de modo a roçar a sua bata alva na pele do rosto do loiro e agarrou no antibiótico, pronta para lho dar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Agachou-se e tirou do mini bar uma garrafa de água, que provavelmente tivera sido o irmão de Tom a comprar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Tome. &amp;ndash; Deu-lhe o comprimido azulado e a água. &amp;ndash; As dores vão passar. Não convém mexer-se muito. &amp;ndash; Massajou em volta da zona sensível, para apagar o sofrimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O gémeo mais velho de Bill acatou com o pedido e engoliu o medicamento num só gole, recostando-se na cabeceira da cama. Fechou os olhos e levou a ponta dos dedos à testa, comprimindo-a. Aquele toque no seu abdómen estava a saber-lhe bem. Provocando-lhe inúmeras sensações, que se expandiam e faziam notar na sua pele arrepiada e os pêlos aloirados que se encontravam eriçados nos seus braços.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Por incrível que fosse parecer, o seu corpo estava a descontrair e as dores pareciam estar a sumir, muito lentamente, mas estavam.&lt;br /&gt;
Quando a palma da mão tocou rente da zona ferida, o loiro gemeu, comprimindo em demasia os seus olhos, para não expelir algum grito abafado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Se sentir muitas dores não hesite em avisar. &amp;ndash; Contornou a cama para a baixar. &amp;ndash; Precisa de dormir. Há quanto tempo não dorme? &amp;ndash; Inclinou-se, rodando a maçaneta metálica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt; - Acho que dormi ainda há pouco. &amp;ndash; Ajeitou a almofada debaixo da cabeça. &amp;ndash; Escusa de me tratar por &lt;i&gt;senhor&lt;/i&gt;. &amp;ndash; Finalizou o que havia dito antes de ser atacado pela falta de memória e dores. &amp;ndash; Não gosto de formalidades. &amp;ndash; Falou num bulício inconstante. &lt;i&gt;Não gostava somente naquele momento, talvez preferisse antes de estar amnésico&lt;/i&gt;. &amp;ndash; Sou apenas o Tom. Tom Kaulitz. &amp;ndash; Explicou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Será Tom Kaulitz, então. &amp;ndash; Retribuiu-lhe com um sorriso apagado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A porta do quarto bateu, fazendo-os desgrudar o olhar um do outro. Ela desejava ardentemente poder ver um sorriso sincero e puro nos lábios do guitarrista. Não queria ver mais aquela aflição escarlate que se assumia a olhos vistos. Detestava isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O seu tronco rodou para trás, para ver quem estava do outro lado e, estremeceu ao ver Griselda. A enfermeira mais velha que por ali cirandava, completamente aliada do seu tio. Era ela também quem controlava e vigiava os internos, contando, mais tarde, tudo o que se passava pelos corredores ao director do hospital.&lt;br /&gt;
A de cabelos grisalhos fez sinal com o polegar para trás de si e balbuciou palavras vociferantes, sem pronunciar algum tipo de som.&lt;br /&gt;
Aí, Rita apercebeu-se do que tinha de enfrentar. Não estava disposta a ser humilhada e espezinhada pelo próprio tio. Ele de certo que a iria defrontar com o sucedido na secção de obstetrícia, embora soubesse que a culpa não tivera sido inteiramente sua.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Mal encarada, a médica anuiu com a cabeça, vendo-a dispersar. Ela não queria; não tinha vontade de ouvir resmungos e ficar calada, sem poder refutar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Já entendi. &amp;ndash; Tom cobriu agilmente o seu abdómen com o lençol azulado. &amp;ndash; Mais trabalho. Certo, doutora&amp;hellip; - Deslizou o olhar pelo seu peito, parando na etiqueta que lhe dava informação do nome. &amp;ndash; Hedwig. &amp;ndash; Sibilou o apelido com ar trocista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Rita. &amp;ndash; Corrigiu, pegando no seu material &amp;ndash; Agora tenho de ir. Mais tarde talvez ainda passe por aqui para ver se está tudo bem consigo. Senão vier, alguma enfermeira virá. &amp;ndash; Avançou até à porta que ainda permanecia aberta. Os seus nervos faziam-na tremelicar, perdendo o controlo nas suas pernas elegantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O de rastas balbuciou uma despedida rápida e fechou os olhos, vagueando na sua mente em branco, escutando o colidir de vários pés no soalho e as vozes distintas propagarem-se ao longo do corredor que ainda nem se atrevera a observar.&lt;br /&gt;
Num ápice a imagem do rapaz que afirmara ser seu irmão incidiu na sua mente, obrigando-o a analisar ao detalhe cada fisionomia facial. Realmente eram semelhantes, aquela pele bronzeada, os vincos dos olhos e até mesmo os lábios. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Tom necessitava de o ver novamente. De ver os outros dois que o tinham visitado igualmente para o reconfortar e revigorar Bill com palavras que não lhe faziam sentido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Todavia, num espaço mais afastado do seu quarto, estava a médica, que balançava o corpo na direcção do director Karl Hedwig. Batucou à porta e assim que ouviu a sua voz encorpada e varonil, arrepiou-se, entrando no gabinete. &lt;br /&gt;
O homem grisalho retirou os seus óculos de massa e pousou-os na mesa, massajando logo a seguir a cana do seu nariz com a ponta dos dedos. &lt;i&gt;A atitude habitual&lt;/i&gt;. Pensou Rita. Ele fazia sempre aquele gesto, quando estava prestes a explodir de cólera.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Karl ordenou-a para que se sentasse e ela assentiu, ficando na cadeira em frente à sua, com a expressão enigmática. Fitaram-se por minutos taciturnos, vendo as várias tentativas falhadas por parte da sobrinha, que abria a boca para falar, mas nenhum som era arremessado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Soube do que se passou hoje. Não conseguiste fazer nada? &amp;ndash; A morena abanou a cabeça, redimindo-se ao silêncio que a cingia. &amp;ndash; Tens capacidades para mais, não entendo o porquê da tua falha. Às vezes penso que devias voltar a estudar, para obteres melhores resultados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não. &amp;ndash; Conseguiu falar pela primeira vez desde que ali chegara &amp;ndash; O meu segmento é o bloco operatório, não a obstetrícia.  &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Então vais para a obstetrícia. &amp;ndash; Relançou, movendo os seus papéis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não! &amp;ndash; Vociferou sem saber a razão para tal. &amp;ndash; Eu não quero. Recuso-me. &amp;ndash; Oscilou a cabeça em tom negativo &amp;ndash; Eu amo o meu trabalho. Venero o que faço, não quero mudar-me para outro departamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- E o que faço contigo? &amp;ndash; Atirou &amp;ndash; És uma excelente cirurgiã e fico feliz pelo teu trabalho de rotina na verificação de pacientes em cada quarto. É algo que me agrada bastante, mas sei que essas tuas capacidades podem ser necessárias noutro lugar. O que não falta por aí são cirurgiões, Rita. Dentro de um ano podes vir a trabalhar com a Inês na mesma secção, isso seria um progresso para ambas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A médica anuiu mentalmente. A ideia de trabalhar com Inês, a prima mais nova um ano, filha de Karl, era algo extraordinário, que sempre imaginara fazer desde a sua tenra infância; mas os sonhos mudaram. Ela já não queria ser a médica que trabalhava e acompanhava as gravidezes. Ela queria ser algo mais. Queria servir aqueles que corriam um maior perigo de vida e desesperavam num combate à sobrevivência. Era essa a sua escolha e não seria o próprio tio que a ia fazer mudar de ideias, frisando o passado sonhador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu mantenho-me onde estou. Não vou mudar de opinião nem de vontade. A Inês escolheu pela sua livre vontade, então eu escolho com a minha. E neste momento é manter-me no bloco operatório. Nunca cometi uma falácia enquanto cirurgiã. Não tem razões de queixa. A minha mãe nunca se opôs e, pelo contrário, até se mostrou de acordo. E, eu dava tudo para que o meu pai estivesse vivo para poder ver aquilo em que me tornei e o que sou agora. Eu tenho a certeza que ele ficaria orgulho. Se o irmão não está, lamento, mas eu não posso agradar a todos. Peço-lhe que me trate como uma simples médica e não como a sua sobrinha dentro deste hospital, senhor Director. Eu sou competente, estou ciente disso. Sei avaliar as minhas capacidades.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Hedwig segredou palavras imperceptíveis entre dentes e entregou o olhar à documentação que tinha em frente. Não valia a pena perder mais tempo. Tinha a noção que Rita era de ideias fixas e nada a ia fazer mudar de ideias. Que assim fosse. Ela era profissional e não podia refutar nada contra ela.&lt;br /&gt;
Fez sinal para ela sair e avisou-a do plantão que teria de fazer naquela noite. Se ela queria trabalhar como cirurgiã, então tinha de se sujeitar aos horários precários daquela profissão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Ah! &amp;ndash; Exclamou, antes que ela saísse do seu escritório &amp;ndash; Parabéns pelo excelente trabalho com a celebridade. Só tenho a pedir-te que não dês conversa fiada aos jornalistas que estão no lado de fora do hospital. Não dês qualquer informação sobre o utente. Não lhe dirijas a palavra sequer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ela concordou e repudiou aquele lugar, devaneando pelos corredores longos, até se encontrar com Elly, a tagarelar rudemente para com outros internos. &lt;i&gt;Mas será que eles não cresciam, simplesmente?&lt;/i&gt; Ela também fazia parte deles. Somente não era tão inocente quanto eles. Nem agia de forma imatura, criando escândalos dentro daquelas paredes que pareciam ter ouvidos afinados. A sua vida deixava de existir ali dentro. Não era a Rita comum e mundana. Era a médica que apelava os outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Temos plantão hoje. &amp;ndash; Murmurou aos ouvidos da amiga, passando por ela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Invés, Eliana pegou-a pelo braço, não a deixando ir. &amp;ndash; Plantão? Hoje? &amp;ndash; Revirou os olhos &amp;ndash; Estás a falar mesmo a sério?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Parece que sim. Acabei de vir do escritório do director. &amp;ndash; Indicou com o dedo magro. &amp;ndash; Desmarca os teus planos, Elly. &amp;ndash; Sorriu trocista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Que remédio. &amp;ndash; Fez um esgar. &amp;ndash; Onde é que vais agora?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Continuar a ver dos meus pacientes. Fui interrompida. O dispositivo não apita, o que parece que não precisam de mim agora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Paciente, Rita. Singular. Eu bem sei a química que houve. &amp;ndash; Mordeu o lábio, levando a mão à cintura.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Qual química? Eliana estou a falar muito a sério. A tua faceta de Cupido comigo não cola. &amp;ndash; Relembrou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A de cabelos mais claros gorgolejou numa gargalhada. &amp;ndash; Eu bem sei o que vai dentro dessa tua cabeça. &amp;ndash; Apontou. &amp;ndash; Vá, eu acompanho-te até lá. Tenho uma operação marcada. &amp;ndash; Abraçou o braço da amiga e levou-a até ao corredor par.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Porém, os seus pés estatelaram, mal avistou o número de um quarto que pretendia investigar. Oh sim, ela era demasiado curiosa para deixar aquele momento passar. Queria saber o que o seu querido e adorado ídolo estaria a fazer àquelas horas.&lt;br /&gt;
Espreitou para dentro do quarto, mas só encontrou o loiro deitado com o rosto voltado para a janela, como sempre. Assemelhava-se a um ser tão isolado que até metia dó. Não era nada aquele Tom que gargalhava sonoramente nas entrevistas, provocando os jornalistas e os fãs. Era um Tom mais morto, isso ela tinha a certeza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Num ímpeto acto de bisbilhotice, puxou Rita pelo braço e abriu a porta, empurrando-a para o interior. Como um simples animal indefeso é lançado num mundo selvagem e enganador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rita ripostou em surdina e esbracejou, virando-lhe costas. Avançou até ao guitarrista, esperançando que ele estivesse a dormir e, contrariamente, arrependeu-se de tal desejo. Queria ver aqueles olhos âmbar abertos e a mirá-la com atenção, tal como costumavam fazer.&lt;br /&gt;
Aproximou-se mais dele e tocou-lhe na mão fria, levando-a para junto do corpo magoado, cobrindo-o com o cobertor. Verificou se a tubagem estava devidamente postas e parou por instantes, dissecando o rosto sereno a repousar. As expressões que ele fazia durante o sono eram indecifráveis. Parecia aquieto, a descansar na areia branca e quente de uma praia longínqua e abandonada. Junto de uma enorme porção de água transparente de uma temperatura intermédia.&lt;br /&gt;
Sim, aquelas feições estavam a fazê-la divagar para pensamentos inexplicáveis, mas agradáveis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Distraidamente, os seus dedos afagaram o rosto cálido do de rastas, saboreando do toque macio e suave da sua pele. Os olhos dele fizeram-se rolar por baixo das pálpebras descaídas e o corpo robusto remexeu, obrigando-a a recuar. &lt;br /&gt;
A mão que havia encostado junto do físico de Tom prendeu o seu pulso, atraindo a sua silhueta para a cama.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não vás. Eu preciso de ti agora. Não me podes deixar. &amp;ndash; O loiro tremelicou, apertando o pulso com os dedos &amp;ndash; Por favor. &amp;ndash; Pedinchou de olhos fechados.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999&quot;&gt;De certo que era um pesadelo. Um marasmo que o atormentava.&lt;br /&gt;
Rita engoliu em seco e sentou-se na borda da cama, não conseguindo livrar-se daquele toque. Arregalou os olhos quando ele a fez deitar junto de si e envolveu a sua cintura com o braço pesado pelo sono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:23:12 GMT</pubDate>
  <title>3º Capitulo</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/3588.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O gémeo mais novo limpou as lágrimas com as costas da mão e recuou. &amp;ndash; Tens razão. Desculpa, Tom. Eu&amp;hellip; não estou em mim. &amp;ndash; Admitiu &amp;ndash; Preciso de ligar à nossa mãe. Ela tem de voltar para a Alemanha o mais rápido possível. Só que não sei como lhe contar esta tragédia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Pára de pedir desculpa. &amp;ndash; O guitarrista falou pela primeira vez aos amigos. &amp;ndash; Não entendo porque pedes desculpa constantemente. &amp;ndash; Um nó formou-se na sua garganta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt; - Porque sou teu irmão. Tu não te lembras, mas prometemos um ao outro tomar conta de nós. E eu não cumpri. Estás aqui, deitado nessa cama de hospital. E tudo por minha culpa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Chega, Bill! &amp;ndash; Georg abanou-o &amp;ndash; Deixa de te culpabilizar por algo onde tu não és culpado. Nenhum de nós tem culpa. Pára de te massacrar. O Tom precisa de ti bom e estável, não a dramatizar e a rebaixares-te.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rita levou a mão ao bolso da bata mal ouviu o sinal e olhou para o visor, franzindo a testa. &lt;i&gt;Desde quando é que a chamavam para o serviço de obstetrícia?&lt;/i&gt; Ela não fazia parte desse departamento. Não entendia o porquê daquele aviso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Peço desculpa, mas vou ter de me ausentar, alguma coisa, toquem nessa campainha ao lado da cabeceira da cama. &amp;ndash; Gesticulou com a mão e saiu do quarto com uma pressa descomunal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Devia ter existido um erro. Pois ela não devia ir para aquele serviço hospitalar. Claro que se tivera formado em áreas abrangentes da medicina, mas no ponto fulcral da cirurgia, não de gravidez.&lt;br /&gt;
Deu mais uma olhadela ao visor e, direccionou-se para a sala de parto número cinco. Ia tirar tudo a limpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Mal lá chegou, franziu a testa, vendo as complicações pelo lado oposto da vidraça.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O que aconteceu? &amp;ndash; Arregalou os olhos, sendo vestida de forma adequada por uma enfermeira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Aquele parto está a dar problemas. O bebé está a ter dificuldades em respirar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Oh céus. &amp;ndash; Calçou as luvas e socorreu a mulher, tocando-lhe no rosto suado e frio. &amp;ndash; Como se sente? &amp;ndash; Ergueu-lhe a pálpebra do olho direito e analisou a retina, apontando a luz para este.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O meu bebé. Salve o meu bebé. &amp;ndash; Arquejou avultadamente &amp;ndash; Ele não pode morrer. Chame o meu irmão. Ele é médico. Faça alguma coisa. &amp;ndash; Choramingou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os colegas chamaram-na. Ela nada mais disse à pobre mulher. Juntou-se aos médicos e, durante as longas horas que se passaram, tentou, lutou pela vida da pequena criatura que teria de nascer. Sofreu em silêncio ao vê-la morta nos seus braços e estremeceu com os gritos histéricos e estridentes da mulher, ao receber o seu bebé a jazer.&lt;br /&gt;
Os gritos eloquentes estavam a colocada numa posição avassaladora. Com sentimentos nostálgicos e com vontade de chorar até abater as lágrimas.&lt;br /&gt;
Aquele inocente bebé estava morto. Por mais que tivesse tentado, não conseguiu salvá-lo e dar-lhe oportunidade de ver o mundo em seu redor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Afastou-se daquele lugar, apática, e escorregou pela parede do corredor, tombando no chão. Atirou as luvas para o lado e escondeu o rosto entre as mãos, chorando em silêncio. Ela também sofria com os pacientes. E, o dia estava, definitivamente, a ser dos piores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Rita. &amp;ndash; Uma voz que já conhecia murmurou-lhe ao ouvido, levantando-a do chão frio. Uns braços envolveram o seu corpo e abraçaram-na. &amp;ndash; Não fiques assim. Tu tentaste. &amp;ndash; Beijou-lhe os cabelos. &amp;ndash; Nem devias estar neste lugar. &amp;ndash; Segurou-a pelas ombros, limpando-lhe as lágrimas com o polegar &amp;ndash; Fizeste o que te competia e até mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não consegui salvar aquele menino. &amp;ndash; Bramiu no seu pranto descontrolado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Fizeste de tudo o que conseguias. Nem sei como te pediram para vires aqui, mas não tens de ficar nesse estado. Há mais pessoas que precisam de ti. Olha para o ontem e vê o que aconteceu. Salvaste uma vida. Uma vida que dependeu de ti e da tua agilidade e inteligência. &amp;ndash; Beijou-lhe a bochecha &amp;ndash; Uma vida de um famoso que está no seu quarto a repousar e a pedir constantemente para falar uma vez mais com a médica que o salvou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Também o salvaste. &amp;ndash; Secou o rosto e logo se apercebeu da última parte do argumento de Eliana. &lt;i&gt;Ele queria vê-la?&lt;/i&gt; Quando saiu de lá Tom parecia indisposto, rezingão e mal-encarado. &lt;i&gt;Porque motivo haveria de a querer ver? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não compares o meu trabalho ao teu. &amp;ndash; Reconfortou-a. &amp;ndash; Tenho de ir tratar dos lados ímpares. Quarto vinte, lembra-te. &amp;ndash; Afagou-lhe a bochecha. &amp;ndash; E quero-te ver animada como sempre estiveste. Não como estás nesse teu estado melancólico. Não tiveste culpa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A mais nova expeliu um suspiro exasperado e concordou com um acenar de cabeça. Elly deu-se por feliz e sorriu matreira, levando-a até aos serviços internos. Deixou-a para ir para o lado ímpar, no meio de tanta algazarra. Arqueou o sobrolho e levou a mão à cintura, quando dois médicos e uma médica berraram ao mesmo tempo, disparatando.&lt;br /&gt;
Oh, como odiava realmente as relações amorosas entre colegas de trabalho. Dava sempre problemas e isso saltava à vista de todos. E não podia ser assim, estavam a perturbar o bom funcionamento clínico e o ambiente apaziguador dos utentes internados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu sabia! Estás grávida desse. Porque mentiste para mim, Juliette?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu não o amo. Eu amo-te a ti, Patrick. Por favor, tens de confiar em mim. &amp;ndash; Gritou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Hey! &amp;ndash; A morena entreviu. &amp;ndash; Já repararam que estão a discutir cenas pessoais no meio de um hospital? &amp;ndash; Levou as mãos aos bolsos &amp;ndash; Ninguém daqui tem de saber que a Juliette está grávida do Connor ou de ti, Patrick. Se têm problemas a resolver, façam-no em casa ou noutro sítio qualquer, mas não aqui. Temos pessoas a repousar nestes quartos, e neste momento estão a ouvir a vossa discussão e o que eu estou a dizer. &amp;ndash; Reclamou &amp;ndash; Acham isso justo para elas? Sofreram no exterior e vêm para aqui para terem tempos de paz e vocês, que não passam de uns internos psicóticos estão a incomodá-los.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os três entreolharam-se, espelhando a desilusão em cada olhar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Connor apontou o dedo para Patrick e rosnou &amp;ndash; Resolvemos as coisas lá fora, meu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Podes crer que sim. A Julie está comigo, o bebé vai ser meu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Fui eu que o fiz, logo é meu! &amp;ndash; Apontou para si mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Ok, chega! &amp;ndash; Rita berrou, completamente enfadada. Já não bastava o sucedido no lado da obstetrícia e agora tinha de arrecadar com os dramas estapafúrdios dos outros três. &amp;ndash; Patrick vai ajudar o doutor Fabian. Connor vai para as urgências. Juliette vai ter com a doutora Eliana ao lado ímpar. &amp;ndash; Ordenou. Invés, eles não se moveram, originando trejeitos nos lábios carnudos e aveludados &amp;ndash; Estão à espera do quê? &amp;ndash; Fez um esgar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vou deixar de fazer swing. &amp;ndash; A loira falou, escandalizando os presentes &amp;ndash; E o meu filho não é de nenhum de vocês os dois! &amp;ndash; Elevou o tom de voz, indo para o local indicado pela morena.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os dois deram de ombros e empinaram os narizes, mostrando-se superiores. Um seguiu em frente, o outro somente virou costas e foi para o lado das urgências, atrofiado com o que havia ouvido. Uma das pessoas mais importantes da sua vida estava grávida e ele não era o pai. Aliás, nem sequer o conhecia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Invés, Rita permanecia estática a ver os corpos distintos desaparecerem daquele lugar. Coçou a cabeça, meio irritada e deambulou até ao paciente que a esperava.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Abriu a porta sorrateiramente e espreitou para o interior do quarto, afrontando uma outra vez, o guitarrista com a face virada para a janela. Os seus dedos esguios e magros tamborilavam no colchão ao de leve, quase não fazendo som nenhum. E os seus lábios mantinham-se unidos, por vezes abertos para os lambuzar com a sua língua húmida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Queria falar comigo, senhor Kaulitz? &amp;ndash; Indagou, quebrando o silêncio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;No seu interior, achava ridícula a forma como o tratava. Ele era pouco mais velho do que si; apesar de ser seu utente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os olhos castanhos do guitarrista rolaram, percorrendo todos os cantos daquele quarto de uma cor pálida e morta. &lt;i&gt;Tão morta como ele.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Sim. &amp;ndash; Segredou, voltando a cara para estudar as suas feições joviais e bonitas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Porém, estupidamente ele achou que ela estava diferente da primeira vez que a tivera visto. Os seus olhos castanhos estavam guarnecidos por um vermelhão que só costumava aparecer com choros compulsivos e sofridos. A ponta do seu nariz torneado estava igualmente rosada, tal como as suas bochechas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Esteve a chorar? &amp;ndash; Despedaçou o muro que os diferenciava.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não. &amp;ndash; Negou, fechando a porta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Arrastou-se até Tom e sentou-se, ridiculamente, numa cadeira, pousando as mãos nas próprias pernas. Estar a ser observada daquela maneira estava a fazê-la ruborescer involuntariamente e, só desejava que ele não reparasse nisso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Se quiser podemos inverter os papéis. &amp;ndash; Ele gracejou, embora soasse um timbre forte e possesso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A morena franziu a testa, não entendendo onde ele desejava chegar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Isto é, pode falar comigo. &amp;ndash; Rematou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Obrigada, mas não se passa nada. &amp;ndash; Arrumou os cabelos para trás. &amp;ndash; Não quero maçá-lo com os meus problemas. Já bem lhe basta os seus.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Os meus? &amp;ndash; Tom soltou uma pequena gargalhada abafada, contendo-a logo a seguir, após as fortes pontadas de dor tomarem conta do seu tronco &amp;ndash; Nem me lembro de quem sou, quanto mais os problemas que tenho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os lábios suculentos e sedosos da médica comprimiram com aquela constatação. Ele estava certo. A sua mente estava livre de qualquer problema passado. Agora só podia enfrentar a questão do ignoto e da sabedoria. Ele procurava o conhecimento épico de quem fora outrora, ou ainda era. Um dilema que só cabia no seu interior.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O guitarrista aliviou o ambiente pesado, comentando sobre os berros estridentes que tivera ouvido minutos antes de a doutora entrar. Um sorriso aparecia na sua boca, quando falava mais abertamente. O seu piercing realçava-se, conforme os movimentos que cada palavra exigia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Com isso, conseguiu sacar uma leve gargalhada da mulher que estava diante de si, estremecendo, como se, se tratasse de uma bela melodia que muitos não podiam escutar, ou tocar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Prefiro que a minha médica seja como está agora. &amp;ndash; Atirou, desarmando-a &amp;ndash; Tenho a certeza que foi com esse sorriso e ar sério que salvou imensas pessoas, incluindo-me a mim. Estou-lhe eternamente grato por isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não esteja. &amp;ndash; Relançou abruptamente &amp;ndash; Sou uma mera médica. É o meu dever.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Antes de ser médica, é uma pessoa. &amp;ndash; Ele contra-atacou. &amp;ndash; E tenho a certeza que quando eu voltar a lembrar-me de tudo, lembrar-me-ei de tudo o que acontecer dentro deste quarto também. &amp;ndash; Sorriu-lhe, arfando inesperadamente. &amp;ndash; Aposto em como vamos ter muitas mais conversas como estas. &amp;ndash; Galou, vendo-a levantar-se e verificar o soro que lhe era transmitido através da tubagem.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 07 Mar 2010 20:29:09 GMT</pubDate>
  <title>2º Capitulo</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/3472.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Bom dia, senhorita Rita. &amp;ndash; A cadela bafejou &amp;ndash; Bom dia, Lila. &amp;ndash; Cumprimentou-a de igual forma. &amp;ndash; Vai levá-la a passear? &amp;ndash; Abriu a porta para lhe dar passagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Claro. &amp;ndash; Sorriu-lhe amigavelmente. &amp;ndash; Volto daqui a pouco. Dentro de uma hora tenho de estar de volta ao hospital.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O homem anuiu. A médica gesticulou a saudação e andou adiante, espairecendo com o seu animal de estimação, a sua companhia. Visto que não tinha mais ninguém com quem partilhar o seu apartamento, limitava-se à comunidade de Lila.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os seus pés tocavam na relva fresca e molhada devido à secção de rega implementada pela câmara municipal da zona. Os seus olhos perseguiam o cão, que corria alegremente pelo espaço verdejante e procurava esconder-se para fazer as suas necessidades básicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Minutos depois Rita pousou a mão na cintura e chamou a atenção do animal, para que regressasse junto de si. E, assim o fez, com a sua enorme língua de fora, Lila voltou para perto da dona, dando à cauda.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vamos embora. &amp;ndash; Avisou-a, esperançosa que ela a entendesse. &amp;ndash; Preciso de ir trabalhar. Vais ter de ficar mais um tempo fechada em casa. &amp;ndash; Retomou rota a casa, sendo arrecadada por Brandon.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Está de volta, senhorita. &amp;ndash; Sibilou satisfeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Parece que sim. Mas já estou de saída. &amp;ndash; Avançou passo para dentro do seu apartamento, aconchegando Lila.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Prendeu a mala no ombro estreito e a pasta médica na mão. Deu uma olhadela na diagonal e fechou a porta, quase correndo para não chegar tarde. Tinha perfeita noção que Karl, o seu tio, iria refutar se cometesse um mínimo e frágil percalço.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Deixou, então, o seu apartamento e acercou-se do seu automóvel, conduzindo para o local de emprego.&lt;br /&gt;
Mal estacionou a viatura, encaminhou-se para o interior do hospital, andando velozmente até ao balneário.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Despiu a roupa casual e trajou a bata, trocando as botas pelas sapatilhas práticas e confortáveis.&lt;br /&gt;
Mirou o seu reflexo ao espelho e prendeu o cabelo com um elástico, deixando algumas mexas achocolatadas soltas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Quando ia a fechar a porta, deteve-se, franzindo a testa, mal notou um enfermeiro à sua espera.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Passa-se alguma coisa?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O paciente de ontem acordou. Achámos que ia demorar alguns dias, mas pelos vistos foi mais rápido do que esperávamos. &amp;ndash; Informou com um sorriso orgulhoso vincado nos finos lábios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Isso é óptimo! &amp;ndash; Sorriu também, sentindo o seu ritmo cardíaco aumentar. Adorava quando ouvia que o seu trabalho árduo era recompensado por notícias positivas vindas dos pacientes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A cabeça do enfermeiro pendeu para o lado, desvanecendo um pouco do seu sorriso &amp;ndash; Só que há um problema, doutora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Problema? &amp;ndash; Activou o seu dispositivo e prendeu-o na sua bata. &amp;ndash; Que tipo de problema? Há algo de errado com o utente?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Principiou-se a andar pelo corredor ocupado pelos trabalhadores do hospital, acompanhada pelo colega.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- A pancada violenta na nuca do paciente causou-lhe amnésia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O sangue que outrora fervilhava de entusiasmo no corpo feminino gelou, provocando-lhe uma mudança repentina de tom de pele. Ainda não tinha visto os resultados dos exames que lhe haviam feito. Mas de certeza que iria ver, mal acabasse de inspeccionar e analisar o doente.&lt;br /&gt;
Rita avisou que ia vê-lo naquele momento e recebeu a ficha de Tom nas suas mãos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Avisa os familiares e amigos que podem entrar após a minha observação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Batucou à porta e entrou, vendo-o deitado a fixar a janela baça do quarto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Arrastou-se até si e tossicou para ganhar a sua atenção pretendida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Assim conseguiu; o rosto marcado do guitarrista voltou-se lentamente para si, chocando o seu olhar caramelizado com o seu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Bom dia. &amp;ndash; Murmurou, esboçando um sorriso apaziguador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os olhos castanhos de Tom turvaram, embaciando-se na infelicidade de não saber quem ele mesmo era e o que fazia naquele local desconhecido. Os seus lábios secos e gretados afastaram-se para se pronunciar e, foi aí, que uma voz grossa e rouca ressoou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt; - Onde estou? &amp;ndash; Atirou a questão directamente, ferindo certeiramente a médica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;As suas grandes mãos calcaram os fios que o rodeavam e tentou puxá-los, sendo impedido por Rita, que firmou os dedos em volta dos pulsos do de rastas. Não ia permitir que ele se magoasse daquele modo, sem ter conhecimento de nada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt; - Senhor Kaulitz, não pode tocar aí. &amp;ndash; Alertou-o, pousando as suas mãos em cada lado do seu tronco &amp;ndash; O senhor está no hospital. Precisa de descansar e todos estes fios e máquinas &amp;ndash; Apontou &amp;ndash; vão ajudá-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- No hospital? &amp;ndash; Arregalou muito os olhos, acelerando a respiração.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Estava a ficar descontrolado. O pânico corroía-lhe pelo sangue, destabilizando todo o seu ser, que naquele momento, só tinha vontade de fugir dali.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O senhor foi vítima de agressão e foi alvejado. Tem de ter calma, está uma equipa de médicos a ajudá-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rabiscou na ficha médica de Tom, sendo impedida de continuar, mal uma mão pousou em cima dos papéis. A sua cabeça subiu e, a pele arrepiou, mal se deparou com uma expressão sofrida a fitá-la.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O meu nome&amp;hellip; - O guitarrista balbuciou &amp;ndash; Não me lembro do meu nome. Não me lembro quem eu sou. A minha personalidade. A minha família. A minha mente está uma página em branco. &amp;ndash; Revelou, soluçando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Tom Kaulitz. O seu nome é Tom Kaulitz. &amp;ndash; Soprou. O guitarrista repetiu o seu nome, arqueando os lábios, como se tivesse descoberto algo de extrema importância &amp;ndash; Sim, Tom. O senhor não pode fazer muitos esforços, por isso não tente recordar tudo de uma só vez. Deixe a sua cabeça aliviar de tudo. A sua memória irá voltar quando menos esperar. &amp;ndash; Incentivou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Fiz algo de errado? &amp;ndash; O sorriso de Rita desvaneceu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ela não o conhecia. Não sabia quem realmente era ele, para lhe dizer se havia feito algo de errado ou não.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Existem muitas pessoas cruéis que querem o mal de quem consegue concretizar os seus sonhos. &amp;ndash; Escutou um burburinho do lado de fora da porta, vendo uma cabeça com uns cabelos espalhafatosos espreitar &amp;ndash; Os seus familiares e amigos estão ali fora. Querem vê-lo. Posso chamá-los?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não conheço ninguém. &amp;ndash; Virou o rosto para o lado, dando a conversa por terminada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rita inspirou fundo e rubricou a folha, encaixando-a na cama metalizada onde Tom estava. Deitou um último olhar ao de rastas antes de abrir a porta e rodou a maçaneta, deparando-se com dois homens encostados à parede do lado em frente, há excepção de um, que se destacava mais com o estilo exuberante e excêntrico, a deambular de um lado para o outro, com as mãos junto dos lábios, a soprar entediado e aflito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Os olhos postos no chão passaram para a sua silhueta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Doutora. &amp;ndash; Bill proferiu, parando de andar. &amp;ndash; Como está o meu irmão? Por favor, não omita nada. Viemos há pouco de prestar declarações. Disseram que ele tinha sido violentado durante a noite. Encontraram-no junto do estúdio onde estávamos a ensaiar. Eu preciso de o ver, de saber que ele está bem. &amp;ndash; Falou muito rápido, recebendo o conforto dos outros dois, num abraço.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Desculpe, doutora. &amp;ndash; O de cabelos castanhos desculpou &amp;ndash; Eu sou o Georg Listing, este é o Gustav e este é o Bill, o irmão gémeo do Tom. Estamos todos muito nervosos, foi uma notícia que nos apanhou desprevenidos. Não sei o que o Tom estava a fazer àquela hora no estúdio, provavelmente esqueceu-se de algo. &amp;ndash; Balançou a cabeça em sinal negativo &amp;ndash; Por favor, diga-nos como ele está.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O Tom está a sofrer de amnésia. Levou um tiro no abdómen, mas quanto a isso não há com que se preocuparem, ele está bem. Mas, quanto ao facto de não se lembrar de nada, peço que não o esforcem. Ele acordou ainda há pouco e está a habituar-se à ideia de não saber nada sobre a sua vida. Aos poucos ele vai lembrar-se de tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Bill ergueu as mãos e cobriu a boca com as mesmas. O seu corpo agora tremia mais do que tudo e, inevitavelmente não conseguia conter as gordas lágrimas que os seus olhos brotavam e escorregavam pela sua pele gélida. O seu gémeo estava mal e ele não sabia como o ajudar. O seu dever era protegê-lo e não tivera tipo tempo para agir em sua defesa. Era um inútil e incompetente na sua opinião. Nem para salvar o irmão servia. Não devia existir. Aliás, quem devia estar naquele lugar era ele e não Tom.&lt;br /&gt;
Era ele quem enterrava a banda e não o irmão. A culpa era dele, só dele.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Eu quero ver o meu irmão. &amp;ndash; Sibilou aos soluços.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A médica assentiu e fez sinal para os três entrarem no quarto do de rastas. Fechou a porta e encostou-se na mesma, cruzando os braços sob o peito, sem agir, limitando-se a observar os gestos dos outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Bill foi o primeiro a actuar. Abraçou-se ao irmão, chorando junto dele.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Desculpa, Tom. Isto não devia ter acontecido. A culpa é minha.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;O guitarrista olhou do gémeo para Gustav, e de Gustav para Georg. Não os reconhecia e só ele sabia o quanto doloroso era aquela situação.&lt;br /&gt;
O seu semblante mudou ao notar a médica ao fundo do quarto e pediu-lhe auxílio, mentalmente. Queria estar só e reflectir no nada. Esforçar o seu cérebro até o esgotar, ao relembrar tudo e todos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Bill dá-lhe mais espaço. &amp;ndash; Gustav puxou o amigo para trás. &amp;ndash; Nem o deixas respirar com esse sufoco.&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 06 Mar 2010 23:18:22 GMT</pubDate>
  <title>1º Capitulo</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/3133.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small&quot;&gt;Ora bem, este blog foi radicalmente mudado xDD&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small&quot;&gt;Obrigada à Anaap pelo visual e à Zubi pela construção do apartamento da Rita cof cof (:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small&quot;&gt;Quanto à fic, está totalmente renovada xP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small&quot;&gt;Não vou dar isto a ninguém, so, nao deve haver nenhum leitor novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small&quot;&gt;See ya&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Uma noite convulsiva, desinquieta; após mais uma discussão com o director do Hospital Central de Hamburgo, seu tio, Rita precipitou-se para um dos imensos corredores pálidos do espaço hospitaleiro. O dispositivo preso à sua bata branca indicava que necessitavam da sua presença. O seu trabalho era salvar vidas, não podia desperdiçar um segundo que fosse, tinha de agir de imediato. Vidas dependiam, assim, de acções como estas. Não somente vindas de si, mas também de tantos outros com um dever semelhante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A lua brilhava no outro lado da janela, iluminando o céu, como se fizesse parte de um circo hilariante. E, a médica só cogitava que dentro de poucas horas retornaria a casa, para dormitar e repousar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Ao longe, avistou os paramédicos, a circundarem uma maca em andamento apressado. Era ali que tudo iria recomeçar. Um novo ciclo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;As suas pernas praticamente balançaram para a marquesa e as suas mãos firmaram um dos ferros, para poder caminhar ao compasso que era exigido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O que aconteceu? &amp;ndash; O seu olhar descaiu do semblante cálido e perplexo de Eliana para o corpo inerte que tinha de salvar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Aquele rosto ténue estava coberto por sangue e máscaras de oxigénio. As rastas loiras estavam manchadas por uma cor escarlate. Igualmente como tudo o resto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vítima de agressão cerebral, perfuração do abdómen. &amp;ndash; Um dos enfermeiros relatou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Eliana sacou da ficha e escrevinhou rapidamente, anotando tudo o que ouvia da boca do colega de salvamento. As suas mãos tremiam como nunca. Um dos seus ídolos estava ali, mesmo diante de si, magoado e cambaleando para um local extinto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- O seu nome é&amp;mdash;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Tom Kaulitz. &amp;ndash; Elly completou, lançando um olhar piedoso à amiga, antes de entrar para o bloco operatório.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rita arregalou os olhos com o seu gesto, especulando de onde conheceria o rapaz e entrou logo a seguir assim, deixando que os enfermeiros lhe vestissem a bata. Lavou as mãos com água e desinfectante e estendeu-as, para que lhe calcassem as luvas brancas de uma tonalidade branca. Colocou a máscara e acercou-se dos restantes médicos, preparando-se para iniciar a operação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Descobriu o seu tronco ferido e agarrou nos objectos necessários, para lhe remover a bala.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Após a operação, levem-no para fazer exames à cerviz. &amp;ndash; Informou, dando inicio ao sofrimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Assim, horas passaram ali dentro, num sufoco eterno, onde o ar parecia faltar, e a tensão cada vez mais fácil de respirar.&lt;br /&gt;
Os sinais de vitalidade do guitarrista estavam estáveis, não causando preocupação e alerta a nenhum terapeuta, estava tudo dentro do normal.&lt;br /&gt;
Todavia, tanto como Eliana e Rita abandonaram o local, encostando-se à parede do corredor. A mais velha encontrava-se um tanto apática, sem saber o que dizer. Aliás, nem sabia como tivera sido capaz de realizar aquela cirurgia. Não estava em si, mas sim no passado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;No entanto, foi despertada mal uma mão conhecida pousou no seu ombro, reconfortando-a. Virou o rosto para o lado e forçou um sorriso, não queria preocupar ninguém.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vais-me dizer de onde o conheces?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Não o conheço. &amp;ndash; Corrigiu &amp;ndash; Aquele sujeito que acabámos de salvar foi um dos meus ídolos de adolescência. O guitarrista de uma banda famosa, com sucesso na nossa juventude. Os Tokio Hotel. &amp;ndash; Advertiu. Só ela sabia o que lhe custava aquele momento. &amp;ndash; São pouco mais velhos do que nós. Ora, eu tenho vinte e cinco anos, o Tom e o Bill têm vinte e seis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Bill? Não é o homem que te fazia delirar? &amp;ndash; Troçou, desanuviando o ambiente pesado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Elly não respondeu. Rita envolveu os seus ombros com o braço, e deambulou ao seu lado para os balneários onde arrumavam os seus pertences. Fora desgastante, e a fome começava a apoderar-se de ambos os estômagos. &lt;br /&gt;
Como era de rotina, as duas direccionaram-se, depois de estarem prontas, para um Mac Donald&amp;rsquo;s mais próximo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Quando lá chegaram fizeram os seus pedidos e sentaram-se numa mesa isolada, onde pouca gente se encontrava. A mais velha foi a primeira a atacar o seu hambúrguer suculento, saboreando aquela quase perfeição calórica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Há mais alguma coisa de relevante acerca dessa banda? &amp;ndash; Rita procurou ter conhecimento, mordiscando as batatas fritas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Agora já queres saber? &amp;ndash; A mais nova não respondeu, demonstrando-se impaciente, à espera de argumentos &amp;ndash; Muito bem, - Principiou, pousando o hambúrguer e bebendo da Coca-Cola &amp;ndash; Aquele que tu acabaste de ver é o Tom Kaulitz - guitarrista, irmão gémeo do Bill Kaulitz, o vocalista e, melhor amigo de Georg Listing, o baixista e Gustav Schäfer, o baterista. &amp;ndash; Apresentou cada um com cautela. &amp;ndash; Neste momento, penso que estavam a preparar um novo álbum, só não esperava que isto fosse acontecer&amp;hellip; - Balbuciou roucamente. Não acreditava ainda no que se havia passado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Vais ver que a polícia vai averiguar o sucedido. Atacaram-no.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Tranquilizou, retomando o jantar.&lt;br /&gt;
Eliana olhou-a de esguelha e imitou o seu gesto, arranjando novos temas de conversa. Apesar de tudo isso, os seus pensamentos incidiam no corpo estático que tivera tocado, numa ocasião inoportuna e dramática. Seria um dia para sempre a recordar dentro da sua memória.&lt;br /&gt;
Porém, Rita não sabia o que dizer, ou no que reflectir. Claro que aquele famoso magoado daquele jeito a tinha magoado e ferido, mas não tanto quanto sabia que a Elly. Ela assemelhava-se a uma figura devastada, que necessitava de dormir durante longas horas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Depois de jantarem, abandonaram o local, separando-se, por fim. Cada uma seguiu o seu rumo, entrando dentro dos seus apartamentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Rita mal fechou a porta, foi recebida por uma lambida de Lila, juntamente com um ladrar esganiçado e histérico.&lt;br /&gt;
Submeteu-se à pequena altura do animal e afagou-lhe a nuca, beijando-lhe o focinho húmido e frio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Sentiste saudades minhas? &amp;ndash; Coçou-lhe as orelhas, rindo com a expressão do canídeo. &amp;ndash; Muito bem. &amp;ndash; Assegurou &amp;ndash; Espero que a Katia te tenha levado a passear. &amp;ndash; Ergueu-se.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Caminhou até à cozinha e preparou um chocolate quente, descalçando-se logo ali. Pontapeou os sapatos para um canto daquele compartimento e foi até à sala, com a caneca fumegante na mão.&lt;br /&gt;
Bebericou e afundou-se no sofá, apoiando a bebida relaxante na mesa baixa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Esticou as pernas e premiu o botão do comando da aparelhagem, fazendo ressoar a sinfonia apaziguadora dos &lt;i&gt;The Cranberries&lt;/i&gt;. Deu mais um trago e fechou os olhos, embalando-se na melodia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;No seu sonho estranhamente quase real, Rita corria atrás de um vulto desconhecido. Não lhe via a face, não conhecia os seus traços de algum lugar. Somente escutava a sua voz grossa, que lhe causava arrepios constantes na sua pele bronzeada. &lt;br /&gt;
Como se aquele ser fosse a luz incandescente da sua esperança e confiança.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Mas, num sobressalto, os olhos âmbar abriram mal um peso caiu sobre o seu estômago, alarmando-a. Era apenas Lila, com a sua vontade de fazer as suas necessidades matinais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Do outro lado da varanda, podia-se observar os primeiros raios de sol raiarem, iluminando o céu pouco claro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Sai, Lila. &amp;ndash; Rabujou, desviando-a do seu caminho e abriu a porta do pequeno terraço, fazendo-a aguentar, enquanto tomava um duche rápido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Deambulou até à casa de banho e despiu-se, entrando dentro da cabine. Esfregou os cabelos negros, compridos com o cosmético de aroma a frutos exóticos e ensaboou o resto do seu corpo. Ao terminar, envolveu a sua silhueta com uma toalha e enxugou os cabelos, pronta para se vestir.&lt;br /&gt;
Vagueou pela casa até ao quarto e tirou da gaveta a roupa interior, cobrindo-se com ela. Atirou a toalha para o chão e trajou umas micro-calças pretas e uma camisola de lã em tons esverdeados. Calçou as botas de cano alto e aplicou a maquilhagem. Estava a arranjar-se também já para a sua ida para o emprego.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;Apanhou o casaco de estilo &lt;i&gt;yankee &lt;/i&gt;e apertou os botões gordos. Enterrou as chaves de casa num dos bolsos e firmou a mão na trela, quase tombando, quando Lila saltou contra o seu corpo, completamente histérica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;A morena soltou um grunhido de frustração e avançou com a cadela até à saída. Chamou o elevador e entrou nele assim que as portas metalizadas abriram. Carregou no botão que levava para o rés-do-chão e aguardou até o sinal dar aviso de chegada.&lt;br /&gt;
Quando o elevador parou, saiu, encarando o porteiro com um sorriso tipicamente afável.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt&quot;&gt;- Bom dia, senhor Brandon.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 06 Mar 2010 23:11:46 GMT</pubDate>
  <title>Only One - Personagens</title>
  <author>Ritziie</author>
  <link>http://tokiohotelficsr.blogs.sapo.pt/3056.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i45.tinypic.com/2uj3tx1.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i45.tinypic.com/aouuyq.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i48.tinypic.com/2mzwj85.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; width: 282px; border-top-color: black; height: 287px; border-right-color: black&quot; height=&quot;291&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;288&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i45.tinypic.com/25j8etx.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;              &lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i47.tinypic.com/xbmyrq.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;284&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;281&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i46.tinypic.com/oqhdax.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i50.tinypic.com/2j2f7fl.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i46.tinypic.com/x53uhe.jpg&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://i45.tinypic.com/sowkuu.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://i46.tinypic.com/21epwcz.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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